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MAN-MAN transporta o público para o cenário íntimo e ordinário de MAN-MAN, o personagem que habita o palco e o seu corpo da mesma forma: vestindo, despindo e revestindo. É no despir que o personagem fictício encontra uma espécie de libertação, sujeitando-se a camadas de identidade que, depois de reveladas, podem ser constantemente desfeitas. Entre cada strip, o corpo reinventa-se. Às vezes quer muito espremer a oportunidade de viver no seu corpo. Outras vezes quer fugir dele. Um ciclo que sobrevive com a promessa de retorno ao paraíso, o momento de limpeza de identidades, luxúrias e falsos egos.
Mais em instavel.pt/man-man
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
O iCoDaCo é um projeto de larga escala da Europa Criativa, cofinanciado pela União Europeia e coordenado pela ilDance, e do qual a Instável é parceira. Na atual edição, tem como foco o desenvolvimento e implementação de estratégias e metodologias inovadoras para a criação e difusão da dança contemporânea, tendo como meta a criação de uma plataforma digital de partilha, aberta à comunidade de artistas de dança contemporânea de todo o mundo.
O Loom Collective é um projeto de investigação artística colaborativa que surge como uma plataforma de exploração contínua das questões mais prementes da criação contemporânea em dança. Este coletivo visa não só a criação e desenvolvimento de novas linguagens artísticas, mas também uma reflexão profunda sobre a prática artística no contexto global contemporâneo. A abordagem do Loom Collective propõe uma pesquisa prática e crítica que vai além das questões teóricas ou conceptuais, incorporando um processo dinâmico de investigação, experimentação e co-criação.
Mais em instavel.pt/icodaco
Entrevista conduzida por: Carolina Barbosa
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de causa única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
Em A SENSE OF o público é convidado a co-criar um espaço, onde se usa o poder coletivo e o sonho como modos de protesto. Com foco nas problemáticas ambientais, neste espetáculo os papéis de público e performer transformam-se e, através da construção de uma instalação interativa, é possível sonhar com uma comunidade não hierárquica, ecológica e inclusiva. A SENSE OF é um lugar onde se viaja do excesso para o sustentável e se suspira por um futuro diferente.
Mais em instavel.pt/a-sense-of
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
VANISHING é um encontro, uma peça em dois momentos, com dois intérpretes, dois discursos, onde cada uma de nós compõe uma partitura coreográfica para a outra, repetindo padrões, recorrências, organismos. A partir de reflexões sobre a efemeridade da dança e do ato performativo – “dance always vanishes in front of our eyes in order to create a new past” (André Lepecki) – pesquisamos sobre o gesto, presença vs ausência, aparecimento vs desaparecimento, contemplando as várias perda do que foi/já não é.
Mais em instavel.pt/vanishing
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
Rubble King introduz um curto período de atenção, uma criatura investigadora do arquétipo. Uma entidade numa sandbox, um local de informação ilimitada, um circuito excessivamente produtivo à procura de arquétipos com que se alimentar. Esse corpo universal é viral, um circuito não filtrado, interrompido aleatoriamente pela autossatisfação. Vislumbres de estruturas reais de movimento estão presentes como se pairassem nuvens e refletissem pensamentos. Mudança, mudança, mudança, vários estados através da mudança de atenção e esquivando-se da conclusão, um ridículo racional.
Mais em instavel.pt/rubble-king
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
DO TERREIRO AO MUNDO
É a dança que atravessa o tempo.
Os passos desenham laços de fé, luta e ofício.
No bater e no silêncio dos paus ouvimos os ecos atrás dos montes.
O que começa no adro expande-se para além, em corpo e memória, segue caminho, faz-se mudança e força viva.
Está aqui.
— Clara Andermatt
A Nova Criação da Companhia Instável para 2025 responde ao desafio lançado pelo Teatro Municipal de Vila Real, que nos propôs um projeto a partir do universo dos Pauliteiros de Miranda e para o qual convidamos a coreógrafa Clara Andermatt.
Os Pauliteiros de Miranda são uma das principais expressões tradicionais do nordeste transmontano, com elementos guerreiros, religiosos e rituais. Desde abril de 2025, as Danças Rituais dos Pauliteiros nas Festas Tradicionais de Miranda do Douro integram o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
Mais em instavel.pt/do-terreiro-ao-mundo
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
Um “sem depois” em sagração. Uma espécie de elogio póstumo a algo que nunca recebeu o seu devido valor. Em memória do que existiu, a Sagração de quem Era coloca a interação humana com a natureza num prisma de louvor e ficção, num ato de negação, num ensaio acidental de greenwashing. Se o apocalipse fosse o fim, não haveria depois. O próprio termo “pós-apocalíptico” é na sua essência uma contradição. A ideia de que após um desastre climático há um depois é em si um ato negacionista de auto sabotagem, pois a Terra continuará a existir sem nós. E assim percorro o mundo, de forma irreversível, na incapacidade de acompanhar o tempo em que vivo.transforma através do nada.
Mais em instavel.pt/sagracao
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
VOID VOID VOID é uma performance coreográfica e sonora, onde gesto, som e espaço se diluem numa só matéria. Este é um projeto de caráter experimental onde, através de uma atmosfera imersiva e de teor especulativo, se cria um dispositivo coreográfico e sonoro que funciona como um jogo de volumes e contrastes entre o visível e o invisível, entre o silêncio e o ruído, entre o caos e a ordem, entre a realidade e a imaginação. Trabalhando com a abstração e o imaginário mas sem nunca perder o referente ao real, a peça dedica-se a construir uma paisagem assente no vazio, ou melhor, uma paisagem que irrompe e se transforma através do nada.
Mais em instavel.pt/void-void-void
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
Caem Calhaus do Céu é uma dança introspetiva em que se reflete o conceito de individualidade, identidade, e a sua respetiva criação em relação com o tempo. Retiro-me desta pilha de terra e de pedras enormes, desenterro a minha mão, seguido do meu braço, da minha perna, até ser corpo inteiro de fora. Olho-me ao espelho, e procuro a transparência, mas há muita poeira, arranhões, e vestígios de pedrinhas. Estou cheio de estratos, de camadas. Questiono-me sobre a minha pessoa, sobre o que era antes, e sobre o que sou depois. Eis a resposta: partilhada em direto via corpo, via palavra, num espaço seguro onde predomina a partilha, e uma boa chávena de chá.
Mais em instavel.pt/caem-calhaus
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
Pela água, pelo fogo, pelo tempo, pelas mãos. São corpos que moldam e são moldados. Que questionam na sua existência, no seu estado, na relação com os outros- a si próprios. A solidão da eternidade das pedras cravadas na terra. O festim da descoberta. Memórias e sonhos ressoam, na caixa do tempo, onde o passado e o futuro nem sempre se sucede por esta ordem. Pela água, pelo fogo, pelas mãos. O corpo, matéria mutável, da lânguida sedução à catástrofe do caco. Tudo a preto e a vermelho. Como na roleta, os corpos entram no jogo.
Mais em instavel.pt/barro
Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Causa Única", de Willi Dorner para a Companhia Instável
Edição: Raquel Vinhas
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