DrauzioCast

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DrauzioCast episodes

  • DrauzioCast #017 | Lavai as mãos
    Lavar as mãos é uma medida simples, ensinada desde cedo, mas que vai perdendo espaço com o tempo. Ainda assim, é uma das atitudes que mais contribui para a saúde pública.
     
    De todas as recomendações maternas, a de lavar as mãos talvez seja a mais desobedecida. Parece pirraça. É só entrar numa lanchonete da cidade, botequim de bairro ou restaurante caro e contar quantos lavam as mãos antes de atacar um hambúrguer, a batata frita, o pãozinho com manteiga. Se todos lavassem as mãos com água e sabão — qualquer sabão —, antes de manipular os alimentos, muitas doenças seriam evitadas. É o caso das gripes e resfriados.
    A pessoa chega na festa e avisa: “não me beijem, que estou gripada”, e sai apertando a mão de todos os convidados. Seria muito melhor que desse o rosto a beijar; na face, o vírus não está. Em compensação, as mãos estão repletas dele. Quem fica gripado assoa e coça o nariz o tempo todo. Como consequência, os incautos que apertaram a mão infestada, ao coçar o próprio nariz ou os olhos, semearão as partículas virais diretamente nas mucosas.
    Veja também: Como lavar as mãos corretamente
    É possível que sejamos tão remitentes em lavar as mãos porque vírus, fungos e bactérias são seres minúsculos. No fundo, acho que não acreditamos na existência deles. Mas fica um pouco chato. É chato manter essa descrença há mais de 300 anos depois da descoberta do microscópio. Uma medida tão simples — como a lavagem das mãos — tem grande importância à saúde pública.
    Por exemplo, se fosse possível convencer todos os que trabalham nos hospitais, principalmente médicos e enfermeiras, de que antes e depois de pegar numa pessoa doente as mãos precisam ser lavadas, haveria uma grande diminuição no número de infecções hospitalares. Se conseguíssemos ensinar as mães a tomarem o mesmo cuidado antes de tocarem em qualquer coisa que vá à boca do bebê, haveria redução importante na mortalidade por diarréia infantil no país.
    2 min
  • DrauzioCast #016 | Nossa insignificância
    Avanços na genética mostraram que o genoma humano e dos ratos na verdade é muito semelhante. 
     
    Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes — o mesmo número que os camundongos que caçamos nas ratoeiras.  A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano. Imaginávamos que tivéssemos pelo menos 100 mil genes.
    A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 99% de nossos genes são idênticos aos do chipanzés; mas os chimpanzés são, por assim dizer, seres mais humanos: formam comunidades com cultura própria; utilizam instrumentos rudimentares. Mas, admitir que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, é uma humilhação inaceitável.
    Veja também: Entrevista completa sobre a história da Genética
    A visão antropocêntrica, segunda a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendimento das leis da natureza. No ranking revolucionário não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta, e não só ainda estão aí, como representam mais da metade da biomassa terrestre. Quer dizer, se somarmos os pesos de todas as bactérias, obteremos mais da metade da massa de todos os demais  seres vivos somados — incluindo nós, as árvores e os elefantes.
    O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há cinco milhões de anos — um segundo evolucionário comparado aos quatro bilhões de anos de existência das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela, e se um dia formos extintos nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinou Charles Darwin.
    3 min
  • DrauzioCast #015 | Voz
    Convivência influencia a forma como a voz se desenvolve. Ouça neste DrauzioCast.
     
    Como as impressões digitais, a voz é uma característica individual que não se repete idêntica em nenhuma outra pessoa. Há vozes parecidas, mas absolutamente iguais, nunca. Nossa voz é nossa marca e pode revelar a personalidade e o estado de espírito de quem fala.
    A voz se modifica durante a vida e certos distúrbios vocais podem ser corrigidos. Do ponto de vista físico, o processo de produção da voz é igual para todos: respiramos, o ar vai para os pulmões e na volta encontra as cordas vocais, que vibram com sua passagem e produzem um som; ao percorrer as cavidades de ressonância (que são diferentes de um indivíduo para o outro) este som adquire características peculiares da voz de cada um.
    Veja também: Leia uma entrevista completa sobre cuidados com a voz
    Outras áreas do corpo — faringe, boca, língua, dentes e o nariz — estão envolvidas no processo de emissão da voz. Elas ajudam a produzir todos os fonemas vocálicos, com os quais formamos sílabas, palavras, frases, textos para comunicar o que pensamos e sentimos.
    O tipo de educação e a convivência com outras pessoas também ajudam a moldar a voz, por isso é comum encontrar vozes parecidas dentro da mesma família. Neste caso, estão associados fatores genéticos e ambientais. Existem casos de pessoas não consanguíneas que têm vozes parecidas. É frequente o fenômeno ocorrer com pais e filhos adotivos, ou mesmo com amigos, porque a voz também vai sendo moldada com a convivência.
    Esse processo que ajuda a moldar nosso comportamento, nossos gestos e nossa voz aos do interlocutor, sempre que houver empatia entre duas pessoas, chama-se convergência.
    2 min
  • DrauzioCast #014 | Anorexia
    Preocupação exagerada com o peso leva a comportamentos nocivos que podem ser fatais. Dr. Drauzio comenta neste podcast sobre anorexia.
     
    Anorexia nervosaé um distúrbio alimentar resultado da preocupação exagerada com o peso — o peso do corpo — que pode provocar problemas psiquiátricos graves. A pessoa se olha no espelho e, embora esteja magra, ela se vê obesa. E com medo de engordar mais, exagera na atividade física, faz jejum, vomita, toma laxantes e diuréticos.
    Os portadores de anorexia podem chegar rapidamente a um grau extremo de desnutrição; nessa fase, o índice de mortalidade chega a atingir 15% a 20% dos casos. A anorexia nervosa se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora possa acometer também os homens — mas a ordem [é] de 10 mulheres com anorexia para cada homem.
    Veja também: Ouça o Entrementes sobre anorexia
    Há uma predisposição genética, mas na verdade, o que acaba levando a essa magreza absoluta é a moda atual, que elegeu a magreza como símbolo de beleza e elegância; também a pressão do grupo social em cima das meninas [como por exemplo]: “ah, você está gordinha, precisa emagrecer… precisa emagrecer”. Isso acaba alterando e provocando, às vezes, modificações nos mediadores químicos liberados no cérebro, chamados neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina.
    Muitas vezes os familiares só percebem o que está acontecendo por acaso, quando surpreendem as meninas com pouca roupa e veem que o corpo está esquelético, pele e osso. Elas, em geral, disfarçam o emagrecimento usando roupas largas e soltas, e justificam a recusa em participar das refeições em casa dizendo que já comeram ou [que] não estão com fome.
    Perda de peso exagerada em pouco tempo, preocupação excessiva com o valor calórico dos alimentos, interrupção do ciclo menstrual, prática de atividade física exagerada, depressão, síndrome do pânico, pele seca e coberta de pelos que mais parecem penugens são outros sintomas da anorexia nervosa. No caso de risco de vida por causa da caquexia, do emagrecimento excessivo, dos distúrbios psiquiátricos, pode haver internação hospitalar.
    3 min
  • DrauzioCast #013 | Bursite
    Inchaço e dor forte são os principais sintomas. Conheça medidas de tratamento neste podcast sobre bursite.
     
    Bursite é a inflamação da bolsa sinovial. A bolsa sinovial é uma estrutura que envolve as articulações — ela é cheia de líquido — e funciona como um amortecedor entre os ossos, tendões e os tecidos musculares.   A bursite acomete principalmente os ombros, os cotovelos, os quadris e os joelhos.
    Os sintomas mais comuns são dor, inchaço e restrição de movimentos. Entre as causas possíveis estão os traumatismos (em primeiro lugar), as infecções, as chamadas lesões por esforço repetitivo — ou LERs, aquelas [em] que vai repetindo o esforço, vai repetindo até traumatizar a bolsa sinovial — e o uso excessivo das articulações. Enfermidades como artrite e gota podem estar associadas às crises de bursite — a artrite, por causa da inflamação que provoca nas articulações; e a gota, como consequência do depósito dos cristais de ácido úrico que se acumulam na articulação.
    O tratamento das bursites deve ser feito sob orientação médica e inclui o uso de anti-inflamatórios, relaxantes musculares, aplicação de gelo — o gelo é sempre um ótimo anti-inflamatório — e redução dos movimentos na área afetada. A fisioterapia pode ajudar bastante, desde que os exercícios sejam orientados por profissionais especializados. Casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica.
    Fica aqui uma recomendação importante: não se automedique. Medicamentos como os analgésicos e anti-inflamatórios podem ter efeitos colaterais adversos, se tomados sem controle médico.
    2 min

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Este é o podcast do dr. Drauzio Varella, com áudios sobre diversos assuntos em Saúde, de aids à importância de lavar as mãos, além de comentários sobre grandes assuntos em pauta.