Olá!Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação".
Esta semana, quero falar-vos sobre cansaço. Sobre impasse. Sobre aquela sensação de que a vida nos está a acontecer, mas que não a estamos realmente a viver. É uma sensação incómoda, esta, que arredamos para um canto da nossa mente enquanto nos escudamos no desempenho das mil quatrocentas e vinte sete tarefas que temos constantemente, qual malabarista que mantém os malabares no ar.
Neste episódio mencionamos:
“I don’t know how she does it”, filme com Sarah Jessica Parker
Conectar para Liderar(-me)
Inscrições abertas para o treino áudio grauito: “Stop Piloto Automático! Três mudanças mentais que precisamos de fazer para uma vida mais a cores”
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
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E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik
Podcast
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Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento.
Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo.
Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”.
Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”.
Esta semana, quero falar-vos sobre cansaço. Sobre impasse. Sobre aquela sensação de que a vida nos está a acontecer, mas que não a estamos realmente a viver. É uma sensação incómoda, esta, que arredamos para um canto da nossa mente enquanto nos escudamos no desempenho das mil quatrocentas e vinte sete tarefas que temos constantemente, qual malabarista que mantém os malabares no ar.
Como está a tua agenda? Provavelmente, parecida com um jogo de tetris, agora que as férias terminaram e estamos a voltar ao trabalho, à rotina habitual de escola, trabalho, família, cuidado da geração abaixo, cuidado da geração acima.
Aqui há uns anos, vi um filme com a Sarah Jessica Parker em que ela acordava de noite a pensar n’ “A Lista”. O filme chama-se, em inglês, “I don’t know how she does it”, traduzido livremente por mim seria algo como “não sei como é que ela consegue”, e a actriz desempenha o papel de uma mãe trabalhadora que conjuga todos os deveres possíveis e mais algum, claro, como nos acontece tantas vezes a todas nós. A personagem dela acorda várias vezes durante a noite a pensar na lista mental de tarefas para o dia seguinte, desde “preparar a lancheira das crianças” até “pagar a conta da luz”. Bem, se são exactamente estas as tarefas em que ela pensa, já não me recordo. Mas se não são exactamente estas, são parecidas.
Quando vi este filme ouvi falar, pela primeira vez (pelo menos que me lembre), em carga mental. Eu, ainda muito longe de ter crianças a cargo, mesmo assim revi-me em muitas das situações em que a personagem estava. Da sobrecarga mental de pensar em tudo o que precisa de ser feito, só para manter a vida a rodar.
E hoje lembro-me desse filme e de quantas de nós nos encontramos numa situação semelhante, mas sem o penteado, as roupas e os sapatos ultra produzidos que Sarah Jessica Parker usa no filme (e que, aqui entre nós, lhe ficam mesmo bem).
A verdade é que muitas de nós nos sentimos num impasse, em piloto automático, porque só pondo a nossa completa atenção na operacionalidade do dia-a-dia é que conseguimos ir vivendo, ainda que talvez lhe pudéssemos chamar “sobrevivendo”. E depois os dias sucedem-se a uma velocidade vertiginosa, e depois as semanas, os meses e de repente é outra vez Natal.
Aqui há tempos falei com algumas participantes da primeira edição do meu programa principal, o Conectar para Liderar(-me), e todas elas me falaram desta sensação de vertigem, ao mesmo tempo de impasse, e, como se não bastasse, de algum ou muito isolamento.
Por alguma razão, sentimos que estamos sozinhas nisto de estar à beira do abismo, e que deve haver alguma coisa esquisita em nós porque só nós nos sentimos assim.
Mas não. Não estamos sozinhas e felizmente demo-nos conta de que nos sentimos assim, porque esse é o primeiro passo para deixarmos de nos sentir assim, cansadas de tomar conta de tudo e de todos, e sem tempo para nós mesmas.
Desligar o piloto automático que nos trouxe até aqui pode inspirar algum medo, até porque a questão se impõe: como vamos desligar o piloto automático sem que nos esborrachemos contra a primeira rocha (ou dificuldade) que me aparecer?
A coisa boa é que é possível, e com companhia fica mais fácil. No treino áudio gratuito “Stop Piloto Automático! Três mudanças mentais que precisas de fazer para uma vida mais a cores”, vamos fazer precisamente isso: aprender o que precisamos de fazer para reconhecer o piloto automático, poder desligá-lo com confiança, e começar (ou retomar) uma jornada de volta a nós próprias. Tudo isto, apesar de poder parecer assustador, tem o grande benefício de nos trazer uma vida mais feliz, mais plena, mais a cores, vivida com mais consciência, com mais presença. E, minha nossa, não é que o tempo de repente comece a andar mais devagar, mas sem dúvida que vai ser aproveitado de maneira diferente. Parece magia, mas não é.
No treino “Stop Piloto Automático!” vamos ver, então, três mudanças mentais para que possamos desligar este modo de sobrevivência e começar, ou recomeçar a viver com mais presença, com mais consciência. Eu, que sou das artes e do design, imagino sempre que viver de uma forma mais plena e mais consciente é como ver uma fotografia cheia de cores saturadas e com o contraste adequado. É como quando olhamos para uma paisagem num dia nublado, e todas as cores perdem saturação, parecem todas meio cinzentonas, ou quando olhamos para essa paisagem num dia de sol, e todas as cores ficam brilhantes.
Abro aqui um parêntesis para fazer uma confissão: eu adoro dias nublados e os dias de chuva não me aborrecem muito. Mas que as cores ficam mais vívidas e brilhantes nos dias de sol, isso não posso negar! Mas adiante.
Contava-vos eu sobre o treino gratuito, em formato áudio, “Stop Piloto Automático”. Como vos disse, as inscrições estão abertas e, para quem possa ter dúvidas, deixem-me contar-vos como se vai desenrolar.
O treino é em formato áudio, ou seja, nos dias 30 de Setembro, 1 e 5 de Outubro, serão lançadas três lições em áudio, uma por cada mudança mental, áudios esses que poderão ser ouvidos onde, quando e as vezes que quiseres durante as seguintes três semanas. No dia 7 de Outubro, uma quarta-feira, teremos uma sessão online, por zoom, às 13h de Lisboa, 20h de Macau e 9h de Brasília. Nessa sessão, iremos consolidar e sedimentar as aprendizagens dos áudios, todas juntas, num contexto de grupo privado e seguro.
Dizia-vos que conversei com algumas das participantes da primeira edição da minha formação principal e o que elas me contaram foi “ouro em pó”, como dizem os argentinos para algo que é precioso. Para mim, foi um tesouro. Contaram-me então que quando se inscreveram, se sentiam perdidas, num impasse, a precisar de ajuda sem saber.
E que graças ao espaço que criámos juntas encontraram o fio à meada, perceberam os próximos passos que podiam tomar e viram que caminho podiam seguir. Um pouco como um jogo de pistas em direcção a uma vida mais satisfatória, criaram estratégias para encontrarem a primeira informação, depois outra e depois outra, e passados estes meses têm uma vida muito mais a cores do que tinham nessa altura. Uma das participantes usou uma metáfora visual linda, que tento parafrasear aqui com o devido pedido de desculpas se não a estiver a repetir com exactidão: que ao fazer o programa, sentiu que estava a abrir um leque de possibilidades à sua frente. Pensar nesta metáfora traz-me lágrimas aos olhos, porque, verdade seja dita, quando ela o disse, eu senti que tinha sido exactamente o que eu própria também tinha sentido, uns anos antes, quando desliguei o piloto automático da minha vida e me pus à procura daquilo que era o meu verdadeiro propósito e de como queria viver o resto da minha vida.
No treino áudio “Stop Piloto Automático” iremos, então, dar o primeiro passo dessa jornada para saltarmos (em segurança) desse comboio de alta velocidade que é a vida em piloto automático, assoberbadas com as rotinas e as obrigações que todas temos, para fazermos pausa e procurarmos, dentro de nós, o caminho mais alineado connosco, com os nossos desejos, os nossos talentos, e começarmos a viver uma vida com mais alegria, prazer e presença.
Um dado muito curioso que me chamou muito a atenção quando falei com as participantes foi que os efeitos se continuaram a sentir meses depois de terminarem a formação. Em tudo na vida, e nas formações em particular, há sempre coisas que nos marcam mais, e outras que nos marcam menos. Para as participantes com quem falei, o que ficou e perdurou no tempo foi a sensação de poderem fazer uma transformação pessoal ao seu próprio ritmo, com calma e tranquilidade, sem pressão, num ambiente seguro. Foi o porem-se em primeiro lugar, sem culpa, e olhar para as resistências que sentiam com curiosidade e muita benevolência. Foi o aprender a celebrar as pequenas e as grandes conquistas da sua vida.
Posso dizer-vos que, de cada vez que me sento numa sessão zoom com os grupos de mulheres incríveis que assistem às minhas formações, me sinto a flutuar. Sinto arrepios pela espinha ao sentir que aquele é o meu propósito. Que ter passado por bloqueios agonizantes e pela sensação da vertigem do piloto automático, em que parece que a vida te está a passar ao lado, valeu a pena para ter chegado ali, àquele momento, rodeada daquelas mulheres. Saio de cada sessão ao vivo cansada, mas a flutuar, com a sensação clara de que é ali que quero mesmo estar.
E por isso é com imensa alegria que abro agora portas a esta nova turma de mulheres, com este treino áudio gratuito chamado “Stop Piloto Automático”. O treino começa com três áudios, que serão disponibilizados nos dias 30 de Setembro, o primeiro; 2 de Outubro, o segundo; e 5 de Outubro, o terceiro. E tudo culminará numa sessão ao vivo, por zoom, no dia 7 de Outubro. Se não puderes estar na sessão em directo, não te preocupes, porque poderás ver a gravação, tal como ouvir novamente os áudios, até ao dia 23 de Outubro.
Estou desejosa de te ver lá. O link para as inscrições vai estar nas notas deste episódio e também o poderás encontrar no meu site, em airdesignstudio.com
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrevê-los na tua plataforma preferida de podcasts, ou então assinarr a newsletter em airdesignstudio.com para os receberes semanalmente na tua caixa de correio.
E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
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