Você está num dia normal, como qualquer outro, realizando suas tarefas, trabalhando, caminhando, se relacionando ou descansando, e, de repente, vê uma imagem que imediatamente te leva de volta aquela frequência do vício, aquela necessidade estranha de voltar a repetir o que você já não aguenta mais, aquilo que você já sabe que te prejudica, que te destrói. Você escolhe um novo estilo de vida, escolhe a vida livre do vício, daquele padrão insano de repetição, mas ainda está frágil, fraco, ainda é refém de gatilhos e de recaídas, ou seja, você ainda reconhece que é dependente emocionalmente de prazeres artificiais. E isso basta pra gerar mais uma recaída, e depois aquela sensação de mal-estar e de angústia que acaba com muitos momentos do seu dia.
Esse é o ducentésimo nonagésimo segundo episódio da série DIÁLOGOS SOBRE A VIDA, onde trabalho a necessidade de nos enxergarmos exatamente como somos por dentro e por fora e, se não gostarmos do que descobrirmos, que então, nos alteremos.