O único escritor português ganhador do Prêmio Nobel da Literatura, José Saramago, é um dos autores mais homenageados este ano, principalmente em três países: Portugal, Brasil e Espanha, onde ele viveu vários anos, especificamente na ilha de Lanzarote. O motivo das homenagens é o centenário do escritor, nascido em 1922 e morto em 2010, aos 87 anos, ainda em seu exílio voluntário nas Canárias. Em Madri, acaba de ser inaugurada uma exposição fotográfica que mostra o vínculo de Saramago com a América Latina. Em cartaz na Casa de América, a mostra também revela os seus laços com autores como o colombiano Gabriel García Márquez, o uruguaio Mario Benedetti e o argentino Juan Gelman. A coleção faz parte do livro 'Saramago. Sus nombres: un álbum biográfico', que a editora Alfaguara está lançando e que, em Portugal, será lançado pela Porto Editora e, no Brasil, pela Companhia das Letras. Se em 2022 é celebrado o centenário de nascimento de Saramago, em 2020 assinalou-se o 10º aniversário da morte dele, que deixou uma vasta obra literária. A data foi rememorada pela Fundação Saramago em Lisboa, com a leitura do último romance do escritor, que ficou incompleto. Recuperamos a conversa de Sara de Melo Rocha com Sérgio Letria, diretor da Fundação Saramago, sobre a importância do escritor como uma referência para se pensar o presente.