No mês de maio, a variação havia sido positiva de 0,9%. Comparado com junho de 2023, o comércio varejista teve um crescimento de 4%. No acumulado do ano, já chega a 5,2% e no acumulado dos últimos 12 meses, em 3,6%.
Já o comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças; material de construção; e, atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas teve uma variação positiva de 0,4%. Na comparação com 2023, teve crescimento de 4,3%. No acumulado do ano, de 2% e, em 12 meses, 3,5%.
4 das 8 atividades tiveram recuo na comparação com o mês de maio. Houve mais ou menos um equilíbrio entre taxas positivas e negativas, onde hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, tiveram queda de 2,1%; outros artigos de uso pessoal e doméstico de 1,8%; tecidos, vestuário e calçados de 0,9%; e, livros, jornais, revistas e papelaria de 0,3%.
No campo positivo, combustíveis e lubrificantes tiveram crescimento de 0,6%; equipamentos e material para escritório, informática e comunicação ,1,2%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria, com 1,8%; e móveis e eletrodomésticos com 2,6% no período.
No comércio varejo ampliado, a atividade de veículos e motos, partes e peças cresceu 3,9% em relação a maio, enquanto o setor de material de construção teve uma alta de 4,8%. Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo teve uma queda de 6,0%.
Ao observar o desempenho regional, das 27 unidades federativas, apenas 7 apresentaram crescimento. Paraíba liderou o crescimento, com 2,4%, seguido por Rio Grande do Sul com 1,8% e Rondônia e Mato Grosso do Sul empatados em terceiro com 1%. Na outra ponta, Amapá teve uma queda de 8,7%, enquanto Bahia teve uma queda de 2,8% e Tocantins de 2,7%. Pernambuco teve uma pequena queda de 0,1%.
O varejo vem oscilando bastante com relação às passagens de mês a mês e mostrando que há alguma recuperação no acumulado do ano por conta da melhora no poder de compra e na facilitação do acesso ao crédito, o que ajuda as famílias a consumirem mais. Os preços dos produtos mais baixos e o crédito mais facilitado terminam ajudando essa parte do consumo pelo lado da demanda no desempenho do PIB no segundo trimestre.