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No debate público, nunca aceite “carteiraço intelectual” — nem mesmo de autoridade ou especialista. O conhecimento técnico e empírico deve ser respeitado, claro, mas sem jamais obstaculizar outros olhares.
Ou seja: pensar com a própria cabeça; questionar sempre e muito!
Precisamos resgatar a “sacralidade” das decisões do Executivo e do Legislativo, como poderes eleitos – sem desmerecer o Judiciário e os órgãos de fiscalização e controle. Mas as representações populares, que se dão pela política, têm importância central numa democracia – e não podem ser relativizadas, diminuídas ou subjugadas.
Inocente ou culpado até que se prove o contrário? Sem processo, sem denúncia, surpreendido pela Polícia Federal na porta da sua casa. Foram cinco dias no Presídio Central sem qualquer prova ou acusação. No livro “Setenta e seis passos - Dias que mudaram a minha vida”, o diretor-presidente da EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias), Luiz Fernando Záchia, conta essa história - a sua história - quase inacreditável. E esse papo é tema do Outro Olhar deste sábado.
Qual o impacto da ideologia ou da tal polarização nas eleições municipais? Há um tempo seria zero, porque na cidade as pessoas estão preocupadas se o governo é bom ou ruim, se os problemas serão ou não resolvidos — a vida cotidiana.
Hoje, porém, houve uma leve inflexão dessas importâncias. O posicionamento político não será o único fator, mas com certeza será um elemento considerado por parte do eleitor.
Estamos vivendo a era da beleza, do alto valor da estética, do visual — quase a qualquer preço. O assunto não é novo, mas o ideal da aparência avança assustadoramente, ainda mais amplificado pelas redes sociais. E isso tem deixado muitas pessoas sem algo valioso: a identidade. No comentário de hoje, problematizo esse equilíbrio, que é um desafio de praticamente todos nós.
A onda de protestos na França antecipa um problema que desembarca, cada vez com mais força, também na América. Traz consigo uma tensão civil complexa, que envolve política migratória, impacto socioeconômico, choque cultural, abordagem policial, queda de natalidade, ideologia e outros ingredientes. Pouco abordado aqui, o conflito tem insumos que merecem maior atenção. No comentário de hoje, abordo esse tema.
Você sabia que os dados permitem identificar o perfil de quem são as principais vítimas de crimes? Quais são os locais onde estão as casas e os comércios que sofrem mais assaltos? O diretor do Instituto Cidade Segura, Alberto Kopittke, fala sobre o tema no Outro Olhar deste sábado.
Lula escrachou a verdade. A verdade que já sabíamos. Na abertura do Foro de São Paulo, ele disse que tem "orgulho" de ser chamado de “comunista”. Dentre outras confirmações.
📲Ouça um trecho do discurso de Lula no meu comentário. E dê a sua opinião.
Há tempos falo da máxima "onde passa um boi, passa uma boiada". O avanço do Estado sobre as liberdades individuais raramente retrocede.
Aos poucos, houve uma mudança no paradigma de liberdade de opinião no Brasil. A maioria dos influentes aplaudiu ou foi complacente com esse processo.
Agora, autoridades pedem a cassação da Jovem Pan por suposta desinformação. Ora, há algo mais antidemocrático e autoritário do que mandar fechar um veículo de comunicação?
Não é sobre Bolsonaro, direita ou esquerda, mas sim sobre não acordar com a censura de outrem, pois amanhã pode virar contra qualquer um de nós.
A CPMI do 8 de janeiro, mesmo dominada pelo governo, está escancarando abusos.
O coronel da polícia militar do DF Jorge Eduardo Naime, ouvido ontem, que estava de férias no dia das invasões, segue preso há quase seis meses. E ainda não sabe as razões, sem denúncia. Enquanto isso, os amigos do “rei” – que serviram aguinha para os invasores e omitiram informações sobre o perigo iminente – estão soltos.
Naime não teve acesso a garantias constitucionais mínimas. Os amigos do “rei” sequer foram convocados.
Ora, claro que os vândalos precisam ser punidos, mas prisões a rodo (e centenas ainda estão presos) não podem ser usadas como símbolo de amedrontamento político. A CMPI, mesmo dominada pelo governo, está revelando que o poder nem sempre está correto.
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