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O Central Meio de hoje recebe o jornalista Allan de Abreu, autor da reportagem “Coisas Extravagantes”, publicada na revista piauí deste mês. O texto, que revela os bastidores da gestão de Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF, traz também a proximidade da entidade com atores importantes da Política e do Judiciário em Brasília, incluindo o deputado e ex-presidente da Câmara Arthur Lira e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Ainda na edição de hoje, Deborah Bizarria comenta o efeito dos precatórios nas contas do Governo Federal.
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O economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga defendeu em uma palestra a estudantes brasileiros nos Estados Unidos que o salário mínimo “em termos reais” seja congelado por seis anos. Isso significa que qualquer reajuste ficaria limitado à inflação. Ele defendeu ainda um corte de três pontos percentuais do PIB em gastos: um deles com a limitação do mínimo e mais dois em gastos tributários – com cortes de benesses que o governo federal concede a setores específicos. O objetivo é reduzir as despesas para ajudar o Banco Central a cortar os juros. O Central Meio de hoje analisa as falas e discute as contas públicas brasileiras no dia em que apresenta seu novo colunista, o jornalista Gabriel Azevedo.
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A discussão sobre o projeto de anistia movimentou os bastidores dos três poderes em Brasília no fim de semana. Integrantes do Supremo Tribunal Federal cobraram do governo Lula ações para retirar votos de apoio ao projeto. Mais de cem parlamentares da base assinaram o pedido de urgência. Como está posto hoje, o texto livraria, além dos envolvidos no 8 de janeiro, também o ex-presidente Jair Bolsonaro, os militares que estão sendo julgados no STF pela tentativa de golpe de Estado. As assinaturas podem ser retiradas até que o projeto seja protocolado, e ainda não se sabe o quanto isso pode demorar. Tudo depende do presidente da Câmara, Hugo Motta, que ainda pode adiar a decisão, apesar da urgência da proposta já ter chegado às 257 assinaturas necessárias.
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A oposição na Câmara conseguiu reunir as assinaturas necessárias para pra votação em regime de urgência do projeto que perdoa condenações do 8 de janeiro. O requerimento atingiu 259 assinaturas, duas a mais que o necessário para chegar à maioria simples: metade mais um dos 513 deputados. A votação em urgência significa que o projeto não precisa passar pelas comissões, indo direto ao plenário. Agora cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta, colocar em pauta. O Central Meio de hoje recebe os colunistas Christian Lynch e Ana Carolina Evangelista.
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Para alívio temporário dos mercados globais, Donald Trump reduziu todas as taxas de importação anunciadas no dia 2 de abril para 10% e decretou uma pausa de 90 dias para a entrada delas em vigor, mas subiu a tarifa sobre produtos da China de 104% para 125%, com efeito imediato. A Casa Branca alegou que a pausa fazia parte de uma estratégia premeditada, mas o próprio presidente reconheceu que sua decisão foi tomada em resposta à turbulência do mercado. O Central Meio recebe o cientista político Paulo Henrique Cassimiro e a jornalista e colunista do Meio Ana Carolina Evangelista.
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A China dobrou a aposta e decidiu elevar ainda mais as tarifas de importação sobre produtos americanos. O Ministério das Finanças chinês anunciou que as taxas vão subir pra 84% a partir de amanhã. É um aumento expressivo em relação aos 34% anunciados pelo governo chinês na semana passada. E uma resposta ao índice anunciado ontem por Donald Trump para a importação de produtos chineses, que chegou a 104%. O Central Meio recebe Deborah Bizarria, economista e colunista do Meio, e o analista político Creomar de Souza.
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Uma pesquisa Quaest divulgada neste domingo mostrou que 56% dos brasileiros são contrários à anistia aos envolvidos nos ataques de 8/1. Outros 34% defendem que os presos sejam soltos. Também neste domingo, apoiadores de Jair Bolsonaro participaram de um ato na Avenida Paulista pra pedir anistia aos golpistas. Além do ex-presidente, sete governadores compareceram, entre eles o de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o de Minas Gerais, Romeu Zema, o do Paraná, Ratinho Junior e de Goiás, Ronaldo Caiado. O Monitor do Debate Político do CEBRAP e a ONG More in Common calcularam 45 mil pessoas na manifestação. A contagem foi feita no momento de pico, pouco antes das quatro da tarde, a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.
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A China informou hoje que vai impor tarifas recíprocas de 34% sobre todas as importações dos Estados Unidos a partir de 10 de abril. A medida cumpre a promessa do país asiático de um contra-ataque na guerra comercial global declarada por Donald Trump. Na quarta-feira, Trump anunciou tarifas de 34% sobre todas as importações de produtos chineses. O Central Meio recebe Christian Lynch e Leonardo Pimentel, que hoje, junto com Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares comemoram a centésima edição do programa.
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Ontem o mundo parou por cerca de uma hora pra assistir a Donald Trump disparando tarifas de ao menos 10% para produtos importados de 185 países. O Brasil ficou entre os países que terão o produtos taxados em 10%, o mais baixo do pacote. O maior peso recaiu sobre os asiáticos. Economias como Vietnã, Camboja e Taiwan terão seus itens taxados em mais de 30%. A mais prejudicada é a China, que já havia sido sobretaxada em 20% e terá uma tarifa total de 54%. Trump prometeu que as medidas vão gerar “US$ 6 trilhões em investimentos”. A afirmação contestada por especialistas, que dizem que as tarifas serão pagas por empresas e consumidores americanos. Em comunicado, o Itamaraty lamentou a decisão e rejeitou o argumento de “reciprocidade comercial” usado por Trump. O texto destaca que ao longo dos últimos 15 anos, os americanos acumularam superávit de US$ 410 bilhões no comércio com o Brasil. O governo Lula não descarta um recurso à Organização Mundial do Comércio. O Central Meio recebe hoje a economista Zeina Latif.
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