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E, de repente, tinha uma pandemia no meio do semestre.
Depois de cinco meses suspensas, as aulas na Universidade de Brasília retomaram e podemos dizer que o caos pandêmico ganhou um novo traço. Para pensarmos melhor como tem sido esse processo, trouxemos para vocês alguns relatos de estudantes da graduação, do mestrado e do doutorado, além de um comentário de uma professora do Departamento de Antropologia da UnB.
O retorno veio cheio de novidades e desafios. Esperamos que esta pílula, apesar de breve, possa nos fazer pensar melhor as diversas realidades e experiências das pessoas estão participando dessa educação online.
Lembrando que o querido podcast "Mundaréu" também tem uma série intitulada #MundoNaSaladeAula e traz diversas análises e experiências.
Bota o play aí e vem trocar essa ideia com a gente.
Zora Neale Hurston: Gênio do Sul - Escritora, folclorista, cineasta e antropóloga - 1901-1960
Quantas antropólogas negras você já leu?
No episódio de hoje batemos um papo com a Carol Costa, o Lucas Coelho e a Rosana Castro sobre a história de Zora Hurston, seu legado e a sua importância em nossas trajetórias. Falamos também sobre o surgimento do Coletivo Zora Hurston de estudantes negras do PPGAS/UnB e sobre a importância da palavra para nós.
Ta lindo demais, gente!
Referências citadas no episódio:
HURSTON, Zora Neale. Barracoon: The Story of the Last "Black Cargo”. Amistad, 2018.
HURSTON, Zora Neale. Dust Tracks on a Road. An autobiography. E-book Al-Haines, Cindy Beyer & the online Distributers Proofreaders Canada team http://www.pgdcanada.net, 2017 [1942]
HURSTON, Zora Neale. Seus Olhos Viam Deus. Rio de Janeiro: Record, 2002.
Zora Neale Hurston: Heart with Room for Every Joy - Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7k1ozpwiQIM&ab&ab_channel=thepostarchive
Ei, você já ouviu falar da proposta de curso de mestrado lato sensu da FUNAI para formar “especialista em Antropologia”? Quais são os objetivos por trás desse curso? E o que isso tem a ver com o senso comum sobre nosso trabalho? Qual a diferença entre regulamentação e reconhecimento da profissão? Atuar na esfera pública é a mesma coisa que fazer antropologia pública?
Esse foi o teor da nossa conversa com Henyo Trindade Barretto Filho, professor do Departamento de Antropologia (UnB) e de Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais do Centro de Desenvolvimento Sustentável (MESPT) do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), ambos da UnB.
Clique no play e venha saber mais sobre a “energia de descabelamento” que esse curso nos dá e por que o professor tem mixed feelings em relação à regulamentação!
Referências:
Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Alerta Curso Lato Sensu em Antropologia proposto pela FUNAI. 25/08/2020. Disponível em
BARRETO, Henyo Trindade. Ofício, profissionalização e perspectivas de regulamentação da profissão em Antropologia no Brasil: breve histórico e atualização de dilemas enfrentados. In: Revista Áltera, V.1 N.4: Dossiê: Desafios para a atuação de antropólogos/as: problematizando a formação, ética e narrativas de trabalho, 2017 Disponível em
BRASIL. Ministério Público Federal. Pará: MPF abre investigação sobre curso de missionário e ruralista que custaria R$ 236 mil à Funai
BRASIL. Portaria 1775, Decreto n°1.775, dia 8 de janeiro de 1996, disponível em: shorturl.at/fhEFZ
FUNAI. Curso de Antropologia: Cultura, Sociedade e Contemporaneidade, agosto, 2020 , acesso: shorturl.at/ksR05
______ Planilha de gastos, agosto, 2020: shorturl.at/mquP1
OLIVEIRA, Kelly. AMORIM, Lara. Os dilemas do ofício do antropólogo: entrevista com Henyo T. Barretto Filho. In: FRANCH, Monica; ANDRADE, Maristela; AMORIM, Lara (Orgs). Antropologia em novos campos de atuação: debates e tensões / Mónica Franch, Maristela Andrade, Lara Amorim, João Pessoa: Mídia Gráfica e Editora, 2015. 322p. Disponível em
Terra. Pressionada por falta de recursos, Funai vai gastar R$ 236 mil em curso de antropologia
Sobre genocídio:
MBEMBE, Achille. Necropolítica. In: Arte & Ensaios, nr.32, 2016, disponível em
NASCIMENTO, Abdias do, O Genocídio do Negro Brasileiro – Processo de um racismo mascarado, São Paulo: Editora Perspectivas, 2016 (1978)
FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro. As Fronteiras Raciais do Genocídio, In: Direito.UnB, janeiro – junho de 2014, v. 01, n.01, pgs. 119 – 146 disponível em:
Sobre etnocídio:
VIVEIROS, Eduardo de Castro. Sobre a noção de etnocídio, com especial atenção ao caso brasileiro. Parecer disponível em
Oi gente!
Hoje vamos retornar o "Especial América Latina", iniciado em fevereiro com a discussão sobre o Chile, em um bate-papo com o antropólogo Jose Arenas Gómez, doutor pelo PPGAS/UnB e que atua como professor substituto do mesmo departamento. Jose é etnólogo e realiza pesquisas com sociedades indígenas do Caribe Colombiano.
Nessa conversa ele falou sobre os protestos e fez um sobrevoo sobre a sociedade Colombiana de um modo que nós, brasileiras, pudéssemos entender um pouco melhor o contexto pós-guerra após o tratado de paz entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o governo.
Esperamos que gostem e se você não ouviu o Ep #1 sobre as revoltas do Chile, corre no seu tocador preferido e dá o play.
Arte usada na imagem por: @alpuerto no Flickr
Chegamos na nossa 4ª pílula de quarentena com um tema super necessário e desafiador: inovações tecnológicas e precarização do trabalho. Com o #BrequeDosApps, a discussão sobre direitos trabalhistas e organização sindical, em tempos de pandemia e de aplicativos de entrega e transporte ficou ainda mais intensa. Entender como funcionam esses aplicativos, o surgimento, os impactos no mercado de trabalho e na desigualdade principalmente do contexto brasileiro é o que tentamos trazer para vocês em um bate-papo, ao mesmo tempo, descontraído e reflexivo (nossa marca registrada já). Confere aí e não esquece de comentar nas nossas redes sociais (@conversasdakataunb - twitter e instagram) o que acharam.
Ah! E pedimos desculpas antecipadas às pessoas da área de Economia que porventura venham a ouvir este episódio. É bem possível e provável que tenhamos usado alguns termos econômicos de forma "incorreta". Se quiserem discutir com a gente, estamos totalmente abertas! :)
Referências:
1. Inovação Vermelha: https://jacobin.com.br/2019/04/inovacao-vermelha/
2. 'Adeus, iFood': entregadores tentam criar cooperativa para trabalhar sem patrão: encurtador.com.br/nrGNU
3. Como socializar o uber?: https://jacobin.com.br/2020/07/como-socializar-o-uber/
Estamos felizes em apresentar mais uma pílula da nossa série sobre esses tempos de pandemia. Desta vez, conversamos com uma mulher incrível: Nelma Rolande, mãe da Magali, artista, doutoranda em Antropologia pela UnB e professora de Arte no IFMA - Campus Buriticupu. Nelma, que é nossa colega no PPGAS, nos contou um pouco do seu dia a dia na quarentena, como sua filha está percebendo tudo isso e revelou algumas estratégias, que são puro amor e criatividade, para seguir produzindo.
Entre outras coisas, ela nos falou da importância da leitura compartilhada e porquê o livro físico funciona bem melhor que PDF.
Boa parte da conversa contou com a participação especial da Magali.
Esperamos que gostem!!
Obras mencionadas no episódio:
1. EMECHETA, Buchi. As alegrias da maternidade, Porto Alegre: Editora Dublinense, 2017.
2. Grupo Parent in Science Movement. Impact of COVID-19 on academic mothers. In: Revista Science, disponível em .
3. NUNES, Angélica. Maternação em Quarentena, 2020, Curta, disponível em ou https://www.dasilva.life/quarenteners-angelica.
4. ODUDUWA, Abisogun Olatunji. Às irmãs: Mulheres Africanas na Revolução Preta Mundial . Diáspora Africana: Editora Filhos da África, 2019.
5. ROLANDE, Nelma. Moços feitos, moços bonitos: a ornamentação na prática Canela de construir corpos bonitos e fortes, São Leopoldo: Editora Oikos, 2017.
6. ___ Resenha de MACHADO, Jurema. Os pataxó hãhãhãi e as narrativas de luta por terra e parentes no sul da Bahia. Tese de Doutorado, UnB, Brasília, 2019. Disponível no perfil da Leitora 77 no Instagram: https://www.instagram.com/p/CBOvT95FDXk/, https://www.instagram.com/p/CBrMRvSlrFV/, https://www.instagram.com/p/CA1EqP6lpzR/
7. ___ Resenha de CRUZ, Eliana Alves. Água de Barrela, Rio de Janeiro: Editora Malê, 2016. Disponível no perfil da Leitora 77 no Instagram: https://www.instagram.com/p/B-fMblTljel/.
O que a resistência das mulheres em Rojava pode nos ensinar?
Neste episódio, que está mais que especial, conversamos com a filósofa Luciana Brito sobre os movimentos políticos da região de Rojava, no norte-nordeste da Síria, e os seus conflitos históricos. A luta pela libertação da região passa por uma série de dimensões e temas (confederalismo democrático, segurança, violência, mulheres, dentre outros) e no diálogo buscamos aprofundar um pouco nos pilares do movimento e seus objetivos. Esperamos que seja uma fonte de inspiração para vocês também!
Para quem quiser mais informações, este texto da Luciana Brito foi o que deu início a esse episódio: https://diplomatique.org.br/licoes-curdas-sobre-a-libertacao-das-mulheres/
Ah! Não se desesperem com o tempo, hehe. Tá um pouquiiiinho maior do que costumamos fazer, mas este tema mereceu. E dividimos o episódio em três blocos: história; democracia e estado; e participação das mulheres. Dá o play e não desistam da gente!
DE SURTO EM SURTO 2.0 - E seguimos o nosso debate sobre trabalho de campo em tempos de pandemia. Neste episódio vocês podem conferir a experiência de outras três pesquisadoras do PPGAS/UnB que realizaram ou estão realizando suas pesquisas antropológicas durante a quarentena. Continuamos com as gravações caseiras e esperamos que vocês curtam, apesar da baixa qualidade. Deixamos aqui o link de algumas ações de ajuda a comunidades quilombolas e indígenas caso vocês possam ajudar:
1. Apoie os povos do Território Indígena do Xingu contra a Covid-19: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoie-os-povos-do-territorio-indigena-do-xingu-contra-a-covid-19
2. SOS Povos: https://www.instagram.com/sospovos/?hl=pt-br
Ah! E, se possível, continuem em casa!
DE SURTO EM SURTO
Demos uma pausa no especial América Latina para fazer esse bate papo sobre trabalho de campo e produtividade em tempos de pandemia no formato de Pílulas do Conversas - Conversas de Quarentena. A qualidade do áudio está diferente por que foi gravado em casa e não no estúdio da maravilhosa Ralacoco.
Fiquem bem e, se possível, em casa!
Oi gente, tamo de volta e com um especial sobre as revoltas da América Latina!
Nesse episódio vamos falar sobre as manifestações que estão ocorrendo no Chile trazendo também um pouquinho do histórico de luta de lá.
Qualquer dúvidas, sugestões ou comentários manda pra gente lá no twitter: @ConversasDaKata.
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