Depois do Fim, com Filipe Batista

Depois do Fim, com Filipe Batista

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Depois do Fim, com Filipe Batista episodes

  • 13. Estamos vivendo o fim da internet? Com Rosana Hermann

    Rosana Hermann começou a carreira na física nuclear, mas foi contando histórias que encontrou seu lugar no mundo. Roteirista, escritora e uma das pioneiras da internet brasileira, ela atravessou mais de três décadas de televisão, blogs e redes sociais sem deixar de se reinventar.


    Neste episódio, Rosana fala sobre o fim de uma promessa: a internet que nasceu como um espaço de encontro, troca e curiosidade, mas que, aos poucos, deu lugar à lógica dos algoritmos, da exposição permanente e da busca por atenção.


    Também conversamos sobre como sobreviver à morte de tantas mídias sem perder a própria identidade, o humor como forma de atravessar assuntos difíceis, a coragem de se posicionar em um ambiente cada vez mais hostil e o desafio de criar mulheres fortes em um mundo que ainda insiste em silenciá-las.


    Um episódio sobre reinvenção, curiosidade e o que permanece quando o mundo muda.

    1 hr 15 min
  • 12. É o fim da canção brasileira? Com João Camarero

    João Camarero é um dos maiores violonistas brasileiros da sua geração. Parceiro de nomes como Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Caetano Veloso e Francis Hime, ele construiu uma carreira dedicada a preservar, renovar e levar o violão brasileiro para o mundo.


    Neste episódio, conversamos sobre uma pergunta que atravessa a história da música brasileira: a canção está chegando ao fim? O que permanece quando uma tradição parece se esgotar? E qual é o papel do violão, do choro e da música instrumental nesse futuro?


    Também falamos sobre delicadeza, sensibilidade masculina e recomeços. João relembra a influência da avó em sua formação e reflete sobre como a música consegue dizer aquilo que as palavras não alcançam.

    1 hr 17 min
  • 11. Mudar para permanecer o mesmo, com Marcelo Tas | Depois do Fim

    Marcelo Tas já foi Ernesto Varela, Professor Tibúrcio, Telekid, apresentador do CQC e, hoje, está à frente do Provoca. Engenheiro formado pela USP, passou por diferentes mídias, linguagens e personagens sem deixar de ser reconhecível em nenhuma delas.

    Neste episódio, conversamos sobre essa capacidade de mudar. O que nos faz querer começar de novo? Quanto de liberdade existe na reinvenção e quanto pode haver de medo de ficar para trás?

    Falamos também sobre família, acolhimento e paternidade. Marcelo conta o que mudou em sua maneira de olhar para o amor depois de ser pai.

    A morte dos pais, com apenas cinco meses de diferença, trouxe outra mudança: a de se tornar a geração mais velha da família. Falamos sobre luto, legado e sobre aquilo que passa a fazer parte de nós depois que alguém vai embora.

    Um episódio sobre mudança, identidade, humor, comunicação e sobre o que ainda cabe a nós fazer em um mundo cada vez mais mediado por máquinas.

    1 hr 17 min
  • 10. O que significa abrir portas que ninguém abriu antes? Com Sônia Guajajara

    Sônia Guajajara é liderança indígena, a primeira ministra dos Povos Indígenas e uma das vozes mais importantes da luta pelos direitos originários no Brasil. Nascida na aldeia Lagoa Quieta, no Maranhão, ela saiu de casa aos dez anos para trabalhar como babá e poder estudar, o início de uma vida inteira feita de partidas e retornos.

    Neste episódio, Sônia fala sobre os fins que moldaram sua trajetória: a infância que precisou terminar cedo, a perda da filha Intaniara para uma doença que uma vacina teria evitado, o fim de um casamento de 18 anos e a recente saída do ministério, em mais um ciclo de sair para voltar.

    Também falamos sobre pioneirismo, solidão e o peso de ser sempre "a primeira" a abrir portas que ninguém antes havia aberto. E sobre o que significa, para quem viveu entre dois mundos, existir inteira em cada um deles.

    Um episódio sobre desterro, memória e os recomeços que nascem de cada despedida.

    1 hr 9 min
  • 9. Dá para se reinventar sem romper com as origens? Com Bela Gil

    Bela Gil é apresentadora, escritora, ativista agroecológica e uma das vozes mais relevantes do país quando o assunto é alimentação, comportamento e transformação social. Conhecida inicialmente por aproximar o público de uma relação mais consciente com a comida, ela vem ampliando seu espaço de fala como apresentadora do Saia Justa.

    Neste episódio, Bela Gil fala sobre os fins que marcaram sua vida e os recomeços que vieram depois deles. A conversa passa pelo luto pela irmã, Preta Gil, pelo fim de um casamento e pela forma como sua família aprendeu a respeitar os ciclos.

    Também falamos sobre identidade, ancestralidade, maternidade e a construção de um caminho próprio para além da cozinha – honrando as origens sem deixar de se reinventar.

    Um episódio sobre despedidas, coragem e os sentidos que permanecem quando tudo parece ter chegado ao fim.

    1 hr 7 min
  • 8. É o fim do Brasil como o país do futebol? Com Milly Lacombe

    Milly Lacombe é jornalista, escritora e uma das vozes mais influentes da crítica esportiva brasileira. Primeira mulher a comentar futebol na televisão aberta do país, construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo, pela defesa do feminismo e pela disposição de questionar algumas das certezas mais arraigadas da cultura brasileira.

    A partir dessa trajetória, conversamos sobre as transformações do futebol brasileiro e o que elas revelam sobre o país. Partimos de uma lembrança da infância, quando Milly foi impedida pela escola de jogar futebol por ser menina, para refletir sobre pertencimento, exclusão e os papéis de gênero construídos em torno do esporte. Tendo como pano de fundo uma pergunta central deste episódio: estaríamos vivendo o fim da ideia de Brasil como o país do futebol?

    Falamos do futebol para além da lógica de mercado que hoje também molda o esporte, e das mudanças que o feminismo vem provocando nas formas tradicionais de masculinidade. Uma conversa sobre esporte, cultura, identidade e o esgotamento de narrativas mais tradicionais.

    1 hr 10 min
  • 7. Depois do luto, o que vem? Com Natalia Timerman

    Natalia Timerman é psiquiatra, psicoterapeuta e escritora. Doutoranda em Literatura pela USP, trabalhou por mais de uma década como psiquiatra no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário e colaborou com veículos como Quatro Cinco Um e Cult. Na literatura, é uma das vozes mais singulares de sua geração - com o romance Copo Vazio, no qual investiga a fragilidade dos vínculos, a violência silenciosa das perdas e a complexidade do luto.

    Neste episódio, conversamos sobre tempo, finitude, culpa e desamparo. E sobre o luto não como processo linear ou edificante, mas como experiência que desmonta narrativas prontas - inclusive as do amor. Falamos da escrita como ferramenta de elaboração sem promessa de cura, da convivência com perdas que não se organizam e da tensão entre a necessidade de nomear a dor e o direito de deixá-la sem destino.

    1 hr 5 min
  • 6. O que muda no homem depois da paternidade? Com Facundo Guerra

    Facundo Guerra é um dos empresários mais influentes do entretenimento brasileiro. Argentino radicado no país, não apenas fundou casas noturnas icônicas, mas redesenhou pedaços inteiros de São Paulo. Seus projetos transformaram espaços abandonados em pontos de encontro e sua visão ajudou a remodelar a vida noturna e cultural da cidade.

    Mas existe uma versão de Facundo que vai além da arquitetura social e cultural urbana e dos negócios: o pai de menina. Ele encontrou na paternidade um novo jeito de ser, que não veio pronto e nem é romântico, mas cheio de tensões, aprendizados e enfrentamentos.

    Neste episódio, conversamos sobre os desafios de exercer uma paternidade presente em uma sociedade que ainda delega o cuidado às mulheres e que, ao mesmo tempo, sufoca homens em expectativas rígidas e antiquadas. Falamos sobre culpa, escolhas, reinvenção e sobre o que muda quando alguém decide colocar um filho, e a própria humanidade, no centro da vida.

    49 min
  • 5. Reescrever a própria identidade, com Assucena

    Assucena é uma das vozes mais relevantes da música brasileira contemporânea, reconhecida por sua trajetória com As Bahias e a Cozinha Mineira (posteriormente só As Baías), grupo com o qual foi indicada duas vezes ao Grammy Latino. E, claro, por sua belíssima carreira solo, marcada por uma pesquisa estética e emocional profunda. Não só na música, já que ela é uma artista completa e expandiu seu talento para o teatro - sendo inclusive, indicada ao Prêmio Shell 2023 como melhor atriz.

    Sua arte começa na graduação. Nascida em Vitória da Conquista (BA), mudou-se para São Paulo para estudar História e construiu uma sólida formação intelectual na USP, com uma bagagem que é refletida em suas canções. Virou também colunista da Vogue, articulando música, pensamento crítico e performance como dimensões indissociáveis de seu ser.

    Neste episódio, conversamos sobre a reescrita radical da própria história. Da infância no interior da Bahia ao deslocamento para São Paulo e a transição de gênero. Assucena reflete sobre identidade como obra aberta, sobre o fim de expectativas herdadas e sobre a coragem de sustentar o desejo. Falamos de arte, espiritualidade, família, afeto e daquilo que só pode nascer quando se aceita que todo fim carrega, em si, a possibilidade de liberdade.

    1 hr 6 min
  • 4. Quando a carreira muda de direção, com Daniela Falcão

    Daniela Falcão é jornalista e uma das figuras mais influentes do jornalismo de moda no Brasil. Sua trajetória passa por algumas das redações mais emblemáticas do país, chegando até sua atuação como diretora de redação da Vogue Brasil. Desde 2013, integra a lista dos 500 nomes mais importantes da moda mundial, segundo o Business of Fashion.

    Após décadas ocupando posições centrais no mercado editorial e de luxo, Daniela viveu uma inflexão decisiva. Ao deixar o cargo de diretora da Globo Condé Nast em 2020, iniciou um movimento de retorno às próprias origens – pessoais, culturais e geográficas – que deu origem à Nordestesse, projeto que articula empreendedorismo, cultura e impacto social ao valorizar saberes ancestrais, o artesanato e os talentos do Nordeste brasileiro.

    Neste episódio, conversamos sobre o que vem depois de alcançar um dos patamares mais prestigiados de uma carreira. Partimos da pergunta-chave: quando Daniela percebeu que não estava apenas mudando de caminho profissional, mas, sobretudo, redescobrindo seu lugar no mundo?

    1 hr 6 min

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Apresentado por Filipe Batista, psiquiatra e escritor, Depois do Fim é um podcast que investiga o que permanece quando algo acaba: uma relação, uma terapia, um ciclo, uma carreira... Qualquer fim que, em vez de simplesmente se encerrar, pode se desdobrar.