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Na semana que é provavelmente a mais difícil pro Governo Lula 3 até agora. O Central Meio entrevista o senador pelo Amapá e líder do Governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues. Entre os assuntos abordados estarão a derrubada no Congresso do decreto do IOF, a decisão do Executivo levar a questão paro Supremo Tribunal Federal e mudança de postura do Governo nesse impasse. Além disso, uma pesquisa Quaest divulgada hoje mostra que pelo menos 57% dos deputados federais avaliam que são baixas as chances de o governo aprovar a agenda no Congresso. A pesquisa também questionou os parlamentares sobre a razão de o Congresso ter feito poucas votações importantes em 2024. Para 45% dos entrevistados, a falta de articulação política do governo é o principal motivo.
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Depois de várias derrotas no Congresso, o governo decidiu partir para o ataque. A ideia é comunicar que o Parlamento legisla pros mais ricos enquanto cobra sacrifícios dos mais pobres. O ministro Fernando Haddad disse que “chegou o momento de fazer justiça pelo Brasil”. O presidente da Câmara, Hugo Motta, reagiu. Publicou um vídeo dizendo que o discurso do Governo era “fake news”. Motta criticou o que chamou de discurso do “nós contra eles” e defendeu a derrubada do decreto presidencial que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras. E a questão segue pro Judiciário. O ministro Alexandre de Moraes será o relator de uma ação proposta pelo PSOL para retomar o decreto com as mudanças no IOF. O Central Meio de hoje recebe o cientista político e diretor do Livres, Magno Karl.
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O Governo só está esperando um sinal verde da Advocacia Geral da União pra recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a derrubada do aumento do IOF no Congresso. A medida pode sinalizar uma mudança de postura do Executivo, que em vez de abaixar a cabeça e buscar uma conciliação que não vem, iria na direção do embate com o Legislativo./ Enquanto isso, na avenida Paulista, Bolsonaro promoveu a manifestação mais flopada que já aconteceu em defesa da anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de estado no Brasil. Cerca de 12 mil pessoas compareceram. Aliados atribuíram o esvaziamento ao fim do mês, férias escolares e ao jogo do Flamengo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, esteve lá, mas não agradou. Durante o discurso, atacou políticas do PT, mas poupou o ministro Alexandre de Moraes. A fala foi interpretada como um discurso de campanha e não como um apoio à anistia. Também no fim de semana. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que os ataques dos Estados Unidos ao programa nuclear do Irã não causaram danos totais. A fala desmente o presidente americano Donald Trump, que disse ter “obliterado completamente” o programa iraniano. O Central Meio recebe o assessor do Instituto Brasil-Israel, João Miragaya e o cientista político Paulo Henrique Cassimiro.
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O Central Meio recebe Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, e Sérgio Spagnuolo, jornalista e diretor-executivo do Núcleo Jornalismo. O Supremo Tribunal Federal decidiu que as empresas de tecnologia passam a ter responsabilidade por conteúdos criminosos postados por seus usuários, independentemente de uma decisão judicial sobre cada caso. A decisão altera a maneira como as empresas terão que monitorar o que é publicado em suas redes sociais e, principalmente, como deverão agir diante de postagens consideradas criminosas, como ataques à democracia, conteúdos ilícitos graves ou crimes sexuais. A decisão dos ministros também responsabiliza as big techs pelos prejuízos causados por terceiros, incluindo anúncios falsos, mesmo aqueles impulsionados por meio da compra de publicidade.
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Tanto a Câmara quanto o Senado aprovaram ontem o decreto que anula o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras, ampliando ainda mais a crise fiscal pela qual passa o país. Na Câmara, o governo viu partidos de sua base aliada, muitos com ministérios na Esplanada, rebelarem-se e apoiarem a oposição. A votação foi humilhante para o Planalto: 383 votos a favor e apenas 98 contra. O Senado seguiu a Câmara e confirmou a derrota. O governo estima que já neste ano a derrubada das medidas vai impactar a arrecadação em ao menos R$ 10 bilhões. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que vai ser preciso ampliar o contingenciamento de gastos para fechar as contas no azul. Desde a gestão Fernando Collor de Mello o Congresso não derrubava um decreto presidencial como fez na noite de ontem. O Central Meio recebe o jornalista Breno Pires, repórter da revista piauí.
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O primeiro dia do cessar-fogo entre Irã e Israel produziu uma situação inusitada: todos os envolvidos no conflito se declararam vitoriosos. No lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os combates trouxeram uma “vitória histórica” para o país contra seu maior inimigo na região. Já em Teerã, protestos organizados pelo governo contra os EUA e Israel celebravam o que o regime também chamou de uma vitória no conflito. Mas isso não significa que a guerra acabou de vez. Ontem veio a confirmação de que o programa nuclear iraniano não foi destruído, como afirmaram Trump e Netanyahu no final de semana. Um relatório sigiloso preparado pela inteligência americana diz que o programa foi apenas atrasado em alguns meses.
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Poucas horas depois de anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a trégua entre Irã e Israel foi logo interrompida. O governo israelense acusou o Irã de violar o acordo e ordenou novos bombardeios a Teerã, que nega a violação. Já Donald Trump disse hoje que os dois países desrespeitaram o cessar-fogo. Independente de quem violou o acordo, já se fala sobre uma mudança de regime no Irã, provavelmente diferente da imaginada por Trump ao falar do assunto. Uma reportagem da revista The Economist associa o ataque iraniano a uma base americana no Catar a uma repentina mudança no equilíbrio de poder em Teerã. Militares de linha dura estariam substituindo os clérigos xiitas no comando do país.
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Menos de 48 horas após os Estados Unidos atacarem as instalações nucleares iranianas com as bombas mais poderosas de seu arsenal, o presidente Donald Trump falou abertamente em derrubar o regime dos aiatolás. “Se o atual regime iraniano não é capaz de fazer o irã grande novamente, por que não haveria uma mudança de regime?”, escreveu. A declaração vai na direção contrária do que dizem diplomatas americanos e o próprio vice-presidente J.D. Vance, para quem os bombardeios buscaram apenas destruir a capacidade nuclear iraniana. Na noite de sábado, Trump sequer esperou o retorno dos bombardeiros B2 para declarar vitória. Ainda não é possível ter certeza da extensão dos estragos causados pelos bombardeios. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não identificou volumes consideráveis de contaminação nuclear nas áreas atacadas, o que pode indicar que o Irã tenha movido seus estoques de urânio enriquecido para uma localização ainda desconhecida. Para muitos analistas, os ataques irão reforçar a decisão do regime dos aiatolás de buscar uma bomba nuclear. O Central Meio recebe hoje o cientista político e presidente-executivo do Stand With Us Brasil, André Lajst.
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O Congresso derrubou, nesta terça-feira, os vetos do presidente Lula em uma lei que trata de investimentos em energia eólica em alto-mar. Lula vetou vários jabutis que estavam incorporados ao projeto de lei. Mas agora, com a derrubada dos vetos, o governo vai ter que lidar com a insatisfação popular por ver um aumento na conta de luz. A estimativa é de que os brasileiros terão que pagar quase R$ 200 bilhões a mais nos próximos 25 anos. Os parlamentares ainda derrubaram mais de uma dezena de vetos de Lula. Entre eles estão o item que negava a indenização para crianças com microcefalia que haviam sido vítimas do Zika vírus, e aquele que barrava a taxa de avaliação e registro para agrotóxicos. Além disso, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), instalou uma CPMI para investigar o esquema de fraudes no INSS.
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A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro, o filho dele, vereador Carlos Bolsonaro, e o deputado federal Alexandre Ramagem, no inquérito da “Abin paralela”. A investigação apura o uso da Agência Brasileira de Inteligência para ações ilegais de espionagem. O esquema teria ocorrido no governo Bolsonaro, quando Ramagem era diretor-geral da Abin. A agência teria monitorado pessoas consideradas adversárias de Bolsonaro. Segundo as investigações da PF, a estrutura de espionagem também atuava por interesses políticos e pessoais do ex-presidente e de seus filhos. Ainda na edição de hoje: o presidente americano Donald Trump assinou ontem uma declaração conjunta dos países do G7 reafirmando o direito de defesa de Israel e classificando o Irã como “principal fonte de instabilidade e terror” no Oriente Médio. Em seguida, o republicano deixou a cúpula no Canadá, onde estava previsto que ele ficasse até hoje, para tratar da guerra entre Rússia e Ucrânia. Trump usou sua rede social própria, o Truth Social, para recomendar que os iranianos abandonassem sua capital. O Central Meio recebe o cientista político e diretor do Pulso Público Vitor Oliveira.
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