Há 14 dias que começou na Ucrânia a invasão russa. Os avanços são constantes devido à hegemonia das forças armadas russas, mas a resistência dos ucranianos tem provocado algum impasse nos confrontos em Kiev, em Mariupol e em Kharkiv.
Natalyia Barchuk vive em Portugal há 22 anos. Já foi empregada de limpeza, actualmente é médica de clínica geral em Lisboa. A família desta ucraniana ainda se encontra em Truskavets, perto de Lviv. O sobrinho de 9 anos vai ser o único a deixar a Ucrânia. O irmão e a cunhada de Natalyia ficam.
Ksenia Ashrafullina, opositora russa que vive há quase 10 anos em Portugal, considera que o clima de terror gerado pelo Kremlin afasta a possibilidade de uma revolução interna que venha a derrubar Putin, pedindo aos países ocidentais para não fecharem as fronteiras aos russos que queiram abandonar o seu país.
Domingos de Oliveira e Teresa Teixeira chegaram, este domingo, a Paris, depois de terem fugido da Ucrânia para a Polónia. Os jovens angolanos, de 22 e 21 anos, querem ficar na Europa e escolheram a capital francesa para começar de novo. A bagagem veio cheia de memórias de Kiev e da fuga à guerra, de denúncias de racismo mas também de relatos de esperança. Oiça aqui a entrevista.
Mais de um milhão de pessoas fugiu da Ucrânia em apenas uma semana de guerra. Os dados são avançados pelo Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR).
Fausto Henry vai deixar o Brasil, em breve, para ir combater o exército de Vladimir Putin na Ucrânia. O brasileiro, de 36 anos, diz não poder “ficar de braços cruzados” perante um “povo inocente que está morrendo” e mostra-se disposto a morrer pela Ucrânia até porque teme as ambições mundiais e as ameaças do Presidente russo.
O Centro Padre Alves Correia foi criado em 1992, por uma congregação religiosa e tem como missão ajudar os centenas de imigrantes dos Países de Língua Oficial Portuguesa -PALOP- que chegam a Portugal para receber tratamento médico. Ana Mansoa, directora executiva desta instituição sem fins lucrativos, alerta para as falhas que existem no sistema português e que acabam por empurrar várias pessoas, que entraram no país de forma regular, para situações de marginalidade
Faz hoje exactamente um mês que se deu o ataque contra o palácio do governo da Guiné-Bissau. Homens armados irromperam no recinto numa altura em que o chefe de Estado lá se encontrava a presidir uma reunião do Conselho de Ministros. Durante várias horas ouviram-se tiros e quem se encontrava no palácio, fugiu ou escondeu-se. Deste ataque que resultou em 8 mortos, continuam por esclarecer os motivos e os executantes.
O angolano Cláudio Chicaia, de 28 anos, fugiu da Ucrânia assim que a invasão russa começou e chegou este domingo à capital da Polónia. Nos últimos dias, viveu uma odisseia de comboio, de carro e, no final, a pé, algo que “vai ficar para sempre” e que foi vivido por milhares de pessoas. Desde 24 a 27 de Fevereiro, a Polónia acolheu mais de 115.000 pessoas. Cláudio é uma delas e tem esperança de regressar a Kiev.
Depois de a Rússia começar ontem a invadir a Ucrânia, têm sido quase unânimes as reacções de repúdio face a esta decisão de Vladimir Putin, com excepção do Irão que apesar de dizer que a guerra não é uma solução, considera que isto "encontra as suas raízes nas provocações da Nato" e da China que, por sua vez, diz "entender as preocupações" de Moscovo.
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De segunda a sexta-feira (ou, quando a actualidade o justifica, mesmo ao fim de semana), sob forma de entrevista, analisamos um dos temas em destaque na actualidade.