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Dessa forma, o erro — que os evangelistas chamam de pecado — acarreta o sofrimento, a punição, o resgate. Não que tenhamos de nos redimir necessariamente através do mecanismo da dor. A dor não é inevitável, porque o processo da libertação pode dar-se também por meio do serviço ao próximo, do aperfeiçoamento moral, da prece e da vigilância.
A vítima da obsessão é sempre uma alma endividada perante a lei. De alguma forma grave, no passado mais recente, ou mais remoto, desrespeitou seriamente a lei universal da fraternidade, vindo a colher, como consequência inexorável, o sofrimento.(...)
Ao reexaminar o problema, em “A Gênese”, Kardec chama a obsessão de “ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo”, enquanto que na possessão, “em vez de agir exteriormente, o Espírito atuante se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; toma lhe o corpo para domicílio, sem que este, no entanto, seja abandonado pelo seu dono, pois que isso só se pode dar pela morte. A possessão, conseguintemente, é sempre temporária e intermitente, porque um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, pela razão de que a união molecular do perispírito e do corpo só se pode operar no momento da concepção”.
Variam muito as categorias de Espíritos que comparecem a um grupo mediúnico. Vimos aqueles que pertencem às equipes socorristas, dedicados ao bem, ao trabalho construtivo, à renúncia , ao amor fraterno.
O nível espiritual e o “status” moral desses companheiros revelase na sua maneira de agir e falar. Temos que aprender a formular sobre eles o nosso próprio juízo. Com algum tempo devivência na tarefa mediúnica, estaremos em condições de fazê-lo com relativa segurança, se nos mantivermos atentos e vigilantes.
O capítulo trata das características dos trabalhadores do Mundo Espiritual Superior. A assistência, recursos que podem permitir a identificação e atuação destes irmãos, sempre oferecendo amparo, orientações e estímulos ao trabalho no Bem com Jesus.
Os dirigentes espirituais, suas funções e características nas manifestações mediúnicas.
Se alguém destoar, a ponto de introduzir um fator de perturbação, deve ser afastado, temporária ou definitivamente, se for o caso. Nada, porém, de perseguições, de espionagem e de regras policiais. A disciplina deve ser consciente, para que todos possam trabalhar de Espírito desarmado e tranquilo.
Em suma: a meu ver, como regra geral, o grupo mediúnico não deve permitir a presença de pessoas estranhas às suas tarefas. Somente em condições muito especiais, excepcionais mesmo, deverá fazê-lo, se dispuser de cobertura e consentimento expresso dos benfeitores espirituais
Dificilmente um grupo mediúnico deixará de ser procurado por pessoas que desejam
assistir aos seus trabalhos. Como abordar esta situação?
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