De repente, todos fomos pegos por essa onda sem saber nadar. Alguns desistiram, partiram ou tiveram destino incerto, ninguém mais viu. Os que ficaram, quando conseguiram, precisamos aprender a nadar.
Neste selfie linguístico, de solilóquio monologado, falo de mim e dou espaço para os pensamentos mais confusos, contraditórios e cruéis que me digo. Disfarçado ou não no festim dos versos, eu estou me destruindo sem ninguém notar.
Em tempo de tantos filtros, como se fôssemos fakes de nós mesmos, escondemos o que em nós, ainda que sofrido, está vivo. Eu estou vivo, e essa minha selfie textual não me deixa mais bonito, mas sou eu - carne e osso e lamento.