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Falar de fé, é antes de tudo confiar na onipotência e bondade de Deus. São Padre Pio dizia: «Reze, espere, não se preocupe». A fé, é já alcançar aquilo que se espera. A liturgia hoje nos fala de equilíbrio, de fazermos aquilo que é de nosso dever realizar, sem que precisemos justificativas para isso. Além do perdão, o serviço é outra medida da fé. Jesus quer dizer que o homem de fé se comporta assim em relação em Deus: rende-se completamente à sua vontade, sem cálculos nem pretensões.
Que seria de nós sem a Fé em Cristo? Os discípulos pediram a Jesus que aumentasse neles, a fé. E Jesus não ensina uma fórmula mágica, mas um exercício
diário: «se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe.» A fé parece está muito ligada ao coração, e se este não perdoa, não pode nele
existir a fé, porque é somente pela fé que se pode perdoar, mesmo quando o outro te fizer algum mal. Eu lhe garanto: quem mais perdoa, mais sabe amar.
Sabemos que todos somos filhos (as) de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos, segundo diz João na sua Carta. No entanto, afirmar que somos filhos de Deus já nos coloca em posição de alegria, não de destaque, mas de satisfação. Ser filho e filha de Deus é a certeza que dele é que nos vem toda seiva da qual nos alimentamos. Ser semelhante a Ele, é o que seremos de forma plena na eternidade. Até lá, vamos nos esforçando para fazer o seu Reino acontecer entre nós.
Reflexão de hoje: Muitos os convidados, poucos que chegam ao banquete. Eu vos pergunto: será que o pão que comemos, é o pão do Reino de Deus? Todos somos convidados, mas é preciso que deixemos nossas urgências, que dura um só momento, para irmos passo a passo, para o que edifica a eternidade. Não se pode comungar, e não sentir-se ao mesmo tempo pão, isto é, não se pode receber Jesus e não se tornar pessoa eucaristizada.
Reflexão para hoje: A festa dos últimos, dos que ninguém vê. É assim que Jesus espera na festa da vida, onde aqueles que foram sempre os últimos, tenham direito ao banquete, pois o dono da festa sabe que eles não terão como retribuir. Quando fazemos para os pobres esperando reconhecimento, não é para eles que fazemos, e sim para nós mesmos. Essa é a dinâmica evangélica. Alteridade e oblação.
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