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As falas do presidente americano, Donald Trump, ao presidente Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas pegaram de surpresa não só a Casa Branca e o Planalto, mas também os bolsonaristas. Após o fim do discurso de Trump, funcionários dos dois governos iniciaram imediatamente as negociações para que conversa aconteça. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, disse que os dois devem conversar por telefone ou videoconferência. Já o deputado Eduardo Bolsonaro disse que a fala de Trump sobre Lula e o Brasil mostra a “genialidade” do americano como negociador, que estará em uma 'posição mais confortável' no encontro. Para analisar esse assunto, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem Rafael Cortez, cientista político e professor do IDP-SP.
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A terça-feira foi um dia de reveses para Eduardo Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República decidiu apresentar uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra o deputado e o blogueiro Paulo Figueiredo. Os dois são acusados de coação a autoridades brasileiras, com base nas articulações com o governo americano para aplicar sanções econômicas, financeiras e políticas contra o governo brasileiro e seus representantes. Em seguida, o presidente da Câmara, Hugo Motta, usou a denúncia para barrar a indicação de Eduardo a líder da minoria na Casa. A indicação impediria a cassação do mandato do deputado, que está há meses nos EUA, por faltas. A gente fala também da abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e dos discursos de Lula e Donald Trump. No Central Meio de hoje, Pedro Doria e Luiza Silvestrini recebem o analista político e colunista do Meio Creomar de Souza, o senador Alessandro Vieira (ES), relator da PEC da Blindagem no Senado, e o senador Fabiano Contarato (ES), que integra a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde deve ser analisada amanhã o texto.
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Atos contrários à PEC da Blindagem e ao projeto que anistia envolvidos na tentativa de golpe de Estado no Brasil levaram dezenas de milhares de manifestantes às ruas em várias capitais do país ontem. O protesto reuniu 42,3 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, e 41,8 mil em Copacabana, no Rio de Janeiro, segundo cálculo do Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More in Common. Os números são semelhantes ao da manifestação pró-anistia de 7 de setembro de 2025, convocada pelo pastor Silas Malafaia, que reuniu 42,2 mil manifestantes na capital paulista. O efeito, em relação à PEC da Blindagem, deve ser a rejeição da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já essa semana. Já sobre a anistia, ainda não se sabe. O deputado Paulinho da Força, relator do projeto que pretende reduzir penas dos condenados pela tentativa de golpe, disse que os atos não o farão mudar a proposta.
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Apesar de todos os esforços dos bolsonaristas por uma anistia que livrasse da cadeia Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado, o resultado pode não contemplar o ex-presidente. O deputado Paulinho da Força, relator do Projeto de Lei na Câmara, descartou uma anistia ampla e irrestrita, como consta no texto original do deputado Marcelo Crivella. E disse que está aberto a conversar com o Supremo Tribunal Federal se houver “algum atrito no decorrer da elaboração do texto”. Até o nome do Projeto de Lei mudou: agora está sendo chamado de “PL da Dosimetria”. No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem a jornalista especializada em cobertura política Basília Rodrigues.
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A população ainda estava estarrecida com a aprovação da PEC da blindagem quando a Câmara aprovou ontem também a urgência da votação da anistia. O texto base, do deputado Marcelo Crivella, prevê anistia a todos que tenham participado de manifestações de caráter político ou eleitoral entre 30 de outubro de 2022 e a entrada em vigor da lei, incluindo pessoas que apoiaram os atos por meio de contribuições financeiras, doações, apoio logístico, prestação de serviços ou publicações em redes sociais. Mas a expectativa é de que o texto seja modificado e apresente uma proposta mais próxima de uma redução das penas, com garantia de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro. No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem o professor de Direito Penal da UERJ Davi Tangerino.
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A Câmara dos Deputados aprovou a PEC da blindagem, que dificulta - ou quase impossibilita - a abertura de processos judiciais contra parlamentares. Segundo o texto, congressistas continuam a ser julgados exclusivamente pelo STF, mas a prisão só poderá ocorrer em flagrante de crimes inafiançáveis, como racismo, tortura, terrorismo ou tráfico de drogas. Nesses casos, a casa legislativa é que vai decidir, por maioria absoluta, se mantém a prisão. Mas o projeto pode não ir longe. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar, garantiu que o texto “não passará no Senado de jeito nenhum”. No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem o jornalista e comentarista político João Bosco Rabello.
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Enquanto a Polícia trabalha para elucidar os motivos do atentado que matou o influenciador conservador Charlie Kirk, o presidente americano Donald Trump disse que vai investigar grupos de esquerda no país. Trump e seus principais aliados têm sugerido que o atirador fazia parte de um movimento coordenado que fomentava a violência contra conservadores, sem apresentar provas. No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem a doutora em Antropologia e professora de Ciência Política Isabela Kalil.
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A condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado mexeu com a direita e o centrão, que agora precisam definir um candidato para 2026 e os planos em relação à anistia. Enquanto isso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cancelou viagem a Brasília em que faria lobby no Congresso pela aprovação do projeto, que ainda divide a própria direita. No PL, no Republicanos, no PSD e no União Brasil, o impasse gira especialmente em torno de incluir ou não Bolsonaro no texto. Hoje no Central Meio, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem o cientista político e colunista do Meio Christian Lynch e o professor de Direito da USP Rafael Mafei.
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A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal condenou, por 4 votos a 1, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus do núcleo crucial da trama golpista por crimes como tentativa de golpe e estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada. No Central Meio de hoje, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares conversam com o cientista político e colunista do Meio Magno Karl e com a professora de Direito da FGV Eloísa Machado.
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Em uma sessão de quase 13 horas, o ministro do STF Luiz Fux divergiu além do esperado de Alexandre de Moraes, relator do processo que julga a tentativa de golpe de estado no Brasil, e votou para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas para condenar Mauro Cid e Walter Braga Neto por abolição violenta do Estado Democrático de Direito. No Central Meio de hoje, o jurista e professor de Direito Processual e Penal Wálter Maierovitch analisa o voto de Fux com Luiza Silvestrini, Flávia Tavares e Leonardo Pimentel.
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