
Sign up to save your podcasts
Or


Você já parou para pensar por que existem essas estações?
Já falei em outras edições que devemos desconfiar de dietas, tratamentos e substâncias milagrosas. Sempre que algo oferecer mil benefícios pra saúde, fique ligado que provavelmente se trata só de mais um modismo. Introdução feita, atendo hoje ao pedido de uma querida leitora, curiosa acerca do que a ciência sabe sobre o óleo de coco.
Em 1967, Brock e Balloun publicaram um estudo em que gravaram pequenos programas de áudio com informações sobre a relação do cigarro com o câncer. Em um dos programas, o locutor afirmava que fumar causa câncer e em outro não. Propositalmente, foram introduzidos chiados nas gravações. Voluntários receberam um aparelho de áudio para escutar os programas e podiam eliminar o chiado ao pressionar um botão. Os pesquisadores constataram que os participantes fumantes tenderam mais a eliminar o chiado do programa que afirmava que fumar não causa câncer, enquanto os não fumantes apertaram mais o botão eliminador de chiados no outro programa.
Em outro estudo, realizado por Nickerson em 1998, voluntários assistiam a uma série de slides contendo a foto de um objeto. As primeiras fotos eram desfocadas e o participante tinha que adivinhar qual objeto havia na imagem. A cada slide o foco da imagem melhorava. Surpreendentemente, os participantes tendiam a manter o palpite errado que deram nas primeiras tentativas, mesmo quando a imagem já estava nítida.
Em 1999, os pesquisadores Sanitioso, Kunda e Fong realizaram o seguinte teste. A um grupo de voluntários foram apresentados estudos falsos que atestavam que ser introvertido é melhor que ser extrovertido. A outro grupo, os estudos afirmavam o contrário. Em uma segunda etapa, foi pedido que cada participante se lembrasse de episódios de suas vidas em que haviam sido introvertidos ou extrovertidos. Cada grupo tendeu a se lembrar mais daquele tipo de personalidade que tinha sido apresentada como positiva na primeira etapa do experimento.
Esses três exemplos ilustram o funcionamento da mente humana e como ele se relaciona ao viés de confirmação. Tendemos a prestar mais atenção e a nos lembrar mais daquilo que nos interessa, e dificilmente abandonamos uma crença, por mais que ela se mostre equivocada.
O primeiro passo para se libertar desse "tilt" de nossa mente é saber que somos vítima dele. E você, topa esse desafio?
Um abraço e até a próxima!
Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de Minas Gerais.
A cem metros da minha casa há um semáforo. Durante algum tempo tive certeza que ele me odiava. Bastava eu sair de moto e logo dava de cara com o sacana fechado. Várias vezes ele só esperou minha aproximação pra ficar vermelho, bem antes de eu conseguir passar por ele. Era comum, quando atrasado e com pressa, que eu xingasse muito aquele objeto inanimado. Com a certeza do quão injusta era a perseguição que ele me fazia, por nunca estar verde quando eu precisava.
Será que meu ódio era justificável? Ele me perseguia mesmo? Ou quem sabe eu era vítima da gracinha dos deuses? Que me vigiavam e rolavam de rir toda vez que fechavam o sinal bem na minha cara?
Provavelmente, você já passou por situação parecida. Quando isso ocorre, eu e você somos vítimas de um fenômeno psicológico bastante interessante, o chamado “viés de confirmação”.
Nosso cérebro evoluiu de modo a nos fazer prestar mais atenção e dar mais importância para informações favoráveis às nossas crenças, e ignorar aquilo que as contradiz. Por sermos animais que vivem em grupo, tal característica foi favorável ao reforçar a coesão do bando. Além disso, tendemos a olhar para a realidade e categorizá-la de modo simplista. Por exemplo, ao ouvir o barulho de passos no escuro se conclui que há ali um predador. Quanto mais rápida essa conclusão ocorrer, maior será o sucesso na fuga se de fato ela for necessária. Tais mecanismos podem explicar o desenvolvimento evolutivo que tornou nossos cérebros máquinas de nos fazer acreditar no que queremos acreditar.
A psicologia já estuda o viés de confirmação há algumas décadas. Saber que ele existe é o primeiro passo para que possamos, racionalmente, nos policiar e evitar que sejamos manipulados por ele. A ciência, ao trabalhar com números e testar experimentalmente hipóteses, nos ajuda nesse desafio.
Um dia decidi marcar o tempo do semáforo. Descobri que ele fica aberto 25 segundos e fechado 1 minuto e meio. O que faz bastante sentido, já que a rua que corta a minha é bem mais movimentada. Em 21,7% do tempo o sinal fica verde e 78,3% vermelho. Ou seja, é provável que a cada cinco vezes que saio de casa, em aproximadamente quatro encontre o sinal fechado.
Mas, meu cérebro não deu atenção às poucas vezes em que passei ali e o sinal estava aberto. Preferiu focar nas demais, pois isso reforçou em mim o papel de vítima de uma enorme injustiça. O que é uma ótima autojustificativa para esconder o fato de eu estar sempre atrasado ao sair de casa.
Um abraço e até a próxima!
Apesar de já ter ouvido essa história mil vezes, nunca havia pesquisado sobre o tema. Fiquei curioso em saber o que a ciência diz sobre essa e outras crenças populares que envolvem a gravidez.
Mas, antes de falar sobre isso, um parêntese. Eu simplesmente não entendo que fixação é essa que temos com o sexo do bebê. Que diferença faz se será menino ou menina? Eu hein... Um ser humano novinho está pra chegar ao mundo. Ele terá uma personalidade própria, uma história própria! Será um indivíduo único e, por isso, especial. Há coisas bem mais importantes com que se preocupar, não? Por que temos sempre tanta pressa em enfiar as coisas em nossas caixinhas?
Bom. Desabafo feito, voltemos ao assunto. Há evidências científicas que atestem a relação entre o formato da barriga da mãe e o sexo do bebê? Não.
A barriga de cada mulher terá um formato próprio, a depender de sua genética e da estrutura do seu corpo. Além disso, pode mudar ao longo da gravidez, que é um processo dinâmico, em que os órgãos da mãe e a posição do bebê se alteram constantemente.
Assim, se a curiosidade é tão grande que não pode esperar os 9 meses, saiba que a ciência já desenvolveu métodos para identificar o sexo do bebê. O exame sanguíneo e o ultrassom são os mais usados e confiáveis.
Outra dúvida comum é em relação aos desejos alimentares da grávida. Aqui, os estudos científicos ainda não têm uma conclusão. Provavelmente, três fatores atuam em conjunto para dar origem àquela vontade de comer jaca às duas da manhã: os psicológicos, os hormonais e os nutricionais.
As intensas alterações hormonais e as pressões psicológicas que a futura mãe sofre parecem influenciar nessas vontades. Também há estudos que apontam que o desejo por certo alimento pode se relacionar à carência de algum nutriente. Por exemplo, a vontade de comer carne, sangue ou terra pode ser uma resposta inconsciente do organismo a um quadro de anemia.
Mas, é mito que se a vontade não for atendida isso causará algum efeito na criança. Como ela nascer com cara de algo, ou que isso influenciará em suas preferências alimentares futuras. Gostamos ou não de um alimento porque fomos ensinados a isso. Seja pela família seja por nossa cultura. E não porque não rolou de achar a jaca no meio da madrugada.
Um abraço e até a próxima!
A vida inteira ouvimos de nossas mães que devemos nos agasalhar bem para evitar adoecer. Não tomar friagem, não pisar descalço no chão, não beber coisa gelada... Ah! Se tomar chuva então, gripe na certa, não é mesmo?
Crescemos com a ideia que as duas coisas - o frio e a doença - possuem uma relação de causa e efeito. Porém, há tempos a ciência sabe que a gripe e o resfriado são causados por microrganismos, são viroses. Para ficar doente você precisa entrar em contato com os vírus e essa contaminação deve ser forte o suficiente para driblar os mecanismos de defesa do seu organismo. Ou seja, nada a ver com o frio.
É comum no dia a dia que, de forma desatenta, relacionemos duas coisas que parecem ter relação, mas na verdade não têm. Por exemplo: meu time ganhou porque eu assisti ao jogo sentado em determinada posição. Logo, para meu time ganhar, devo sempre me sentar desse jeito. Uai, mas como isso influencia os jogadores em campo? Claro, trata-se de uma superstição que não resiste a qualquer teste científico.
A ciência já estudou a relação entre o frio e essas viroses. Descobriu que elas até podem aparecer mais no inverno, mas isso se deve aos nossos hábitos nessa estação. No frio a tendência é que fiquemos mais juntinhos, em locais com as janelas fechadas. Isso leva a uma maior facilidade de proliferação dos vírus. Uma pessoa contaminada espalha os vírus para os demais. Ou seja, não é o frio que causa a doença, mas ele nos faz adotar posturas que facilitam a contaminação.
Os vírus da gripe e do resfriado se transmitem pelo ar ou pelo contato direto com a boca, a cavidade nasal e os olhos. Assim, ao invés do casaquinho, a melhor forma de se evitar essas viroses é lavar sempre as mãos e evitar esfregá-las nessas regiões do corpo.
Outra boa dica é beber bastante água, se alimentar bem e, claro, evitar contato com pessoas contaminadas. Para quem está doente, o melhor a fazer é repousar e evitar o contato com muitas pessoas, para não disseminar os vírus. Caso isso não seja possível, o uso de máscaras e a higienização frequente das mãos são ótimas medidas. Tossir e espirrar com a boca voltada para o próprio ombro também é aconselhável nesses casos.
“Mas é uma forma de carinho a mãe nos agasalhar”. O problema é quando isso reforça ideias erradas. Ao invés de nossos pais nos ensinarem medidas efetivas de prevenção, nos ensinam algo errado, que, quando formos pais, ensinaremos também aos nossos filhos. Chega disso!
Um abraço e até a próxima!
*Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de Minas Gerais
Trata-se da nomenclatura usada para diferenciar as gerações das redes móveis de telefonia. Uma tecnologia que altera drasticamente nossas formas de viver, principalmente nas cidades, e que tem muito de ciência por trás.
A geração 1 foi criada no final dos anos 1970, com base na mesma tecnologia do rádio. Ou seja, ondas eletromagnéticas de baixa frequência são emitidas pelo celular e captadas por um sistema analógico de antenas espalhado pelo território - frequência é o número de vezes que a onda oscila em um intervalo de tempo; usamos a unidade Hertz (Hz) para medi-la. A 1G só permitia a transmissão de voz e operava na frequência de 800 MHz, com uma capacidade de transferência de dados de até 2 Kb/s.
No início dos anos 90 veio a rede 2G. A partir dela, o sinal utilizado passou a ser o digital. Ela permitiu o envio de mensagens de texto (como SMS e e-mail) e a navegação, ainda que lenta, na internet. Opera nas faixas dos 1000 MHz. A capacidade de transferência de dados passou a ser de até 64 Kb/s.
Com frequências de onda na casa dos 2 GHz, os anos 2000 trouxeram a rede 3G, que possibilitou a criação dos smartphones. Com maiores velocidades (até 2 Mb/s), tornou-se viável a transmissão de vídeos e serviços como os de jogos online.
Novamente após dez anos veio uma nova geração, a 4G, a qual provavelmente o seu celular está conectado hoje. Com uma capacidade de transferência de dados acima dos 1 Gb/s, a rede 4G popularizou a utilização de aplicativos de entrega, de transporte e de TV por streaming.
E neste momento os países centrais (com destaque para a China) constroem a rede 5G. Com frequências de onda de até 60 GHz e velocidades de até 10 Gb/s, a expectativa é que ela permita a criação da chamada Internet das Coisas. Ou seja, que objetos como eletrodomésticos e carros se comuniquem via rede.
Assim, com essa alta velocidade será possível, por exemplo, a criação de sistemas autônomos de trânsito, com carros que se comunicam em tempo real; ou a realização de cirurgias à distância via internet com enorme precisão.
Você deve ter reparado que a cada geração a frequência das ondas aumenta. Com isso, a penetração delas diminui, o que exige um sistema maior de antenas espalhado no território. Eis aí um dos desafios para a implementação da rede 5G, inclusive com consequências geopolíticas. Os EUA morrem de medo de ver as cidades do mundo inteiro tomadas por antenas chinesas. Arrogantemente, querem manter esse privilégio só para eles...
Um abraço e até a próxima!
Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de Minas Gerais.
Há muita gente que concorda com a Sandy e o Junior. Para essas pessoas, a lua tem o poder de influenciar diversos fatos que ocorrem na Terra. A lista é longa: marés, crescimento vegetal, comportamento animal, ciclo menstrual, crescimento do cabelo, taxas de crimes e de suicídios, partos e abortos e até na saúde mental! Seriam todos lunáticos? O que a ciência diz sobre isso?
Nosso satélite natural é o quinto maior de um time de cerca de 180 existentes no sistema solar. Sua massa é 81 vezes menor que a da Terra. Seu diâmetro é de 3.500 km. Gira ao nosso redor e ao redor de si em um ciclo de 29,5 dias. Formou-se logo após a Terra, há cerca de 4,5 bilhões de anos. E, quem quer dar um pulo lá, deve se preparar para viajar 380 mil km.
A ciência, além de levar 12 homens à Lua, já fez diversos estudos para entender a relação entre ela e a vida aqui na Terra. É fato que ela participa, junto com o Sol, do controle das marés, fenômeno relacionado à gravidade. Já sua luminosidade (reflexo da luz solar e que varia ao longo do ciclo) possui relação comprovada com o comportamento de animais de hábitos noturnos. E, ao fazer a maré subir e descer, ela afeta indiretamente a vida marinha, as correntes oceânicas, a pesca e o dia de quem quer curtir uma praia.
Sobre os outros fenômenos citados (fertilidade, comportamento humano, crescimento vegetal e capilar) os estudos não comprovaram qualquer relação. Ou seja, desencana, a Lua não influencia quando a menstruação virá nem em qual é o melhor dia para ir ao salão.
Mas, se ela afeta as marés, não é esperado que também afetasse nosso corpo, que é formado basicamente por água? Segundo as contas do astrônomo George Abell, devido à distância, a força gravitacional que um mosquito sobre sua cabeça lhe faz é maior do que a da Lua.
Para calcular a força da gravidade que um corpo exerce sobre outro, se usa a massa de ambos e a distância entre eles. Assim, a força que a Lua exerce sobre a imensa massa de água dos oceanos é significativa. Já a que age sobre os cerca de 50 kg de água de um organismo é praticamente nula. Para ver isso, basta observar que num galão de 50 kg, numa piscina ou lago com bem mais água, o fenômeno da maré é imperceptível.
A crença no poder da Lua sobre fatos da vida vem da época em que a humanidade só tinha os astros como ferramenta para marcar o tempo. Com seu padrão cíclico, ela era um ótimo parâmetro para medir o ciclo das coisas. Hoje, entendemos muito mais sobre o universo e temos melhores ferramentas para nos orientar.
Um abraço e até a próxima!
*Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de MG.
Em 1989, David Strachan publicou um artigo que deu início à chamada Hipótese Higiênica. Ele sustentou que o contato com microrganismos diversos presentes no ambiente, durante o início da vida de uma pessoa, pode evitar com que, no futuro, ela desenvolva doenças alérgicas como asma e eczemas de pele.
De lá pra cá, diversos estudos foram realizados para testar a ideia levantada por David. De maneira geral, podemos dizer que após 30 anos a hipótese se mostra bastante plausível.
Se na infância temos contato com uma diversidade de microrganismos maior, nosso sistema imunológico desenvolverá mais mecanismos de memória para nos defender no futuro contra possíveis infecções
Eis alguns exemplos. Em trabalho de 2002, pesquisadores do Reino Unido acompanharam milhares de crianças. Observaram os níveis de higiene da família nos primeiros 15 meses de vida. Depois compararam isso com o aparecimento de alergias nos 27 meses seguintes. Constatou-se uma relação positiva entre maiores níveis de higiene e o aparecimento das alergias.
Em outro trabalho, de 2010, o pesquisador estadunidense Gary Huffnagle inoculou microrganismos e antibióticos em camundongos e analisou a relação disso com o aparecimento de alergias nos animais. Mais uma vez os resultados foram semelhantes.
A lógica é a seguinte. Se na infância temos contato com uma diversidade de microrganismos maior, nosso sistema imunológico desenvolverá mais mecanismos de memória para nos defender no futuro contra possíveis infecções. Além disso, a presença de uma microbiota (o conjunto de microrganismos que vivem em nosso organismo) rica é importante para evitar a instalação de invasores que causam problemas.
Assim, vê-se que, além do excesso de cuidados com as crianças para que não se sujem, outros fatores reforçam a hipótese. O tamanho das famílias, o contato com animais domésticos, o uso excessivo de antibióticos e desinfetantes, e até o tipo de parto parecem sim ter relação com o desenvolvimento de certas doenças.
Via de regra, famílias com mais filhos, com animais domésticos, em que as crianças nascem de parto normal e com menor rigor na higiene apresentam menores chances para o desenvolvimento das doenças alérgicas na vida adulta.
Um abraço e até a próxima!
Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de Minas Gerais.
Essa é uma questão bastante controversa. Como a popularização dos celulares é algo recente, as pesquisas ainda são inconclusivas. O que contribui para a polêmica em torno do tema.
Há estudos que demonstram certa relação, apesar de baixa, entre o aparecimento de tumores e a radiação emitida pelos celulares. Em um experimento divulgado em 2018 pelo Departamento de Saúde dos EUA, observou-se a ocorrência de câncer em ratos expostos à essa radiação.
Contudo, as principais agências científicas que revisam estudos em torno do tema até o momento concluem que os aparelhos e antenas são seguros. Em relatório de 2011, a OMS classificou os celulares como possivelmente cancerígenos. O que significa dizer que não há evidências ainda que afirmem nem uma coisa nem outra, e que é preciso seguir as pesquisas na área.
Vamos pensar no que é o câncer e o que é a radiação para entender melhor a questão?
Os celulares emitem radiação na forma de ondas eletromagnéticas. Como mostra a figura acima, elas são classificadas de acordo com sua frequência. As de alta frequência, como o raio-x, ao se propagarem “passam” várias vezes num mesmo espaço pequeno. Já as de baixa frequência, como as do celular, passam poucas vezes. Para se ter uma ideia, a distância entre dois picos de uma onda de rádio é de vários metros, enquanto a de um raio gama é menor do que um átomo.
O câncer é resultado da proliferação desordenada de células causada pela mutação no DNA das mesmas. Sabe-se, desde o século passado, que ondas de alta frequência são capazes de causar essas mutações. Isso ocorre pois, ao atravessarem o corpo elas passam muitas vezes pelo DNA, o que pode acabar por alterar sua estrutura. Já ondas de baixa frequência possuem uma capacidade mutagênica bem menor, pois a chance delas tocarem a estrutura do DNA ao passarem pelo corpo é quase nula.
A rede 5G, apesar de usar uma frequência maior do que as anteriores, ainda assim se enquadra no intervalo das ondas longas. Pela figura, é possível perceber que até mesmo a luz visível emitida por uma lâmpada possui, em teoria, maior capacidade mutagênica do que as emitidas pelo celular.
Um abraço e até a próxima!
Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de Minas Gerais.
From the publisher's feed