O que você faria se visse uma mãe balançando o filho em um balanço por dois dias seguidos, sem parar, mesmo quando as temperaturas caíram durante a noite? Em 2015, em Maryland, uma cena assim chocou os Estados Unidos e revelou uma tragédia que vai além do crime: o colapso de uma mente consumida pela doença mental.
Uma mãe foi encontrada empurrando o corpo sem vida de seu filho de três anos em um balanço de parquinho por 44 horas, depois que o menino morreu de desidratação e hipotermia [citation:1][citation:2]. Este é o caso de Romechia Simms, um retrato assustador de como a esquizofrenia não tratada pode distorcer a realidade a ponto de transformar um ato de amor em uma tragédia fatal.
Romechia Simms tinha 24 anos quando, no dia 2 de maio de 2015, levou seu filho, Ji'Aire Donnell Lee, para o parque Wills Memorial em La Plata, Maryland [citation:1][citation:12]. As investigações revelaram que ela esteve empurrando o menino no balanço desde a chegada ao parque, por volta das 11h15 da manhã [citation:5]. Testemunhas acionaram a polícia, que encontrou o cenário: uma mãe balançando o filho, cujo corpo já estava sem vida, enquanto as temperaturas caíam para 10°C durante a noite [citation:1][citation:4].
A autópsia revelou que a causa da morte de Ji'Aire foi desidratação e hipotermia, classificada como homicídio. Mas a história de Romechia é marcada por um histórico de saúde mental que a precedeu. Ela já havia sofrido um colapso mental antes [citation:1], e um psicólogo forense nomeado pelo tribunal a diagnosticou com esquizofrenia, concluindo que ela não tinha capacidade de entender a criminalidade de seu ato no momento do crime [citation:12]. Por essa razão, Romechia entrou com um pedido de "Alford plea" — onde não admite culpa, mas reconhece que há evidências suficientes para uma condenação — e foi considerada não criminalmente responsável pela morte do filho [citation:1][citation:12]. Em vez de prisão, o juiz ordenou que ela mantivesse seu tratamento de saúde mental e consultasse um psiquiatra regularmente [citation:12].
A avó de Ji'Aire, Vontasha Simms, criou uma instituição de caridade em sua memória para aumentar a conscientização sobre a necessidade de recursos e apoio para pessoas com doenças mentais [citation:3][citation:7]. Inscreva-se e ative o sino para mais casos que exploram o lado mais sombrio da natureza humana.