Nesta segunda-feira (31) o Banco Central informou que as contas do setor público consolidado, que engloba o governo federal, os estados, municípios e empresas estatais, registraram que após três recordes mensais consecutivos, o déficit primário do setor público consolidado reduziu-se de R$188,7 bilhões, em junho, para R$81,1 bilhões, em julho.
De acordo com a série histórica do BC, que tem início em dezembro de 2001, esse também foi o pior resultado para o mês. Ou seja, foi o pior mês de julho em 19 anos. No mesmo mês de 2019, o déficit fiscal foi de R$ 2,763 bilhões.
No acumulado em 12 meses até julho, o déficit primário do Setor Público Consolidado alcançou R$537,1 bilhões (7,48% do PIB), alta de 1,11 p.p. em relação ao mês anterior. Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu em julho 60,2% do PIB, elevação de 2,2 p.p. no mês.
O governo federal enviou ao Congresso Nacional o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021, com a previsão de receitas e despesas da União para o próximo ano. A proposta, que reparte os recursos da União entre os ministérios, deve ser analisada pelos congressistas até o fim do ano para que a lei seja aplicada no ano que vem.
O orçamento apresentado aponta para um déficit de 11% do PIB em 2020, e 3% em 2021. PIB projetado para 2021 é de 3,2% de crescimento e queda em 2020 de 4,7%.
Estas informações impactam na definição da apresentação do Renda Brasil, agendado para amanhã.