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Preservar e desenvolver não são ideias opostas. Pelo contrário, caminham juntas quando o planejamento é feito com responsabilidade e justiça. Neste episódio do Diálogos para o Desenvolvimento e a Infraestrutura que Queremos, o jornalista Cláudio de Oliveira conversa com Gabriela Monteiro Avelino, subsecretária de Fomento e Planejamento do Ministério dos Transportes e integrante da equipe responsável pela formulação do Plano Nacional de Logística 2050. Gabriela discute os avanços na incorporação de critérios socioambientais ao planejamento da infraestrutura de transportes, a importância de olhar para além das emissões de carbono, considerando os impactos em territórios indígenas, biodiversidade e modos de vida, e os desafios para que esse plano se torne uma política de Estado. Um episódio que mostra como é possível pensar obras públicas que respeitem o meio ambiente e fortaleçam os direitos das populações afetadas.
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A construção de portos privados e intervenções para o escoamento de commodities têm transformado profundamente os rios da Amazônia. Mas quem está decidindo o futuro dessas águas? Neste episódio do Diálogos para o Desenvolvimento e a Infraestrutura que Queremos, o jornalista Cláudio de Oliveira conversa com Alessandra Munduruku, liderança indígena do povo Munduruku e referência internacional na defesa dos territórios tradicionais. A partir da realidade vivida na bacia do Tapajós, Alessandra denuncia o avanço desordenado da infraestrutura portuária, que dobrou em número nos últimos 10 anos, e seus efeitos sobre a vida das comunidades indígenas e ribeirinhas. Ela relata o desrespeito à Convenção 169 da OIT, a ausência de processos de consulta e os impactos ambientais e sociais provocados pelas obras. O episódio discute ainda como os territórios vêm resistindo, o papel das mulheres nessa luta e o que significaria, de fato, uma infraestrutura construída com diálogo, respeito e justiça.
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A socioeconomia tem sido apontada como um caminho para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, mas o que ela significa na prática? Neste episódio do Diálogos para o Desenvolvimento e a Infraestrutura que Queremos, o jornalista Cláudio de Oliveira conversa com Ana Cristina Barros, ecóloga, ex-secretária nacional de Biodiversidade e Florestas e consultora com atuação em políticas socioambientais. A partir de sua experiência em estudos e projetos no Pará, Acre e Amazonas, Ana traz exemplos concretos de cadeias produtivas já consolidadas na região, como a castanha, o açaí, o cacau nativo e o óleo de andiroba, e discute os desafios para que essas experiências deixem de ser exceção. O episódio debate ainda o papel da infraestrutura de transportes no fortalecimento (ou enfraquecimento) da bioeconomia, os entraves políticos e estruturais para sua valorização, e o que falta para que esse modelo ocupe o centro do planejamento nacional.
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Como integrar a riqueza da floresta amazônica ao planejamento de infraestrutura no Brasil? Neste episódio do Diálogos para o Desenvolvimento e a Infraestrutura que Queremos, o jornalista Cláudio de Oliveira conversa com Carina Pimenta, secretária nacional de Bioeconomia, sobre o papel da sociobiodiversidade e da sociobioeconomia no desenvolvimento sustentável da Amazônia. A convidada explica os conceitos, comenta os desafios de se romper com o modelo agroexportador dominante e aponta os caminhos para valorizar cadeias produtivas que respeitam os modos de vida dos povos da floresta. Também discute iniciativas em curso na Secretaria de Bioeconomia e os esforços para garantir que as políticas públicas e as obras de infraestrutura contribuam para fortalecer a economia da floresta em pé, e não para destruí-la.
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Florestas em pé, rios saudáveis e modos de vida tradicionais também são formas de infraestrutura. Neste episódio do Diálogos para o Desenvolvimento e a Infraestrutura que Queremos, o jornalista Cláudio de Oliveira conversa com Maura Arapiuns, liderança indígena do Baixo Tapajós, sobre como a agroecologia representa um caminho real de desenvolvimento para a Amazônia. A partir das experiências de seu território, Maura compartilha os impactos da estiagem histórica de 2024, os desafios enfrentados pela produção de alimentos, e a urgência de pensar políticas públicas e obras de infraestrutura que fortaleçam o cultivo sustentável e a segurança alimentar nas comunidades locais. O episódio propõe um novo olhar: reconhecer a natureza como infraestrutura viva e valorizar a agroecologia como parte fundamental de um modelo de desenvolvimento justo, ambientalmente equilibrado e liderado pelos próprios povos da floresta.
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Como transformar a forma de pensar infraestrutura na Amazônia? Neste episódio do podcast Diálogos, o jornalista Cláudio de Oliveira conversa com o professor e pesquisador Ricardo Abramovay, do Instituto de Energia e Meio Ambiente da USP. A partir da proposta apresentada em seu livro Infraestrutura para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, Abramovay defende que a floresta e seus sistemas naturais devem ser compreendidos como uma infraestrutura viva, essencial para o equilíbrio climático e a vida no planeta. O episódio discute os limites do modelo atual, baseado em megaprojetos voltados à exportação de commodities, e propõe alternativas que valorizem os saberes tradicionais, respeitem os territórios e integrem justiça social, desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
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Transparência e participação social são elementos indispensáveis para um planejamento de infraestrutura que respeite os direitos dos territórios e promova justiça social. Neste episódio, o jornalista Cláudio de Oliveira conversa com Adriana Portugal, engenheira civil e presidente do Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas (Ibraop), sobre o 6º Plano de Ação Nacional em Governo Aberto, com foco no Compromisso 1, que trata da infraestrutura. A convidada explica como esse plano pode fortalecer a democracia e melhorar a execução de grandes projetos por meio de plataformas abertas, consultas públicas e espaços permanentes de diálogo com a sociedade. O episódio também apresenta recomendações do Ibraop, como o aprimoramento da plataforma Obras.Gov, a capacitação de agentes públicos e a necessidade de ampliar a transparência nos investimentos do Novo PAC. Uma conversa fundamental para quem quer entender como transformar a forma de planejar e executar obras públicas no Brasil. Ouça agora!
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Em 2025, o Brasil define os rumos da infraestrutura de transportes até 2050 com o Plano Nacional de Logística (PNL 2050). O plano visa identificar as necessidades e oportunidades para o sistema de transporte nacional, apontando os possíveis cenários para o seu desenvolvimento.
Neste episódio, Cláudio Oliveira conversa com André Ferreira, diretor-executivo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), sobre os avanços que o PNL 2050 pode trazer e a importância da participação social nesse planejamento. Como podemos garantir que o PNL priorize as necessidades reais da população e leve em consideração os critérios socioambientais? Ouça agora!
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Você já ouviu falar na CLPI? A Consulta Livre, Prévia e Informada é um direito essencial para povos indígenas e comunidades tradicionais, garantindo que sejam ouvidos antes da aprovação e implementação de projetos que possam impactar seus territórios, culturas e modos de vida. Neste episódio, Cláudio Oliveira conversa com John Razen, advogado do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (ISA), para entender a base legal da CLPI, sua importância para o planejamento de infraestrutura de transportes de cargas e os desafios para sua implementação no Brasil. Participe dessa conversa fundamental para um desenvolvimento mais justo e transparente!
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O que significa desenvolvimento? Muitas obras de infraestrutura são anunciadas como motores do desenvolvimento, mas será que os benefícios chegam às populações locais? Neste episódio, Cláudio Oliveira conversa com Johnson Portela, militante do Movimento Tapajós Vivo e pesquisador na UFOPA, para discutir como o conceito de desenvolvimento é moldado por discursos políticos e ideológicos. A usina de Belo Monte foi um avanço para a Amazônia ou apenas serviu outras regiões do Brasil? Como a preservação ambiental e cultural pode ser vista como aliada – e não obstáculo – ao verdadeiro desenvolvimento? Aperte o play e venha refletir conosco!
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