
Sign up to save your podcasts
Or


Um desrespeito à saúde em plena pandemia de covid-19, que ainda não acabou; e uma vergonha esportiva mundial. Falamos neste episódio sobre o superclássico que não aconteceu entre Brasil e Argentina no dia 5 de setembro de 2021 pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Com a bola rolando, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária parou o jogo, porque quatro jogadores argentinos descumpriram uma portaria sanitária do governo brasileiro. A confusão foi geral: Anvisa, Polícia Federal e outros atores sem conexão com o futebol tiveram que entrar em cena. Aproveitamos ainda para falar sobre o acordo de Rogério Caboclo, presidente afastado da CBF, com o Ministério Público e a Justiça do Rio de Janeiro no caso da denúncia de assédio sexual e moral contra uma funcionária. Ele continua sem poder se aproximar da entidade por decisão do Tribunal Regional do Trabalho.
O mês de setembro chegou e veio com mais uma Data Fifa. A seleção brasileira tem três compromissos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar, em 2022. Desta vez, o técnico Tite precisou se desdobrar para convocar a equipe, já que os clubes da Premiere League e da LaLiga barraram a ida de jogadores. Até o Zenit, da Rússia, não quis ceder, e Tite acumulou nove baixas, tendo que repor as peças com atletas do Brasileirão. Para não prejudicar os clubes que tiveram jogadores convocados, a CBF postergou os jogos, deixando a 19ª rodada do nacional com cinco partidas adiadas e outras cinco agendadas. Aproveitamos a confusão para discutir o assunto Data Fifa e o calendário do futebol brasileiro.
Neste ano, os clubes das séries A, B e C aprovaram uma regra inédita para limitar a troca de técnicos no Campeonato Brasileiro. A medida impõe que cada time só poderá ter dois treinadores ao longo da competição. Ao mesmo tempo, cada técnico só poderá comandar dois times diferentes. Dito de outra forma, cada clube só pode demitir o técnico uma vez, e cada treinador só pode pedir demissão uma vez. Entretanto, apareceu uma brecha na norma: se a demissão for de "comum acordo", não conta. Neste episódio, discutimos a efetividade da nova regra, comparamos o número de demissões no Brasil com outros países e analisamos a qualidade dos treinadores brasileiros.
Entre a última semana de julho e a primeira metade de agosto, as discussões sobre a volta de público aos estádios de futebol se intensificaram em vários cantos do País. A Prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, que tinha pretensões otimistas quanto ao retorno, agora segura a onda por causa da variante delta do coronavírus. Cidades como Porto Alegre, Curitiba, Goiânia e Recife já debatem o tema. A volta dos torcedores no estado de São Paulo está descartada antes de novembro. Já em Belo Horizonte, o Atlético-MG terá a torcida na Libertadores pela primeira vez em um ano e meio. Colocamos em debate: o que é necessário para uma retomada segura? Está na hora disso?
O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos o projeto de lei aprovado pelo Congresso que oferece condições para os clubes de futebol se tornarem empresas. A nova legislação permite a criação da Sociedade Anônima do Futebol e pode contribuir para melhorar a gestão, atrair investimentos e saldar dívidas. Para falar sobre o assunto, conversamos com o advogado José Francisco Manssur, redator original da proposta, ao lado do advogado Rodrigo Rocha Monteiro de Castro.
Em menos de uma semana, o meia Celsinho, do Londrina-PR, foi alvo de falas racistas em duas transmissões esportivas diferentes, na Rádio Bandeirantes de Goiânia e Rádio Clube do Pará. Comentaristas e locutores gozaram do cabelo crespo do jogador, um dos símbolos da cultura negra. Infelizmente, o caso não é isolado em nosso país. Para falar sobre o racismo estrutural na sociedade brasileira e no futebol, convidamos Marcelo Carvalho, idealizador e diretor executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol.
Fugindo um pouco do mundo do futebol, o Chuteira Ativista aborda a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A capital japonesa vive um aumento no número de casos de coronavírus às vésperas do megaevento, e o governo chegou a decretar estado de emergência. Apenas 15% da população local está imunizada contra a covid-19 e mais de 80% dela é contra a Olímpiada agora em julho de 2021. Um dos temores é o aparecimento de novas variantes do vírus, trazidas por delegações e atletas de todos os continentes.
Concedido por 35 anos à iniciativa privada, o estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) perderá uma de suas estruturas mais conhecidas: o tobogã. A arquibancada começou a ser demolida no dia 29 de junho. No lugar, virá um prédio com centro de convenções, estacionamento e outras coisas mais. Aproveitamos esse triste momento para discutir o processo de higienização nos estádios de futebol, que afasta, cada vez mais, as camadas populares do esporte mais popular do planeta.
A data de 28 de junho marca o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. No mundo do futebol, jogadores e clubes encontraram diferentes formas de fazer homenagens. Uma das mais simbólicas foi do atacante Germán Cano, do Vasco da Gama. O argentino comemorou um gol pela Série-B erguendo a bandeirinha de escanteio, que trazia as cores do arco-íris. Outras manifestações aconteceram no Brasileirão e na Eurocopa. A UEFA, organizadora do torneiro europeu, deu uma "bola fora" ao vetar as cores do arco-íris na iluminação do estádio de Munique.
Em nosso 4º episódio, falamos sobre os coletivos de torcedores e a participação desses e outros grupos ligados ao futebol nos protestos que pediram "Fora, Bolsonaro!" e mais vacinas contra a covid-19. Novamente, trazemos duas convidadas para discutir o assunto: Daphine Thaimá, membra do Coletivo Democracia Corinthiana, e Isadora Salazar, cientista social com pesquisa na área de Antropologia e Sociologia do Futebol.
From the publisher's feed