Diálogo com as Sombras

Diálogo com as Sombras

By Moisés SantosEducationCourses
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Diálogo com as Sombras episodes

  • Os processos de fuga - 2a parte

    Um deles confessou-­me que conhecia bem o seu  passado. Ocupara, em cada vida, a posição que lhe convinha aos propósitos pessoais. Amava a glória e o poder, acima de tudo. Responsabilidades, claro que tinha muitas. E daí? Outros dizem que não se importam com o resgate. O que importa é o que fazem no momento, Isso lhes agrada. É isso que desejam fazer; seja a vingança, seja a disputa de maiores fatias de poder, sejam as campanhas mais amplas, em que emprestam sua colaboração à organização a que pertencem, e que, por sua vez, também os protege.

    A imaginação de cada um cria seu próprio mecanismo de fuga.

    26 min
  • Processos de fuga

    A contínua observação desses métodos, ao longo dos anos, vai desenhando para nós um perfil mais nítido dos segredos e mistérios do transviamento moral. As atitudes agrupam­-se e, em cada uma delas, repetem­-se os gestos, as palavras, os impulsos, as motivações. No entanto, guardam todas, e cada uma delas, a sua individualidade e as suas surpresas. Não sei como explicar esse jogo, entre o inédito e o esperado. Parece que as posições são basicamente as mesmas, mas, dentro delas, cada um toma o caminho que lhe impõem os seus fantasmas interiores. Em suma: há certas constantes que se repetem, que se cristalizam, que constituem modelos, padrões, ou o que seja, dentro dos quais a individualidade de cada um se preserva, mantendo  certa autonomia. É como se, num conceito amplo de determinismo difuso, eles agissem dentro de um amplo raio de livre escolha.

    26 min
  • Vaidade e orgulho

    Muito ligado ao problema do poder está o da vaidade, e também o do orgulho. Vimos como se entrelaçam, no caso da rainha indiana. A vaidade se apresenta sob muitos aspectos e é claro que nem sempre está associada ao exercício do poder. Às vezes, limita­-se aos cuidados com a aparência “física”, as vestimentas, ou à inteligência.

    27 min
  • O Poder

    Muitos dramas, cujos vagalhões vêm rebentar em nossas mesas de trabalho mediúnico, têm o seu núcleo principal na terrível paixão pelo poder.

    Um Espírito disse-­me certa vez em que dialogávamos: — Sempre fui grande! Em termos humanos, sim, fora grande, desde remotíssimos tempos, desde o antigo Egito até à Europa moderna. Mas, o que é realmente a grandeza?  “O maior dentre vós seja vosso servidor” — disse o Cristo, segundo Mateus, 23:11, “poiso que se exalta será humilhado e o que se humilha será exaltado.” Em Lucas (22:24­27) o texto é ainda mais explícito: “Entre eles, houve também uma discussão sobre quem parecia ser o maior. Ele lhes disse: Os reis das nações governam como senhores absolutos e os que exercem autoridade sobre elas se fazem chamar benfeitores; mas não assim, entre vós, senão que o maior entre vós seja como o menor, e o que manda, igual ao que serve. Porque quem é o maior, o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Pois eu estou entre vós como aquele que serve!”

    26 min
  • O Problema - 3a parte

    A situação é consideravelmente mais difícil quando o doutrinador defronta-­se com seu próprio obsessor. Neste caso, a tarefa assume implicações de natureza muito pessoal, para as quais o doutrinador tem que estar preparado. Mais adiante, estudaremos um caso destes. Neste ponto, basta extrair da situação um ensinamento extremamente precioso e que nunca deve ser esquecido: o de que o arrependimento e o remorso também devem ser construtivos. Isto vale, tanto para o que persegue, quanto para o perseguido

    26 min
  • O Problema - 2a parte

    Certa noite, ela veio apenas para despedir­-se. O drama e a dor estavam encerrados. Agora, era a retomada da trilha evolutiva, a perspectiva de novas experiências redentoras: a querida irmãzinha preparava­-se para reencarnar-­se, perfeitamente reconciliada com a vida e com o amor. Foi-­nos permitido identificá-­la na nova encarnação que se iniciava sob tão belos auspícios e tão gratas alegrias para todos aqueles que a amavam. Renasceu. Uma bela criança, em lar feliz e equilibrado. Logo aos primeiros meses de sua nova existência, tive oportunidade de vê-­la.

    26 min
  • O Problema

    O ser humano, encarnado ou  desencarnado, vive no clima da emoção, pressionado ou sustentado por ela, levado por ela às furnas mais profundas da dor e da revolta, ou  alçado aos píncaros da felicidade e da paz. Ela nos afeta, mesmo quando, ocasionalmente, parece não existir em nós. É oportuno lembrar que emoção, etimologicamente, quer dizer ato de deslocar, ou seja, mover. Arrastado pela emoção, o Espírito se desloca, num sentido ou noutro, caminhando para as

    trevas de sofrimentos inenarráveis ou subindo para os planos superiores da realização pessoal, segundo ele se deixe dominar pelo ódio ou se entregue ao amor. Esse deslocamento o conduz a extremos de paixão, que o esmaga, ou a culminâncias de devotamento, que o santifica, e, muitas vezes, em estágios ainda inferiores da evolução, confunde-­se em nós a realidade ódio/amor, e nos confundimos nela e com ela, porque é comum tocarem-­se os extremos.

    26 min
  • Mulheres - 3a parte

    Poucas semanas depois deste caso, tivemos outra manifestação de Espírito feminino. Também é das que se dizem atraentes e sedutoras, estando, obviamente, empenhada em fascinar criaturas encarnadas e desencarnadas, a serviço dos seus mandantes. Vai logo dizendo, muito sorridente, que não venha com as minhas conversas macias. Ainda se fossem outras conversas... diz, maliciosamente. Declara­-se muito sutil e por isso é destacada para missões delicadas. Teria descoberto que o pobre doutrinador é muito amado e teve o desejo de conhecê-­lo pessoalmente; no entanto, mal pode esconder seu desapontamento. Presa aos seus condicionamentos, esperava, por certo, que eu fosse jovem e belo, e não um desenxabido senhor de cabeça a branquear.

    26 min
  • Mulheres - 2a parte

    Retomando, porém, nossas perguntas iniciais, poderemos responder que, infelizmente, Espíritos que passaram por experiências no sexo feminino também odeiam, perseguem, obsidiam. Alguns são mesmo particularmente agressivos, rancorosos e violentos. É que; levando para o Além as suas frustrações, seus desvios, suas ânsias, recaem, fatalmente, em faixas desarmonizadas, onde se consorciam com outros seres igualmente desarvorados, para darem prosseguimento ao exercício das paixões incontroladas. Nesse estado, continuam mulheres, sentindo e agindo como  tais. Exercem seus poderes de sedução sobre outros seres, ganham “vestimentas” “jóias”, “sapatos” e "perfumes”, a troco de favores. Prestam serviços tenebrosos junto a companheiros encarnados, mancomunados aos seus comparsas das sombras, que lhes asseguram uma “boa vida” de prazeres e proteção contra a dor que as espera fatalmente, para o reencontro, um dia, lá na frente.

    26 min
  • Mulheres

    O trabalho mediúnico oferece insuspeitadas condições de aprendizado. Cada sessão traz as suas surpresas; cada manifestação suas lições e ensinamentos. A contínua observação desse vaivém de companheiros desencarnados, o desfile trágico de problemas, angústias, dores e ódios, a força irresistível do amor, as maravilhas da prece, o poder do passe, constituem experiência inesquecível para aqueles que, ao longo dos anos, entregam­-se a essas tarefas redentoras. Uma pergunta poderá ser colocada agora. Que papel representam as mulheres, nesses dramas que se desenrolam entre os dois mundos? Há mulheres obsessoras? Há mulheres que se vingam, que perseguem, que odeiam? Sim, mas em número bem mais reduzido que os homens.

    27 min

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