A ata mais dura do FOMC, o comitê aberto de política monetária dos EUA, fez com que os investidores voltassem a acreditar que a autoridade monetária americana pode subir juros novamente.
Isso azedou o dia do mercado que vinha tentando fechar em alta nesta última quarta-feira e que encerraria a sequência de quedas que agora já dura 12 pregões. Segundo o valor Data, essa é a maior sequência de quedas desde a criação do índice em 1968 e que se arrasta desde o começo de agosto.
Apesar das ações da Petrobras terem segurado o índice no positivo por boa parte do dia, no final, essas notícias vindas dos Estados Unidos acabaram com a festa mais uma vez e o Ibovespa caiu 0,5% chegando aos 115.591 pontos. O índice acumula agora recuo de 5,21% no mês após ter subido 20% nos quatro meses até o final de julho.
Esse mau humor lá nos Estados Unidos e nas bolsas internacionais terminou contagiando aqui para que isso derrubasse a Bolsa Brasileira também. O Dólar, por sua vez, vem se mantendo pouco abaixo dos R$ 5,00 e tem apresentado um caminho de valorização em relação ao real.
O caminho vai na direção que normalmente acontece, quando a bolsa cai o Dólar sobe ou quando a Bolsa sobe, o Dólar cai, porque investidores internacionais estão investindo no país ou tirando recursos daqui. Então, fechou com a queda de apenas 0,01% a R$ 4,985 na compra.
Há, também, uma expectativa negativa com a desaceleração da China, que pesa muito sobre as exportações de commodities brasileiras e que contribuem para um fluxo de saída de capital do Brasil. Essa desaceleração contribuiu para que as ações de empresas exportadoras se desvalorizassem.