Conversamos com o dr. Guilherme Brockington, colunista do Eureka! Brasil e professor Universidade Federal do ABC (UFABC), sobre sua pesquisa e procurou entender o efeito da contação de história em crianças hospitalizadas.
Desde tempos imemoriais as pessoas contam histórias umas para as outras. Especialmente, para as crianças este costume é muito importante. Porque é através das histórias que elas têm os primeiros contatos com a cultura, o pensar e os costumes de um povo. A contação de história também tem potencial de amenizar o sofrimento, ao levar quem escuta a viver uma experiência fora daquela de seu cotidiano. Enumerar seus benefícios e potencialidades seria um desafio! O que não sabíamos até agora é que a contação de histórias, de fato, gera efeitos fisiológicos importantes. A contação de histórias reduz estresse, com queda nos índices de cortisol, e aumento de ocitocina em crianças hospitalizadas, é o que revela o estudo do IDOR e da UFABC, em parceria com a Associação Viva e Deixe Viver. Esse estudo evidencia, pela primeira vez, que o ato de contar histórias é capaz de trazer benefícios fisiológicos e emocionais para crianças que se encontram em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A descoberta foi publicada no final de maio de 2021 no Proceedings of the National Academy of Sciences, periódico científico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, e foi liderada pelos pesquisadores Dr. Guilherme Brockington, da UFABC e pesquisador associado do IDOR, com quem falamos hoje e pelo Dr. Jorge Moll Neto, do IDOR.