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Uma mudança na linguagem de nutricionistas, influenciadores digitais na área de saúde e até de restaurantes na forma de dar nome aos alimentos tem chamado a atenção e provocado discussões, muitas vezes disseminadas pelas redes sociais, com reações contrárias à adoção de certas nomenclaturas. Como exemplo dessa prática, carnes estão sendo chamadas de proteínas, enquanto arroz e macarrão passam a ser denominados apenas como carboidratos e até com o apelido de “carbo”. Uma das vozes discordantes dessa forma de tratar a comida é a chef e fundadora do Panelinha Rita Lobo. Em entrevista à Rádio Eldorado, ela apontou riscos à saúde ao longo do tempo em razão dessas denominações. “Do ponto de vista da saúde, quando a gente começa a chamar carne de proteína, café de cafeína... Se o que você busca é a cafeína, tanto faz se você está tomando de fato um café, um café com leite, um cappuccino, ou um desses produtos ultraprocessados que têm cafeína, adoçante, aromatizante e outros aditivos químicos que não fazem bem à saúde. No longo prazo, o que a ciência já comprovou é que o consumo de ultraprocessados está diretamente associado às principais doenças crônicas não-transmissíveis, que são doenças graves. Então, a gente está falando de obesidade, diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer e também depressão, por exemplo”, ressaltou. Para Rita, “a forma como nossos avós se alimentavam” deve ser a base de uma alimentação saudável feita em casa e com divisão de tarefas entre homens e mulheres. Ela também defendeu mais reflexão sobre nossas escolhas. “Percebe como a forma como a gente chama comida impacta nas nossas escolhas e isso é estimulado por essa indústria de ultraprocessados que quer fazer com que os consumidores virem porta-vozes de seus produtos e as pessoas estão caindo nessa sem perceber”, afirmou.
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By Rádio EldoradoUma mudança na linguagem de nutricionistas, influenciadores digitais na área de saúde e até de restaurantes na forma de dar nome aos alimentos tem chamado a atenção e provocado discussões, muitas vezes disseminadas pelas redes sociais, com reações contrárias à adoção de certas nomenclaturas. Como exemplo dessa prática, carnes estão sendo chamadas de proteínas, enquanto arroz e macarrão passam a ser denominados apenas como carboidratos e até com o apelido de “carbo”. Uma das vozes discordantes dessa forma de tratar a comida é a chef e fundadora do Panelinha Rita Lobo. Em entrevista à Rádio Eldorado, ela apontou riscos à saúde ao longo do tempo em razão dessas denominações. “Do ponto de vista da saúde, quando a gente começa a chamar carne de proteína, café de cafeína... Se o que você busca é a cafeína, tanto faz se você está tomando de fato um café, um café com leite, um cappuccino, ou um desses produtos ultraprocessados que têm cafeína, adoçante, aromatizante e outros aditivos químicos que não fazem bem à saúde. No longo prazo, o que a ciência já comprovou é que o consumo de ultraprocessados está diretamente associado às principais doenças crônicas não-transmissíveis, que são doenças graves. Então, a gente está falando de obesidade, diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer e também depressão, por exemplo”, ressaltou. Para Rita, “a forma como nossos avós se alimentavam” deve ser a base de uma alimentação saudável feita em casa e com divisão de tarefas entre homens e mulheres. Ela também defendeu mais reflexão sobre nossas escolhas. “Percebe como a forma como a gente chama comida impacta nas nossas escolhas e isso é estimulado por essa indústria de ultraprocessados que quer fazer com que os consumidores virem porta-vozes de seus produtos e as pessoas estão caindo nessa sem perceber”, afirmou.
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