Olá!Dou-vos as boas-vindas ao primeiro episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação".
Olá a todas! Sejam bem-vindas ao primeiro episódio de Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação. Neste episódio inicial, quero contar-vos a história de como este episódio surgiu – uma história que, como muitas outras, começou há muito tempo atrás, muito tempo antes de sequer sonhar com um podcast.
Venham viajar no tempo comigo até aos idos de 2006, 2007, altura em que me mudei de Lisboa para Buenos Aires, na Argentina, e acompanhem-me até ao momento presente e ao nascimento deste podcast.
Neste episódio mencionamos:
Pecha Kucha
Anita no Trabalho
Level Up
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio.
E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
A canção do genérico é “Cover Girl” de Beat Mekanik do Free Music Archive.
Podcast
Queres receber as Confissões directamente na tua caixa de correio?
Subscreve aqui
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento.
Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo.
Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”.
Olá a todas! Sejam bem-vindas ao primeiro episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Neste episódio inicial, quero contar-vos a história de como este podcast surgiu – uma história que, como muitas outras, começou há muito tempo atrás.
Venham viajar comigo até aos idos de 2006, 2007, altura em que me mudei de Lisboa para Buenos Aires, na Argentina. Na altura, sem possibilidade legal de procurar trabalho por conta de outrem em Buenos Aires, decidi investir em procurar trabalho como freelancer, em design – a minha formação – e em ilustração, que queria abraçar e integrar de forma mais presente no meu trabalho.
A ida para Buenos Aires trouxe também muitas mudanças internas, com muita vontade de experimentar coisas novas para mim. Veio ao de cima uma enorme vontade de apostar na ilustração, o que me levou a experimentar media diferentes. Ao mesmo tempo, senti também a necessidade de alimentar o bichinho das línguas, e fui estudar castelhano nas aulas da Universidade de Buenos Aires, ao mesmo tempo que voltei às aulas de alemão no Goethe Institut, desta vez não em Lisboa mas sim em Buenos Aires. Outra coisa que fiz foi voltar a tricotar, coisa que tinha aprendido a fazer com a minha avó e havia muito tempo que não fazia, e inscrevi-me nas aulas de pintura da Associação dos Amigos do Museu de Belas Artes. Para mim, foi um salto no escuro, pois até aí sempre pensei em mim como uma pessoa que “faz ilustrações”, não uma pessoa que “pinta quadros”.
Havemos de voltar a este tema, o das crenças, ou seja, aquilo que achamos que somos, mas hoje não é esse dia.
Hoje é o dia de vos falar do blog que comecei a escrever nessa altura, o “Entre Lisboa e Buenos Aires”, cujo título descrevia a minha situação desse momento: vivia em Buenos Aires, mas tinha o coração dividido entre as duas cidades e essas minhas duas vidas.
O “Entre”, como carinhosamente lhe comecei a chamar, foi onde comecei a explorar a escrita de uma maneira regular: partilhava artigos de blog praticamente todos os dias, e cada artigo era puro prazer. Pensava em que particularidade queria partilhar aquele dia e a escrita fluía. Se não estava ainda apaixonada pela ideia de contar histórias naquele formato curto e periódico, aí fiquei completamente rendida.
Aquele era o tempo dos blogs, em que a maioria das pessoas ainda não tinha descoberto que poderia monetizá-los e construir um negócio. Foi um tempo de lua-de-mel com a escrita que me apanhou a viver numa cidade do outro lado do mundo, que tinha tanto de familiar como de estranho para mim.
Uns anos mais tarde, em 2010, mudámo-nos para a Cidade do Panamá. Continuei a sentir-me muito “Entre”, entre duas cidades, mas agora – e apesar de continuar a viver fora, e na América Latina – já não vivia na Argentina, mas sim num país tropical cheio de idiossincrasias derivadas das suas história e geografia.
No Panamá, a paixão por contar pequenas histórias num formato curto, repetido todos os meses, ganhou a forma de uma zine ilustrada em que numa folha A4, frente e verso e dobrada em 4, contava alguns acontecimentos desse mês. Chamei-lhe “We’re in Panama!”, com exclamação, porque de alguma forma ainda estava surpreendida por viver num lugar onde, ao fim-de-semana, parecia que estava de férias. O calor constante e o acesso simples a praias tanto no Oceano Pacífico como no Oceano Atlântico faziam-me sentir como se estivesse de férias, de visita, e não a viver lá de forma permanente.
A minha motivação para começar a zine mensal foi encontrar uma forma de comunicar com o público que também incluísse as minhas sobrinhas que estavam em Portugal e ainda não sabiam ler. Comecei então a explorar contar histórias com textos muito curtos e imagens criadas por mim, o que foi um exercício diferente da escrita para o blog, que não tem limite de caracteres. Para mim, a zine foi um autêntico laboratório em que experimentei técnicas diferentes de contar histórias com texto e imagens. E adorei.
Todos os meses imprimia alguns exemplares da zine que depois espalhava pela Cidade do Panamá e por outros lugares que visitasse. A páginas tantas, a zine começou a ganhar fôlego e levou-me inclusivamente a fazer uma apresentação na Pecha Kucha local. Para quem não conhece a Pecha Kucha, este é um evento muito interessante – que tinha conhecido pela primeira vez em Buenos Aires, na Argentina, mas que é originalmente do Japão – onde cada pessoa apresenta vinte slides, dedicando 20 segundos a cada um.
No Panamá, a noite da Pecha Kucha teve lugar numas ruínas históricas, e quando subi ao palco fiquei um nadinha nervosa (para não dizer muito nervosa!) ao ver que estava lá mesmo muita gente! A minha voz pode ter tremido qualquer coisinha mas passado um pouco já estava embalada e acabou por ser sensacional fazer aquela apresentação, jogar lá para o meio umas quantas larachas e ter toda aquela plateia a rir do que dizia. Confesso que não vejo em mim vocação de humorista, mas entendo o encanto de fazer tantas pessoas rir.
Em 2013, já de volta a Portugal, a zine mudou de nome para “airing from Lisbon”. O título sugerido pela minha irmã fazia um trocadilho com o “air” das minhas iniciais e com a ideia de estar a emitir a partir de Lisboa. A zine lisboeta ainda teve alguns números antes de terminar, o que fincou ainda mais fundo dentro de mim este gosto por contar histórias com texto e imagens, com uma periodicidade certa. E, portanto, uma das primeiras propostas pagas que criei foi o Clube de Bordado. Para os membros do Clube, desenhava todos os meses uma receita de bordado e cada receita vinha acompanhada de uma história.
A newsletter semanal, que comecei ainda no Panamá, teve um hiato por altura do nascimento das crianças e voltou em força uns anos mais tarde. Rapidamente se transformou na minha tarefa semanal favorita. Para mim, cada newsletter era uma carta que escrevia a amigos. Era sempre com satisfação que pensava no que ia escrever e partilhar em cada carta semanal. Partilhava os bastidores do atelier, mas também da vida, como as diferentes partes do processo da criação do “Livro do Não” (esse deu pano para muuuuuuitas mangas!), os progressos e retrocessos na corrida, as perdas familiares que tivemos, os livros que ia lendo e os meus avanços nesta recuperação do super-perfeccionismo. Vem-me à cabeça, neste quesito do super-perfeccionismo, quando partilhei com os leitores da newsletter a minha dificuldade de celebrar da primeira vez que corri os 10 km abaixo dos 60 minutos. No dia da corrida, ter conseguido cumprir esse objectivo deixou-me feliz aproximadamente 17 segundos, momento em que eu própria desmanchei o meu prazer ao pensar que havia outros que faziam o mesmo trajecto em muito menos tempo. Ufff, essa dificuldade de celebrar ter cumprido o meu objectivo doeu-me! E quando partilhei isso na newsletter, recebi muitas respostas vossas a contarem-me como também tinham dificuldade em celebrar as vossas conquistas. Senti-me muito acompanhada!
Agora estamos quase a aproximar-nos do momento presente, mas antes ainda temos mais uma paragem obrigatória porque não posso falar do “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação” sem mencionar o meu primeiro podcast, criado e desenvolvido com a minha querida amiga Eli, o Anita no Trabalho.
Aproveito aqui para abrir um parêntesis para vos dizer: não é incrível o nome que a Eli arranjou para o nosso podcast sobre empreendedorismo no feminino e em português? “Anita no Trabalho” reúne tudo isso de uma forma sintética mas cheia de nuances e reminiscências! Eli, és incrível! E fazer a Anita contigo é um prazer e um enorme privilégio. Fecha parêntesis.
O Anita no Trabalho veio mostrar-me o quanto adoro comunicar neste formato áudio. Em cada episódio de Anita, a Eli e eu conversamos entre nós ou com terceiros sobre temas que nos interessam dentro do empreendedorismo em português. Ao longo destas dez temporadas que já contamos, falámos muito sobre os desafios de cada idade: quando tínhamos filhos pequenos e um negócio para gerir, as dores de crescimento do negócio – e as nossas também – e hoje, que já temos uma certa maturidade (ahem!), falamos também de carreiras diferentes, do poder da mentoria, de contribuir para a comunidade.
Com tudo isto, e porque também sou consumidora de podcasts, sobretudo quando vou correr, a ideia de fazer este podcast começou a surgir, aos poucos, primeiro bem difusa, assim como uma sensação, e só mais tarde começou a ganhar forma.
Estamos agora a aproximar-nos do momento presente e do nascimento deste podcast cujo primeiro episódio está agora nos teus ouvidos. Na Primavera de 2025 inscrevi-me no Level Up, uma formação para mulheres com negócios digitais – como eu e como o meu. E há umas semanas atrás chegámos ao módulo de comunicação – aquele módulo que eu esperava com muito (mesmo, mesmo muito) entusiasmo! Queria entender não só como comunicar o meu trabalho de forma eficiente, sem me perder no que contar e onde contar, mas também de uma forma que conectasse verdadeiramente com quem está aí desse lado – ou seja, contigo.
E o módulo, absolutamente revelador, mostrou-me inequivocamente aquilo que eu já sabia que tinha dentro de mim e que era este podcast.
De maneira que este é o primeiro episódio das “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Quero aqui partilhar contigo o meu processo de recuperação do super-perfeccionismo, os passos que fui e vou dando para recuperar dessa auto-exigência exagerada e que não tem paralelo na vida fora de mim.
Este caminho é longo, diria mesmo que não tem fim, mas tem sido um caminho feito de pequenos passos que resultam em grandes avanços. Soltar o super-perfeccionismo é um trabalho em curso, mas é um trabalho que liberta e me dá uma leveza incomparável, permite-me uma vida mais fácil e alegre em que procuro a excelência, mas não a exigência.
Anda, vem daí também e fica atenta à próxima confissão.
Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrevê-los na tua plataforma preferida de podcasts, ou então assinar a newsletter em airdesignstudio.com para os receberes semanalmente na tua caixa de correio.
E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
The post Episódio 1. Confissões: a origem de um podcast first appeared on air | illustration + design + creativity.