O que começou como uma simples brincadeira entre amigas se transformou em um pesadelo que a acompanhou até o fim de seus dias. Após uma sessão de tabuleiro Ouija, Estefanía Gutiérrez Lázaro, uma adolescente de 16 anos de Vallecas, na Espanha, passou a ver sombras, ouvir vozes e sofrer ataques inexplicáveis. Um ano depois, ela morreu de "morte súbita", e os fenômenos paranormais em sua casa continuaram assombrando sua família.
A história de Estefanía, que inspirou o filme "Verónica" (2017) [citation:12][citation:13], é um dos casos mais documentados de supostas consequências do uso do tabuleiro Ouija. Em 1991, durante uma sessão com amigas no recreio da escola, o grupo tentou contatar o falecido namorado de uma delas. A sessão foi interrompida abruptamente por uma professora, deixando-a incompleta [citation:12]. A partir daí, Estefanía começou a apresentar mudanças de comportamento, dizendo ver figuras e ouvir vozes em seu quarto. Em 14 de julho de 1991, ela faleceu [citation:12]. Após sua morte, sua família relatou fenômenos como objetos se movendo sozinhos e até uma foto da jovem que se incendiou espontaneamente [citation:13].
O caso de Estefanía não é isolado. Relatos de possessão e mortes relacionadas ao tabuleiro Ouija são frequentes na cultura popular e em investigações paranormais. Um dos mais famosos ocorreu em 1949, nos Estados Unidos, quando um adolescente de 14 anos, conhecido como "Robbie", tentou contatar sua tia falecida com o tabuleiro e teria sido possuído por um demônio. O caso inspirou o livro e o filme "O Exorcista" (1973) [citation:1][citation:5][citation:8]. Na história, Robbie passou a sofrer com fenômenos como levitação de objetos, movimentos violentos da cama e marcas na pele, até ser submetido a uma série de exorcismos [citation:1][citation:8].
Outro relato perturbador vem do México, onde o famoso caso "Cañitas", na década de 1980, teria resultado na morte de 14 pessoas após uma sessão de Ouija mal-sucedida [citation:12]. Em alguns casos, as consequências vão além do sobrenatural, mas ainda assim são trágicas. Em 1929, nos EUA, uma sessão de Ouija levou duas mulheres da Reserva Cattaraugus a acreditarem que uma vizinha francesa havia assassinado o marido de uma delas por meio de bruxaria, desencadeando uma série de eventos que culminaram em mais violência [citation:4].
Embora não haja comprovação científica de que o tabuleiro possa realmente abrir portais para o além, os relatos de histeria coletiva, alucinações e até crises convulsivas [citation:2] são reais e documentados, mostrando que o poder do medo e da sugestão pode ser tão perigoso quanto qualquer espírito. Como sempre alertam os especialistas: a Ouija não é um jogo e deve ser tratada com respeito, se é que deve ser usada [citation:7][citation:9].