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Este não é um ensaio teórico sobre a situação do pardo no Brasil. Esta é uma reflexão afetiva, com um monte de materialidades da sociedade brasileira, é verdade, mas que servirão como contexto para o que de fato interessa aqui: os afetos que rondam o miscigenado. Pretendo discutir aqui como a ideologia da democracia racial brasileira, diretamente vinculada aos projetos de embranquecimento da população, pauta diretamente o desenvolvimento afetivo daqueles que estão sob o jugo destas estruturas.
Ademais, é possível comparar a racialidade no Brasil com outros países? O que torna o pardo daqui diferente do pardo estadunidense? E o mais importante: Como o pardo brasileiro se relaciona com espaços da branquitude? E nos espaços racializados? Não sei se consigo responder todas estas perguntas, mas este episódio visa nomear um pouco mais do porque e como estas relações se dão.
A folha de São Paulo, jornal muito conhecido pelo seu conteúdo reacionário, liberal e que até contratou neonazista mentor de youtuber no ano passado, permitiu que fosse publicada uma maluquice sobre racismo reverso que supostamente seria motivado pelo identitarismo dos negros. E claro, o jornal que publica e quem escreve esse tipo de bosta não tem nenhum apreço pela verdade ou pela realidade, o que eles querem é click, dinheiro e, passar seu recado. Mas o que eu quero trazer aqui, diferente do jornal que emprega incel, é descrever um pouco do maior identitarismo que assola essa terra: A branquitude. Seja pela atuação da mídia, do direito, na atuação da ciência ou de qualquer outra instituição capitalista, a branquitude tem sua estrutura fortalecida a ponto de ser tomada pautar uma concepção de sujeito universal. Mas e quem não faz parte desse universo, como fica?
Já parou pra pensar por onde você recebe informação? Por onde ela chega, pra quem ela chega alem de você? Hoje eu proponho discutir que o é ogrande monopólio dos meios de comunicação nacionais, quem os patrocina, o efeito produzido pela sua atuação na nossa percepção da realidade. Do patrocínio do Agronegócio aos Jornalismos policiais, o papel da informação vinda da Midia Burguesa é claro: A alienação e a naturalização dos problemas sociais.
Hoje introduzo a vocês um dos assuntos que mais aparecerão por aqui: O mentalismo e suas implicações. A partir de um fichamento de um artigo dos autores Diego Zilio e Kester Carrara chamado Mentalismo e a explicação do comportamento: aspectos da critica do behaviorismo radical à ciência cognitiva. E através desse artigo, trago as diferentes concepções do entendimento do que é o Comportamento, somado aos problemas que a compreensão da ciência cognitiva traz a partir de sua influência nas produções culturais que nos é enfiada goela a baixo. Esse episódio é importantissimo para a compreensão de discussões futuras trazidas aqui, então reforço que meu instagram, @podcastemanalise, esta aberto para eventuais dúvidas sobre qualquer temática discutida aqui no podcast.
Nesse episódio introduzo a discussão que, o Funk Ostentação, assim como outros estilos populares de música, apresenta características importantíssimas e passíveis de análise que exprimem ideais da ideologia burguesa e da violência do Estado.
Não esquece de me seguir no Instagram e ficar ligado nesses e em outros conteúdos que eu possa produzir.
Instagram: podcastemanalise
Nesse episódio discuto acerca da ideia de desconstrução que se faz tão presente nas bolhas da web e acadêmicas. Trago aqui uma compreensão do que previamente está construído e os processos de aprendizagem que nos constituem. Além disso, trago o contexto da masculinidade tóxica para trabalhar a ideia dos ambientes onde, de fato, a desconstrução deva se aplicar.
Lembrando que, caso haja alguma dúvida conceitual que eu não tenha trazido claramente, na minha pagina do Instagram @podcastemanalise tem disponível alguns conceitos, além de você pode ir lá e me perguntar diretamente.
H.P Lovecraft, o autor/escritor/novelista revolucionou a literatura de horror do século passado. Porém, sua literatura é marcada pelo racismo, sempre associando o nao branco com destruição, bestialidade e adoração ao oculto. Lovecraft Country, por sua vez, se aproveita do universo do autor para contar uma história de outra perspectiva. Da Perspectiva da verdade.
Nesse episódio trago discussões sobre a violência racial estadunidense, seus efeitos e quem lucra com essa estrutura de opressão.
A forma escolhida de contar a história envolve uma vastidão de spoilers, pois descrevo as relações dos personagens na ordem cronologica dos episódios. Porem acredito que a sua experiência ao assistir a série não será gravemente alterada, pois, acima de tudo, esta é uma serie que tem seu auge nas atuações e na direção.
ps: quando comento episodio 6, coloquei uma musica de fundo que não condiz muito com o momento e que não pude remover dado a um bug no editor. Perdão pelo vacilo
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