Diálogos na USP - USP

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Diálogos na USP - USP episodes

  • Desafios #1 - Fernando Botelho e as incertezas da economia no pós-pandemia
    A partir de agora, o programa Desafios ganha versão ao vivo, pelo Canal USP, e também em podcast, pelo feed do Diálogos na USP.
    Neste episódio, o jornalista Luiz Roberto Serrano entrevista o professor Fernando Botelho, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, para tratar das incertezas da economia no pós-pandemia.
    O governo federal prevê que o PIB de 2020 terá uma queda de 4,7% em relação ao ano passado. Mas as previsões de instituições privadas apontam que será maior do que isso. Não se sabe quando a pandemia possibilitará que a economia volte a rodar. Mesmo quando isso acontecer, levará um certo tempo para voltar ao normal.
    Para assistir aos episódios anteriores do Desafios, acesse o Canal USP.
    30 min
  • Diálogos na USP #19 - Aproximar-se da população é um dos desafios do teatro no Brasil
    O teatro no Brasil, assim como a cultura em geral, tem sofrido diversos ataques e tentativas de esvaziamento. Para muitos críticos, o teatro está muito afastado da população brasileira, seja pelo preço do ingresso, localidade das salas ou por já existirem outras formas de entretenimento. Os dados comprovam o distanciamento da população com relação ao teatro: segundo o IBGE, apenas 23,4% dos municípios brasileiros possuem teatros ou salas de espetáculo e os pontos de acesso que existem atingiram a marca de 3.422 espaços, muito pouco para um país com uma extensão territorial como o nosso. 
    Para contextualizar o Dia Mundial do Teatro, que ocorre no próximo dia 27, e discutir a situação atual do teatro no Brasil, o Diálogos na USP  recebeu os professores Luiz Fernando Ramos —  do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, e crítico do jornal Folha de S. Paulo de 2008 a 2013, —, e Ferdinando Martins, pesquisador e orientador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, ex-diretor do Teatro da USP (Tusp) e atualmente fazendo parte do júri do Prêmio Shell de Teatro.
    Principal ferramenta de fomento à cultura do Brasil, a Lei de Incentivo à Cultura —  conhecida como Lei Rouanet — entrou no debate pelos constantes ataques. Para o professor Martins, a lei é um “mal necessário”, visto que o teatro tem enfrentado dificuldades de se manter: “O modelo em que artistas pedem financiamento ao banco e ao longo da temporada a bilheteria ia saudando as dívidas, esse modelo não existe mais e não existe em vários lugares do mundo”. Parte dessa dificuldade também é decorrente da crise de público que o teatro possui, como explica o professor Luiz Fernando: “O que podemos fazer para combater essa crise são muitas possibilidades, acho que várias devem ser tentadas simultaneamente, não só para a formação de público, mas também o próprio uso da televisão como meio de aproximar as pessoas do teatro.”
    O Brasil também apresenta um avanço no teatro comercial —  também reverenciado como “teatrão” — , como, por exemplo, os musicais importados da Broadway. Esse avanço é visto através da confiança e liberdade para que haja modificações nas montagens brasileiras, como exemplifica o professor Martins: “Quando Cats veio para São Paulo, tivemos que copiar exatamente o formato da Broadway, até mesmo nas medidas dos cenários. Já na montagem de Lazarus, com músicas compostas por David Bowie e com direção de Felipe Reaver no Brasil, a autonomia foi muito maior de recriar cenários e inclusive recriar arranjos originais que eram do David Bowie, e esse é um reconhecimento da qualidade do trabalho feito aqui no Brasil”. 
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    Diálogos na USP
    Diálogos na USP vai ao ar às sextas-feiras, às 11h00. Você pode sintonizar a Rádio USP São Paulo 94,7 e Ribeirão Preto 107.9. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.
    49 min
  • Diálogos na USP #18 – Economia globalizada não resiste à pandemia de coronavírus
    O coronavírus, causador da doença Covid-19, alcançou o patamar de pandemia, de acordo com o pronunciamento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Originada na China, a doença já chegou ao Brasil, com novos casos confirmados nos últimos dias. O governo da Itália, território mais afetado pela doença depois da China, colocou o país inteiro em quarentena para evitar maior propagação da doença. A ação do coronavírus, entretanto, vai muito além de uma questão de saúde pública, impactando diretamente na economia global. 
    Para conversar sobre o impacto do coronavírus no cenário internacional, O Diálogos na USP recebeu o professor João Paulo Cândia Veiga — professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e do Instituto de Relações Internacionais, também da Universidade de São Paulo –, e Maria Antonieta Del Tedesco Lins, professora do Instituto de Relações Internacionais da USP e Presidente da Comissão de Cooperação Internacional do Instituto de Relações Internacionais.
    Como principal parceiro comercial do Brasil e com as atividades industriais ainda em processo de retomada, a China exerce grande influência na economia brasileira, como comenta o professor Veiga: “A China é um mercado de destino da soja, do minério de ferro e do complexo carnes, então a queda da atividade chinesa vai impactar o comércio exterior brasileiro. Vai ter uma contração no mercado de créditos das empresas e o consumidor brasileiro certamente vai perder um pouco de confiança, com queda da demanda e menos investimentos estrangeiros diretos.”
    Na quinta-feira, dia 12 de março, a bolsa de valores brasileira, a B3, fechou com queda de 12%, acionando o circuit breaker por duas vezes, o que não acontece desde a crise de 2008. Ao comparar a crise atual com a crise de 2008, a professora compartilha: “Tem uma característica muito importante que é o fato de que, dessa vez, a crise começa do setor produtivo, e não do setor financeiro, e isso vai ter desdobramentos distintos e, portanto, isso é bom. O setor financeiro começando a crise, os efeitos podem ser muito mais nefastos sobre a economia mundial.” 
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    Diálogos na USP
    Diálogos na USP vai ao ar às sextas-feiras, às 11h00. Você pode sintonizar a Rádio USP São Paulo 94,7 e Ribeirão Preto 107.9. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.
    54 min
  • Diálogos na USP #17 - Reação conservadora ainda é desafio para conquistas das mulheres
    O dia 8 de março é internacionalmente dedicado às mulheres. Ao longo dos séculos, foram várias as conquistas femininas, principalmente no Ocidente, como a entrada e afirmação da mulher no mercado de trabalho e o direito ao voto. No entanto, a sociedade ainda perpetua o machismo estrutural, do qual, diariamente, as mulheres são vítimas.
    Para conversar sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea, O Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg, recebeu as professoras Bárbara Heller — docente do programa de pós-graduação de Comunicação da Universidade Paulista (Unip) e membro do Observatório em Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom) da Escola de Comunicações e Artes da USP –, e Heloísa Buarque de Almeida, professora do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e membro da Rede Não Cala — rede de professoras pelo fim da violência sexual e de gênero na Universidade.
    Bárbara Heller fala sobre como, atualmente, as mulheres estão mais vulneráveis do que há dez anos, por conta de um desequilíbrio entre algumas conquistas e a fúria de setores conservadores da sociedade para com as mulheres. Heloísa Buarque de Almeida diz que houve “várias políticas e avanços, como a lei Maria da Penha, delegacias de Defesa da Mulher e Lei do Feminicídio, mas, conforme as mulheres ganharam alguns direitos, foi havendo uma reação conservadora tanto local quanto internacional”.
    Para Heloísa, os ataques à ideologia de gênero atingem tanto os direitos das mulheres – seja de se casarem, separarem ou de não quererem filhos –, quanto os da população homossexual e o direito ao casamento igualitário. Segundo Bárbara, a estereotipação da figura feminina é ainda um desafio na sociedade, e a mídia hegemônica tem papel fundamental na perpetuação dessa estigmatização das mulheres: “Fico pensando no esporte, como, por exemplo, o quanto se fala da mulher esportista, não só porque jogou bem, mas do corpo ou se ela é bonita”. 
    Os movimentos feministas possuem vários segmentos, que podem divergir na defesa de suas pautas. O feminismo atinge as mais diversas camadas sociais, mesmo que, a princípio, tenha surgido com demandas de uma classe média branca, como diz Heloísa: “Inicialmente, a tendência se dava pela demanda por emprego, o que era diferente para as mulheres de classe popular, já que para elas o emprego não era opção, e sim sobrevivência”, e complementa: “As mulheres negras de classe baixa no Brasil eram escravas, e o trabalho como empregada doméstica sendo o mais comum para mulher no País, demonstra que não era escolha e sim uma condição de vida”.
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    Diálogos na USP
    Diálogos na USP vai ao ar às sextas-feiras, às 11h00. Você pode sintonizar a Rádio USP São Paulo 94,7 e Ribeirão Preto 107.9. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.
    54 min
  • Diálogos na USP #16 – Desequilíbrio de conquistas aumenta desafios da mulher moderna
    Dados do Ministério da Saúde mostram que, a cada quatro mulheres, uma é vítima de violência. No último ano, foram registrados mais de 145 mil casos, envolvendo a violência física, sexual e psicológica. Com o passar dos anos, foram sendo criadas medidas protetivas para as mulheres, como a Lei Maria da Penha em 2006 e a Lei do Feminicídio em 2015; todavia, ainda não são suficientes para acabar com o problema
    56 min
  • Diálogos na USP #16 - Desequilíbrio de conquistas aumenta desafios da mulher moderna
    Dados do Ministério da Saúde mostram que, a cada quatro mulheres, uma é vítima de violência. No último ano, foram registrados mais de 145 mil casos, envolvendo a violência física, sexual e psicológica. Com o passar dos anos, foram sendo criadas medidas protetivas para as mulheres, como a Lei Maria da Penha em 2006 e a Lei do Feminicídio em 2015; todavia, ainda não são suficientes para acabar com o problema.
    Para falar sobre o tema, o Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg,  recebeu Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora de Sociologia e diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, além de coordenadora do escritório USP Mulheres, e a pesquisadora Giane Silvestre, do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e mestre em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
    Procurando explicar os motivos para o aumento da violência contra a mulher, a professora Maria Arminda explica que há múltiplas razões. Uma delas pode estar relacionada com a segurança que as mulheres têm sentido para denunciar, o que intensifica o número de registros e pode explicar essa alta na violência. Por outro lado, tal motivo não deve ser considerado o único. Há uma grande transformação nas relações entre mulheres e homens que tende a acirrar a violência, o que se relaciona com as questões de gênero
    56 min

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