Esse resultado surpreendeu a todos no mercado com um valor bem acima do que se falava, de 1,5%, mediante dados positivos recentes.
Quando analisado por setores, houve uma queda da indústria de 0,1% e o setor de serviços apresentou uma alta de 0,6%. Esse é um resultado também bastante positivo, porque o setor de serviços representa aproximadamente 70% do PIB. Em 2022 foi quem mais puxou o PIB para cima.
A agropecuária vem aumentando a sua participação no PIB e representa 8% do PIB hoje, enquanto a indústria vem perdendo protagonismo e representa um pouco mais de 20%. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias teve uma elevação de 0,2%, o consumo do governo teve alta de 0,3%.
Os investimentos apresentaram uma queda de 3,4%, o que pode trazer um resultado ruim para os próximos trimestres, já que o investimento é importante para o crescimento da economia. As exportações tiveram queda de 0,4% e as importações uma queda ainda maior de 7,1%.
A soja foi a principal responsável pelo crescimento da agropecuária. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a soja apresentou um crescimento de 24,7%. O milho, que também é uma cultura muito importante para a economia brasileira, apresentou um crescimento de 8,8%.
Na comparação com o ano passado, o setor de Serviços, Informação e Comunicação teve um crescimento de 6,8%, seguido por Transporte, Armazenagem e Correio, 5,1%, e Intermediação Financeira e Seguros, 4,6%. Na indústria, o destaque foi o crescimento de 7,7% da indústria extrativa.
Produção e Distribuição de Eletricidade, Gás e Água cresceu 6,4% e Construção Civil, 1,5%. A Indústria de Transformação apresentou uma contribuição negativa, uma queda de 0, 9% em relação ao primeiro trimestre de 2022, mostrando dificuldades desse setor sem a Reforma Tributária.
A expectativa é que aconteça um carrego estatístico desse crescimento para o próximo trimestre, mas a agropecuária, por exemplo, não deve ter um desempenho tão forte no próximo trimestre, até porque em geral no primeiro trimestre o setor apresenta um desempenho mais elevado.
Ao observar dados recentes, de abril, em relação à geração de empregos, há uma preocupação de desaceleração da economia, o que pode preocupar em relação ao crescimento do segundo trimestre. É preciso observar, também, os impactos das medidas fiscais recentes do Governo.