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Muitas são as lições dolorosas que nos ministram os dramas vividos por esses pobres irmãos que insistem em declararem-se trabalhadores do Cristo.
Prestaram bem atenção? Três quartos da população encarnada na Terra, ou seja, três pessoas em cada quatro, isto é, 75 por cento! André não fala especificamente de reuniões promovidas por religiosos, mas estas são ativas, frequentes e tenebrosas. Comparecem, investidos de enorme autoridade, aqueles que a conquistaram pela ardilosa sagacidade, pela prepotência e total desinteresse pelos aspectos éticos das questões envolvidas. Ai daquele que se intromete em seus afazeres e tenta impedir a realização de seus planos criminosos! Precisa estar muito bem preparado, vigilante, guardado na prece e assistido por Espíritos do mais elevado teor vibratório.
É impressionante a elevada participação de transviados “religiosos” no trágico e doloroso desfile de Espíritos em lamentável desequilíbrio, nas sessões de desobsessão. Multidões de ex-prelados debatem-se, no mundo póstumo, em angústias e rancores inomináveis, que se arrastam, às vezes, pelos séculos. Apresentam-se , quase sempre, como zelosos trabalhadores do Cristo, empenhados na defesa da “sua” Igreja. São argutos, inteligentes, agressivos, violentos, orgulhosos, impiedosos e arrogantes. Parece terem frequentado a mesma escola no Além, pois costumam trazer os mesmos argumentos, a mesma teologia deformada, com a qual justificam seus impulsos e sua tática.
Muitas vezes nos encontramos com esses trabalhadores das sombras, tão compenetrados de suas tarefas como quaisquer outros. São os terríveis juristas do Espaço.
O planejador é o poder moderador, dotado de habilidade bastante para demonstrar, e provar aos “cabeças quentes , que o interesse coletivo precisa sobrepor-se ao individual, por mais forte que seja este. É preciso que cada componente da sinistra máfia espiritual compreenda que os casos pessoais de cada um — vinganças, perseguições, conquistas de posições —passam a constituir objeto de cogitação coletiva, e, como tal, têm que esperar a vez e a oportunidade, submetendo-se à mesma estratégia: estudo, planejamento e ação, tudo a tempo e hora. Nada de ações isoladas, atabalhoadas, que desperdiçam esforços e põem em risco a segurança da comunidade.
Este é frio, impessoal, inteligente, culto. Maneja muito bem o sofisma, é excelente dialético, pensador sutil e aproveita-se de qualquer descuido ou palavra infeliz do doutrinador para procurar confundi-lo. Mostra-se amável, aparentemente tranquilo e sem ódios. Não se envolve diretamente com os métodos de trabalho das organizações trevosas, ou seja, não expede ordens, nem as executa; limita-se a estudar a problemática do caso e traçar os planos com extrema habilidade. Os planejadores são elementos altamente credenciados e respeitados na comunidade do crime invisível.
Esta é uma figura frequente nos trabalhos de desobsessão. Comparece para observar, estudar as pessoas, sondar o doutrinador, sentir mais de perto os métodos de ação do grupo, a fim de poder tomar suas “providências”.
O trabalho de resgate desses pobres irmãos, que chegam até a perder a consciência da identidade, é tão difícil quão doloroso, e jamais poderá ser feito sem a mais ampla cobertura espiritual. Além da dor que experimentamos ao presenciar tão espantosa aflição, estejamos certos de que a audácia de socorrer tais irmãos desata sobre os grupos que a manifestam toda a cólera das organizações que os subjugam. (...)
Ao cabo de prolongado monólogo com o irmão alienado, uma prece comovida e alguns passes, ele começou a aquietar-se, mas ainda insistiu em atacar-me, de vez em quando. Não havia dito ainda uma palavra, mas, à medida que se acalmava, começou a reconhecer o ambiente.
O perispírito é o veículo das nossas emoções. O Espírito pensa, o perispírito transmite o impulso, o corpo físico executa. Da mesma forma, as sensações que vêm de fora, recebidas através dos sentidos, são levadas ao Espírito pelos mecanismos perispirituais.
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