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"A emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido."
H. P. Lovecraft - O conto de terror pretende nos envolver em uma atmosfera assustadoramente sedutora. Sim, de uma forma estranha, gostamos de viver situações de medo, pois são desafiadoras e alguém já disse que se não tiver medo não é coragem, ou seja, gostamos de testar nossa capacidade de passar por cima daquilo que nos apavora e provar o quanto somos destemidos, corajosos, vencedores. Como todo e qualquer sentimento, o medo pode ser positivo quando for sinônimo de cautela, mas será terrivelmente um vilão, um ladrão de oportunidades, quando esse medo for sinônimo de pânico, de fobia, pois aí residirá o fracasso de nossos sonhos, e são os sonhos que dão suporte à vida!
O tempo pode ser concebido como a grandeza física que se ocupa em verificar a duração de fatos, sua sequência e as alterações provocadas em nós pelo decorrer de si mesmo no nosso cotidiano. Há quem o chame de ilusão, só existindo em nossa consciência. O tempo nos oferece 3 momentos: o passado, o presente e o futuro. Inquestionavelmente, o passado é real, o presente um desperdício para os que focam nos planos a longo prazo, esquecendo-se do agora; e o futuro? Ah, o futuro, esse é apenas um ladrão do agora, um mágico traiçoeiro que nos permite pensar em eternidade, fazendo-nos esquecer de nossa fragilidade, do voraz envelhecimento diário; da relatividade do tempo que ora pode se apresentar prazeroso e, por isso, efêmero; ora doloroso e eterno. O valor dado ao tempo está condicionado à percepção que se tem de tudo que nos acontece, à nossa capacidade de valorizar cada momento e cada atitude diante da vida cotidiana, o que nos levará a uma rara ou constante sensação de felicidade.
Todos nós gostamos de um bom mistério, gostamos de testar nossa capacidade de desvendar enigmas ou descobrir segredos... Gostamos, inclusive, daquele friozinho na barriga, de enfrentar o medo do desconhecido e, sobretudo, gostamos de revelar o que se estava oculto. O que nos atrai é a própria narrativa que vai nos envolvendo e desenrolando os fatos de modo a nos obrigar a viver o suspense que acaba sempre em uma explosão, surpreendentemente, cheia de exposições, emoções e sensações, tudo ao mesmo tempo: o esperado e o inesperado; às vezes com desconforto mental, às vezes com um silencioso e abafado reconhecimento de nós mesmos.
Quanta força tem a palavra, não é mesmo? A palavra pode salvar e, ao mesmo tempo, nos colocar em situações de valentia, de vexame ou de extremo e constante risco. Existe um provérbio que diz que a palavra é de prata e o silêncio é ouro, em outras palavras, essa ideia quer que reflitamos que há momentos que falar demais pode ser perigoso, que a exposição de nossas ideias ou repassar para frente o que ouvimos pode nos colocar em situações de perigo. Há causos populares que, de autorias desconhecidas, têm a função de entreter, instruir ou transmitir valores culturais e até mesmo religiosos de um povo. O causo da caveira e do pescador trabalha com essa perspectiva de que, muitas vezes, é sábio apenas ouvir e falar somente o necessário. Além, de nos proporcionar uma reflexão sobre a narrativa de mistério, que exige um compromisso entre leitor e texto para que o enigma proposto seja desvendado no final.
Quanta força tem a palavra, não é mesmo? A palavra pode salvar e, ao mesmo tempo, nos colocar em situações de valentia, de vexame ou de extremo e constante risco. Existe um provérbio que diz que a palavra é de prata e o silêncio é ouro, em outras palavras, essa ideia quer que reflitamos que há momentos que falar demais pode ser perigoso, que a exposição de nossas ideias ou repassar para frente o que ouvimos pode nos colocar em situações de perigo. Há causos populares que, de autorias desconhecidas, têm a função de entreter, instruir ou transmitir valores culturais e até mesmo religiosos de um povo. O causo da caveira e do pescador trabalha com essa perspectiva de que, muitas vezes, é sábio apenas ouvir e falar somente o necessário. Além, de nos proporcionar uma reflexão sobre a narrativa de mistério, que exige um compromisso entre leitor e texto para que o enigma proposto seja desvendado no final.
A arrogância é a atitude de alguém que se acha melhor ou superior ao outro. Um dos seus ingredientes é a prepotência, o arrogante sempre abusa de seu poder, de sua autoridade; o que o afasta de uma das mais belas e necessárias características que é a humildade. A humildade nos aproxima da simplicidade e da singularidade, o que significa que conhecemos nosso potencial e valor, sem negar ou deixar de reconhecer o potencial e o valor do outro.
A linha entre a loucura e a sanidade é tênue, a possibilidade de resgatar alguém desse estado mental suspenso entre o real e o imaginário existe; mas a duração desse momento da suspensão da racionalidade será duradouro ou temporário dependendo da intencionalidade de quem cuida do suposto insano. No conto, apenas a sabedoria solucionou um conflito do reino, pois sabemos que a sabedoria é a habilidade de saber se relacionar com as leis da natureza humana, estimulando no outro o espírito de cooperação, harmonia e bem-estar. A base da sabedoria é a humildade, sendo humilde o ser humano saberá escolher para si oportunidades que atenderão seu propósito de vida, o que influenciará na vida alheia, pois o sábio não nega a existência de conflitos, mas sabe que a paz virá se acharmos a melhor maneira de lidar com eles.
A esperteza é uma característica interessante. Na dose certa, é um meio de criar oportunidades que, sem esforço e inteligência, não apareceriam em nossas vidas. Entretanto, a maior dificuldade que enfrentamos é encontrar o limite entre ser esperto por necessidade e ser astuto por maldade. Segundo Chico Xavier : " O mundo não é dos espertos. A esperteza, um dia descoberta, vira vergonha..." Assim, creio que o mundo é dos sábios, pois estes sabem dosar suas atitudes, suas palavras, gerando um autoconhecimento.
Espelho é um símbolo de revelação. Nem todas as pessoas conseguem se enxergar como verdadeiramente são e, pior, muitas nem se conhecem; outras, com o passar do tempo nem se reconhecem. O conto, de forma bem humorada, nos leva a pensar nosso autoconhecimento, os reflexos de nossa existência em relação à vida e ao outro.
O que, de fato, nos importa na vida? Fama? Dinheiro? Poder? Com toda certeza, o importante é quem temos na vida e não o que temos!
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