Encontro com as Profecias – Áudios Novo Tempo

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Encontro com as Profecias – Áudios Novo Tempo episodes

  • A profecia para Abraão
    Hoje o nome de Abraão é disputado como sendo o progenitor dos judeus, maometanos e cristãos. Antes de ser Abraão ele se chamava Abrão. Vivia em Ur dos Caldeus, com todos os seus familiares, e provavelmente nasceu em 1.950 antes de Cristo. Ali Abrão casou com Sarai. Mas o texto bíblico diz que Sarai tinha um problema, era estéril, não podia ter filhos (Gênesis 11:30).
    No capítulo 12:1, Deus faz um pedido especial a este homem que tinha qualidades especiais: sair de Ur.  “Sair” para um jovem não é tarefa difícil, pois os jovens gostam de viver aventuras, mas sair para um senhor de 75 anos, já não é tão fácil. Ur era a cidade onde nasceu, cresceu e onde viviam todos os seus familiares. Ur era símbolo de conforto. Mas Abrão devia sair.
    E o que fez Abrão diante do chamado de Deus? Juntou seus pertences e saiu com seu pai, esposa e seu sobrinho Ló. De Ur foram para Harã. Ali morreu seu pai – Gênesis 11:32. Em Harã ficaram por algum tempo, mas o destino era Canaã. Harã ficava na metade do caminho, entre a Mesopotâmia e a terra de Canaã. Alguns familiares de Abraão fixaram residência nessa cidade.
    Abrão saiu confiante na direção divina, e peregrinou por vários lugares tais como: Siquém, Betel, Egito, Neguebe e voltou para Betel. Nesse lugar Abraão e Ló se separaram.
    A promessa de descendentes havia sido feita há muitos anos. Abrão, porém, não tinha filhos. O herdeiro seria o mais antigo de seus empregados. Então Abrão questiona a Deus, em Gênesis 15:2-5: “… SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.”
    Perceba, a promessa é repetida novamente. Mas algum tempo depois a impaciência começou a tomar conta de Abrão e Sarai. Deixaram de lado as promessas de Deus e começaram a dar uma ajudinha para Ele. Gênesis 16:1 e 2, conta o seguinte: “Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos; tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Hagar, disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai.”
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    Na Mesopotâmia era esse o costume quando uma mulher não podia engravidar. A serva lhe dava filhos.  Ismael nasceu e começou o sofrimento, a tristeza e amargura. Hagar se julgava de forma superior a Sarai. A patroa desprezada perseguiu a empregada Hagar, que acabou fugindo. Gênesis 16:4-6.
    Amigo ouvinte, quanta dor, quanto sofrimento, quando nós queremos resolver do nosso jeito os desafios que são de Deus. Abrão estava vendo que o tempo racional para ter um filho estava passando. Mas Deus tem Seus planos, Deus tem Suas metas, mas, muitas vezes, queremos tomar essa função de Deus para nós realizarmos e aí nunca dará certo. Quando começamos a desconfiar que Deus não vai cumprir a parte dEle, com facilidade entramos em problemas.
    Mas para Deus nada é impossível. Aquele que quiser viver feliz deve parar de racionalizar as coisas espirituais. Sarai usou da lógica e concluiu que ela não poderia ter filhos e agora a “deusa” Sarai resolveria o problema. E deu tudo errado!
    Amigo ouvinte, nunca duvide e muito menos assuma o lugar de Deus na resolução dos problemas que são exclusivos do Senhor. Deus quando promete, cumpre. Você não precisa temer!
    Novamente Deus fala com Abrão, agora quando tinha 99 anos de idade, e muda o nome dele e o da mulher. Agora eram Abraão e Sara (Gênesis 17:1,5,15). No capítulo 18 temos o relato dos três anjos em forma humana que foram anunciar algo que esperaram por muito tempo.
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  • Profecia contra Moabe
    Vamos continuar nosso estudo das profecias sobre os povos vizinhos de Israel? Ezequiel 25:8-10: “Assim diz o Senhor Jeová: visto como dizem Moabe e Seir: Eis que a casa de Judá é como todas as nações; portanto, eis que eu abrirei o lado de Moabe desde as cidades fora das fronteiras, a glória da terra, Bete-Jesimote, Baal-meom e até Quiriataim . Até aos filhos do oriente, a terra dos filhos de Amom, a qual entregarei em possessão dos filhos de Amom entre as nações”.
    Esta profecia contra a nação de Moabe foi feita por Ezequiel em torno do ano de 590 AC. A história dos moabitas começou em torno do ano de 2.055 AC, por ocasião da destruição de Sodoma.  Ló e suas filhas fugiram para as montanhas de Zoar e ali as jovens embebedaram o próprio pai, tiveram relações sexuais com ele e cada uma gerou um filho (Gênesis 19:30-38). Moabe foi o filho que Ló teve com a sua filha mais velha.
    O território de Moabe era composto em sua maior parte de planalto, a uma média de 1.300 metros acima do nível do Mar Morto. De norte a sul tinha  um pouco mais de noventa e seis quilômetros de extensão. A maior parte era usada para a agricultura e criação de ovelhas.
    Quando o povo de Israel estava saindo do Egito e precisava atravessar o território moabita, a permissão foi negada (Números 20:19). Moisés não teve autorização de Deus para atacar os Moabitas, por considerá-los parentes (Deuteronômio 2:9).
    Foi Balaque, rei de Moabe, quem convocou Balaão para amaldiçoar o povo de Israel. Também foi Moabe que planejou a destruição de Israel, usando suas mulheres para atrair os homens israelitas para a prostituição e adoração de falsos deuses. Moabe foi um povo arrogante e violento. Porém, forças hostis como os Assírios e Babilônicos, poriam fim a toda essa prepotência.
    Israel e Moabe estiveram em confronto muitas vezes. Os moabitas foram derrotados por Saul e também por Davi e obrigados a pagar pesados tributos a Israel. Uma das mulheres de Salomão era moabita.
    No dia 19 de agosto de 1868, o reverendo alemão F. Klein descobriu em Dibóm, uma pedra, que recebeu o nome de pedra moabita, onde relata que Moabe foi oprimido por Onri, rei de Israel. Menciona que Mesa, rei dos moabitas, se rebelou contra Israel ficando independente, e foi mais além: anexou em seu território cidades que pertenciam a tribo de Rubem. Gravou as suas conquistas no basalto negro que hoje é conhecida como a pedra moabita. Essa pedra está em um museu em Paris.
    Mas qual foi o erro que Moabe cometeu para ser destruído? Vamos buscar na história bíblica a resposta a esta pergunta.
    O povo de Israel sempre defendeu que Jeová, o seu Deus, era superior aos deuses dos povos vizinhos. Eles recordavam as grandes conquistas dos seus antepassados. Creio que falavam da passagem dos seus antecessores pelo mar vermelho e do pão do céu que caiu por quarenta anos. Quando os vizinhos ouviam este tipo de conversa, duas reações eram inevitáveis: a primeira reação era de admiração por esse Deus extraordinário e se convertiam ao culto a Jeová. A segunda reação era de ódio, desprezo e de profunda indignação. Ninguém gosta de ver o que lhe é precioso, ser menosprezado, diminuído, colocado em segunda categoria. O povo judeu estava colocando “Camos”, o deus dos Moabitas em posição inferior a Jeová. Camos, a divindade nacional deles, era freqüentemente acalmado com o oferecimento de sacrifícios humanos.
    Quando Israel foi levado ao cativeiro os moabitas entenderam que o deus dos babilônicos era mais forte e fizeram a seguinte declaração: “Eis que a casa de Judá é como todas as nações”.  Ou seja, tanto eles quanto o Deus Jeová não eram melhores do que ninguém. E se alegraram com maligno deleite diante da triste situação que seus vizinhos do oeste estavam vivendo. Em outras palavras: se alegraram com a desgraça alheia. Fizeram piadas da dor e do sofrimento de Judá.
    Amigo ouvinte, como o ser humano é mau.
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  • Profecia contra Amom
    A partir do programa de hoje vamos estudar algumas das profecias feitas por Ezequiel. Ezequiel, era filho de Buzi, e esteve entre aqueles que foram deportados para Babilônia. Ele é descrito como membro da comunidade dos judeus exilados que moravam próximo ao rio Quebar. É possível que sua deportação tenha ocorrido junto com o rei Jeoaquim, por volta do ano 587 AC.  Deus  o chamou para o ministério profético quando ele  tinha aproximadamente trinta anos de idade. Ezequiel começou seu ministério no quinto ano do cativeiro de Joaquim 593 a 592 AC (Ezequiel 1:2). Mas o profeta só foi para o cativeiro no ano 597 AC juntamente com mais dez mil judeus.
    O livro de Ezequiel pode ser dividido em duas partes. Os primeiros 24 capítulos falam da destruição de Jerusalém, e a segunda parte fala da destruição das nações vizinhas. Como já estudamos muitas profecias relacionadas com a destruição de Jerusalém, no livro de Ezequiel deixaremos de fora essas profecias e passaremos a estudar as profecias relacionadas com os povos vizinhos de Israel.
    A primeira profecia que abordaremos foi feita em torno do ano 590 AC. Ezequiel 25:3-5: “Dize aos filhos de Amom: ouvi a palavra do Senhor Deus: Assim diz o Senhor Deus: Visto que tu disseste: Ah! contra o meu santuário, quando foi profanado, e contra a terra de Israel, quando foi assolada, e contra a casa de Judá, quando foi para o exílio, eu te entregarei em possessão aos filhos do Oriente e estabelecerão os seus paços em ti, e porão em ti as suas moradas; eles comerão os teus frutos, e beberão o teu leite. Farei de Rabá uma estrebaria de camelos, e dos filhos de Amom um curral de ovelhas. Então sabereis que eu sou o Senhor”.
    Antes de analisarmos partes especificas desta profecia, preciso destacar alguns pontos muito importantes. Até aqui temos estudado muitas profecias relacionadas com o povo de Deus. Eles sofreram duras conseqüências por terem escolhido andar longe do Senhor. O castigo ou as dificuldades começaram em primeiro lugar pelo povo escolhido, mas Deus nunca poderá esquecer as demais pessoas que vivem uma vida de rebelião declarada contra Ele. Agora estava chegando a vez dos povos que desprezaram Jerusalém e o seu Deus.
    Há outro ponto que é bom que se entenda antes de estudarmos a profecia. Jeová, não é Deus só de uma nação.  Ele é Deus do mundo todo. Ele não faz acepção de pessoas. Todos são filhos dEle, independentemente de qual nação pertençam. O Senhor deseja salvar tantos os habitantes de uma nação como de outra.
    Um terceiro ponto é que estes castigos eram para a nação e não para uma pessoa especifica. As aflições preditas pelo profeta eram os únicos instrumentos que Deus possuía para levar esses povos a voltar para Ele. É curioso, mas sempre quando há uma crise maior as pessoas têm a tendência de se voltar para Deus.
    Há ainda um outro item que não posso deixar de analisar. Deus mantém uma estrita conta com as nações. Todas são provadas para ver se estão cumprido com os propósitos para os quais elas existem. Quando ultrapassam seus limites como nação, sofrem alguma conseqüência.
    Vamos então a profecia de hoje. Quem foi Amom? Amom foi um dos filhos  de Ló, com a sua filha mais nova (Gênesis 19:38). Os amonitas tomaram um território, antes ocupado por uma raça de gigantes. Quando os Israelitas estavam indo para a terra prometida foi ordenado que não os molestassem, por serem descendentes de Ló. Os amonitas, ao entrarem em contato com o povo de Israel, não demonstraram nenhuma afetividade. Sempre foram muito hostis. A religião deles era cruel e degradante. Adoravam a Moloque e esse deus exigia sacrifícios humanos.
    Você lembra qual foi o erro de Amom? Quando Israel foi levado cativo, os Amonitas tomaram posse das cidades pertencentes a tribo de Gade (Jeremias 49:1) e o maior pecado que cometeram foi uma coisa aparentemente simples. Se alegraram com a desgraça alheia.
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  • Cozinhar carne humana
    A profecia que estudaremos hoje, feita em torno do ano 588 AC, está registrada em Lamentações cap.4:10: “As mãos das mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos, que lhe serviram de alimento na destruição da filha do meu povo”.
    Jeremias foi um dos profetas que mais tempo gastou trabalhando incansavelmente para evitar o cativeiro de Jerusalém.  Muitos dias e noites foram usados conversando, aconselhando, para que o povo entendesse que precisava mudar. O caminho que estavam percorrendo era muito perigoso. O final seria terrível. As conseqüências seriam desastrosas. Apesar de todo o empenho, não quiseram mudar. Assim, mais cedo ou mais tarde colheriam as conseqüências da decisão tomada.
    Jerusalém era o palco de momentos espetaculares entre o profeta, lideres e povo. Também alvo dos inimigos impiedosos. Diversas vezes fora atacada pelos povos vizinhos, entre eles os babilônicos. Só o rei Nabucodonosor a atacou três vezes. Nunca, porém, chegaram ao extremo de comerem carne humana para sobreviverem.
    Volto a lembrá-lo que a profecia fora feita mais de cinco séculos antes da vinda de Cristo. O tempo passou, os judeus voltaram de Babilônia e Jerusalém continuava a viver a sua rotina. Em muitos momentos enfrentaram um clima de profunda paz, em outros, tempos de agitação e o pavor de uma nova invasão, a agonia de ver o inimigo as portas. Vinha, conseqüentemente, o desespero da fome e do cativeiro, de ter que abandonar os familiares, a casa e a cidade.
    Vamos para os anos 69 e 70 depois de Cristo.  Nessa época era Roma quem dominava o mundo. O império Romano exerceu seu poder de 168 AC até 476 DC. Durante esse período Jesus nasceu e foi crucificado. Roma tornou-se conhecida pela forma dura e cruel que tratava os povos subjugados. Dirigia o mundo de então com mãos de ferro.
    Os judeus, freqüentemente, se rebelavam contra os romanos. Uma delas aconteceu por volta do mês de maio do ano de 66 DC. O general Céstio foi enviado com a missão de manter a paz na região da palestina. Os judeus estavam reunidos para a festa dos tabernáculos. Céstio, comandante romano, cercou a cidade por muito tempo, mas não a atacou.
    Já foi mencionei neste programa que as técnicas de guerra do passado diferenciavam muito das atuais. A tática mais usada era o cerco. Ninguém saia e ninguém entrava. Naquela ocasião os lideres judeus estavam prontos para abrirem os portões e se entregarem, porque a fome era muito grande, quando alguém trouxe a notícia que o exército inimigo estava desmontando o acampamento. Parecia ser bom demais para ser verdade. Porém, tudo foi confirmado e o inimigo batera em retirada.
    No ano seguinte, em 67 DC, Vespasiano invade a palestina com setenta mil homens. Neste tempo, Nero, que era o Imperador Romano se suicidou e Vespasiano foi obrigado a voltar a Roma, para assumir o trono. Mas, no ano 70 DC, o novo imperador ordenou que seu filho Tito fosse à Palestina para terminar o trabalho inacabado que ele havia começado.  No mês de abril do ano 70 DC, logo após a páscoa, Tito cercou Jerusalém. A cidade estava repleta de estrangeiros e visitantes.
    O cerco durou aproximadamente cinco meses. A fome era tanta que os homens roíam o couro de seus cinturões e sandálias. Escritores dessa época relatam que os que saíam da cidade à noite em busca de plantas silvestres eram quase sempre torturados e mortos pelos romanos. Os que conseguiam retornar eram roubados pelos que estavam dentro da cidade. Milhares pereceram de fome e de peste. A afeição natural desapareceu das pessoas. Marido roubava de sua esposa e ela, de seu marido. Crianças tiravam da boca dos pais e dos idosos. A fome atingiu seu auge quando se cumpriu a profecia feita 14 séculos antes: os filhos passaram a ser servidos como alimento. As cenas de horror que viviam dentro dos muros de Jerusalém foram indescritíveis.
    Segundo o historiador Josefo, durante o período de cerco no ano 70,
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  • Choro sem consolo
    A profecia que vamos analisar hoje com certeza choca aos que a estudam. Está em Jeremias 31:15. “Assim diz o Senhor: ouviu-se um clamor em Ramá, lamentação e choro amargo: Raquel chora por seus filhos e não se deixa consolar por eles, porque já não existem.”
    Esta profecia, feita aproximadamente no ano 606 AC, menciona que em Ramá se ouviria um grande lamento. Definir a localização exata de Ramá é muito difícil, mas isto não diminui a sua importância e nem desmerece o que aconteceu nesse lugar. É muito provável que o profeta se referiu a Ramá, que estava próxima a tumba de Raquel, no território de Benjamim. Ficava perto de Betel, ou Jerusalém. Ramá também estava na rota pela qual seriam transportados os cativos judeus em direção a Babilônia e parece ser neste lugar um ponto de encontro de todos os prisioneiros antes de iniciarem a grande viagem em direção à Babilônia.
    Vamos ler Jeremias 40:1: “Palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor, depois que Nebuzeradão, comandante de guarda imperial, o deixou ir de Ramá, estando ele atado com cadeias no meio de todos os do exílio de Jerusalém e de Judá, que estavam sendo levados cativos para Babilônia”.
    Um dos cumprimentos dessa profecia foi quase imediato.  Foi em Ramá que Nebuzeradão reuniu todos os cativos a fim de organizá-los para a viagem. É fácil de imaginar o que aconteceu neste local. Famílias que por ocasião da invasão foram separadas e agora estavam reunidas novamente; alguns choravam pela morte de parentes; outros choravam porque estavam sozinhos. E para aumentar a tristeza, os soldados mataram muitos ali em Ramá. O cenário era o mais triste possível. O choro, o pranto, a dor eram imensuráveis. Todos tinham motivos para chorar. Ramá tornou-se símbolo de dor e sofrimento. Este foi o primeiro cumprimento desta profecia.
    Mas há um outro cumprimento. Mateus 2:16-18 diz o seguinte: “Então Herodes, vendo-se iludido pelos magos, irritou-se muito e mandou matar a todos os meninos de Belém, e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira os magos. Então cumpriu-se o que foi dito pelo profeta Jeremias. Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação, Raquel chorando por seus filhos, recusando ser consolada, porque já não existem”.
    Vamos conhecer um pouco mais sobre esse Herodes, chamado de “o grande”. Era idumeu ou edomita, isto é, descendente de Edom. Nasceu em 73 AC efoi rei da Judéia entre os anos 40AC e 4 DC.  Herodes, mesmo não sendo judeu de nascimento, era judeu de religião. Casou-se com Mariamne, que era membro da família de Hasmoneanos, família esta que se opunha ao seu governo. Aos poucos Herodes foi assassinando os membros da família rival, chegando ao absurdo de mandar matar a própria mulher e até os filhos que tivera com ela. Antes de morrer ordenou que o seu próprio filho, Antipater, fosse morto. Também providenciou para que, após a sua morte, todos os seus nobres fossem assassinados. Morreu de uma enfermidade fatal no estômago e intestinos.
    A crueldade mais famosa de Herodes, se é que podemos dizer que crueldade produz fama, foi a morte de todos os meninos de Belém de dois anos para baixo. Belém, também conhecida por Belém Efrata (Miquéias 5:2), era uma cidade pequena que estava aproximadamente a 8 quilômetros de Jerusalém. A cidade de Belém tinha recebido poucos dias antes uma família que, em cumprimento do decreto do Imperador, estivera na cidade de seus pais para um recenseamento. A cidade estava superlotada. Não havia lugar para José e Maria. O único cantinho que sobrou foi um abrigo, onde os animais também passavam a noite. Foi ali que nasceu o menino Jesus.
    Na noite do nascimento do Messias apareceu no céu uma luz misteriosa que persistia no lado ocidental. Os magos do Oriente – um grupo de estudiosos que pertencia a uma classe de homens influentes, ricos e de nobre nascimento  – ficaramimpressionados com o brilh...
    10 min
  • Esperar 70 anos
    A profecia de hoje é uma continuação da última que estudamos sobre Jeremias 25. Vamos aos versos 11 e 12: “Toda esta terra virá a ser ermo desolado, e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Mas quando se cumprirem os setenta anos, punirei o rei de Babilônia e a sua nação, e a terra dos caldeus, castigando a sua iniqüidade, diz o Senhor, e farei deles desolações perpétuas”.
    Vimos, no último programa a luta do profeta Jeremias na tentativa de impedir que Judá fosse para o cativeiro. A desobediência e o orgulho do povo foram mais fortes. Jerusalém foi destruída totalmente no ano 586 AC.
    A profecia que estamos estudando foi feita lá pelo ano 606 AC. Setenta anos seria o tempo de duração do cativeiro. Após este tempo, o rei de Babilônia seria punido por todos os seus atos de crueldade contra os filhos de Deus.
    Amigo ouvinte, de tudo o que fazemos nessa terra teremos de dar conta. Nabucodonosor dominou o mundo de sua época com toda a força possível e no tempo devido teve de prestar contas ao Rei do Universo.  A Bíblia ensina que “quem faz injustiça receberá em troco a injustiça feita, e nisto não há acepção de pessoas” (Colossenses 3:25). Deus pedirá conta de cada uma das injustiças praticadas.
    Babilônia não teve como escapar. No tempo devido Deus foi visitá-los. As contas seriam acertadas.
    Jeremias não foi ao cativeiro. Ele ficou em Jerusalém e muitas cartas foram escritas aos seus irmãos que estavam em Babilônia para que fossem submissos às autoridades, que não participassem de movimentos de rebelião, porque no devido tempo Deus iria levá-los de volta à sua terra natal. Os capítulos 27 e 29 registram os recados de Jeremias para os cativos.
    Jeremias apelou aos seus irmãos em Babilônia para que vivessem uma vida normal naquele período. Toda a orientação foi dada. Os anos e eventos foram acontecendo e lá em Babilônia, Daniel acompanhava tudo com muito interesse, especialmente os movimentos políticos internos e externos. Já, na conclusão do período dos setenta anos, o neto de Nabucodonosor, Belsazar, ocupava o trono. Nesse tempo o general Ciro, sobrinho de Dario, rei da Média, cercou Babilônia.
    Dentro de Babilônia estava Belsazar, confiante que nenhum exército poderia derrubar os muros da cidade, nem os portões de bronze. Havia ali um grande estoque de alimentos. Não tinha razões para preocupações com o exército inimigo. Enquanto Ciro estudava uma maneira de surpreender o arrogante rei, o clima dentro dos muros era de absoluta tranqüilidade. Até uma festa foi organizada. Bebida e mulheres à vontade. Orgia e também desprezo ao Deus do Céu. Belsazar mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem por eles. O rei queria provar que nada era demasiado sagrado para que suas mãos tocassem.
    Mal imaginava Belsazar que havia uma testemunha celestial de sua idolatria; que um divino vigia incógnito olhava a cena de profanação, ouvia a zombaria, o sacrilégio e a idolatria.  Quando a orgia ia alta uma pálida mão apareceu e escreveu na parede do palácio caracteres que luziam como fogo – palavras que, embora desconhecidas ao vasto auditório, eram um presságio de condenação ao rei, agora ferido em sua consciência e seus hóspedes.
    Cessou a ruidosa festa, enquanto homens e mulheres, possuídos de impressionante terror, observavam a mão traçando as misteriosas palavras. Belsazar era o mais aterrorizado de todos eles. Era ele que, sobre todos os demais, tinha sido o responsável pela rebelião contra Deus, que nessa noite alcançara o seu apogeu no domínio Babilônico. A consciência finalmente despertou. (Profetas e Reis, pg. 523-527)
    Naquela noite Daniel foi chamado para interpretar as palavras misteriosas.  Daniel, no capítulo 5:25-28, descreve quais foram as palavras e qual era a interpretação. Mas o que quero mencionar é que o exército dos Medos e Persas estava há...
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  • Destruição total
    A profecia que estudaremos hoje está registrada em Jeremias, no capitulo 25: 8,9,11. Foi feita pouco tempo antes da primeira invasão de Babilônia em Jerusalém. Antes de o povo ir para o cativeiro, Deus já havia revelado como e por quanto tempo duraria a permanência do povo de Judá no exílio. “Portanto assim diz o Senhor dos exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras, convocarei todos os povos do norte, diz o Senhor, como também a Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor. Eu os destruirei totalmente, e os porei por objeto de espanto e de assobio, e ruínas perpétuas… Toda esta terra virá a ser ermo desolado, e estas nações servirão ao rei de Babilônia por setenta anos”.
    Vamos novamente relembrar a causa desta tragédia anunciada. Os versos anteriores deixam de forma bem clara a razão desta profecia ameaçadora feita por Jeremias. O povo estava afrontando ao Senhor Deus. Durante vinte e três anos o profeta Jeremias esteve anunciando a palavra do Senhor, mas eles não o escutaram. Desde os dias do rei Josias até aquele momento Jeremias desempenhou o seu papel dia e noite, mas foi em vão (Jeremias 25:3).
    Antes de Jeremias, outros profetas foram enviados, mas a mensagem deles também foi recebida com muito desprezo. Apelos e mais apelos foram feitos para que se desviassem dos seus maus caminhos, ninguém, porém, deu a mínima importância. Deus sempre pediu para que não adorassem outros deuses, que não se inclinassem diante deles, mas pelo contrário ao invés de pararem, mais eles se envolviam.
    Jeremias capitulo 25:8 e 9 diz o seguinte: “Portanto assim diz o Senhor: Visto que não escutastes as minhas palavras, convocarei todos os povos do norte”. Os habitantes de Jerusalém não escutaram as palavras do Senhor. Amigo ouvinte, como é triste uma pessoa que não quer escutar as palavras do Senhor. Quanta dor, quanto sofrimento, quantos momentos de profunda ansiedade seriam evitados se apenas tivesse escutado/ouvido a palavra do Senhor.
    Muitos hoje dizem que só mudarão de comportamento se receberem uma mensagem direta de Deus, se Deus falar diretamente a eles. É provável que nunca recebam. O povo de Jerusalém estava recebendo a mensagem de Deus, mas não levava a sério. É provável que o mesmo esteja acontecendo em nossos dias, Deus continua falando, insistindo, porém muitos não estão reconhecendo.  Amigo ouvinte, por favor, entenda a importância de escutar as palavras do Senhor.
    A profecia diz que o povo do norte seria convocado. No norte estavam os Assírios, que foram dominados pelo exército de Nabopolassar, pai de Nabucodonosor no ano de 612 AC. Esse povo estava sob o controle de Babilônia e, no ataque a Jerusalém, formaria parte de um pelotão – certamente o pelotão suicida. Do norte vinha a maioria dos ataques a Jerusalém. Babilônia de fato ficava ao leste de Judá, mas nunca veio pelo leste, porque o caminho pelo deserto era muito difícil. Eles vieram pelas principais estradas, ao norte.
    Na profecia feita por Jeremias, Deus chama Nabucodonosor de “meu servo”. É impressionante pensar neste fato. Como um rei pagão é chamado por Deus de meu servo? Quem é o servo do Senhor? Amigo ouvinte, o servo do Senhor é todo aquele que se dispõe a fazer a vontade dEle.
    Jerusalém precisava ser castigada e no devido tempo o servo do Senhor apareceu. Deus, meu amigo ouvinte, pode usar a qualquer um para ser servo dEle. Às vezes ficamos limitando a Deus. Deus nunca pode ser colocado nos moldes humanos. Se fossemos nós que tivéssemos que aplicar uma disciplina ao povo de Judá, talvez nunca trouxéssemos uma nação mais idólatra que Jerusalém, para executar essa correção. Deus fez. Deus errou? Não, não! Ele é muito sábio para errar e bom demais para fazer qualquer mal.
    Durante as três invasões de Nabucodonosor em Judá uma leva de pessoas era tra...
    10 min
  • A lição do oleiro
    Nos últimos programas temos estudado profecias que tiveram que ver com o cativeiro de Judá pelos babilônicos. O profeta Jeremias foi o que mais profetizou sobre esse assunto. Jeremias queria evitar o cativeiro, a dor, a humilhação.
    Vamos conhecer um pouco mais sobre esse assunto? Jeremias 18:1-6: “Palavra que veio a Jeremias: Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá farei ouvir as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e vi que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas. Mas o vaso, que ele fazia de barro, se quebrou na sua mão; pelo que o oleiro tornou a fazer dele outro vaso, conforme bem lhe pareceu. Então veio a mim a palavra do senhor: Não posso fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? Diz o senhor. Como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel”.
    Essa profecia foi feita em torno do ano 605 AC, provavelmente no quarto ano do reinado de Jeoaquim e o grande objetivo de Deus ao enviá-la era para impressionar o povo de Judá, para dizer que ainda era possível reverter a situação. Deus tinha poder para mudá-los. O cativeiro não era obrigatório. Era apenas uma opção.
    Esse rei Jeoaquim recebeu muitas mensagens de Jeremias. A atitude dele, porém, foi de completo desprezo. Inclusive, numa ocasião, mandou queimar o rolo que continha as mensagens de advertência (Jeremias 36:23). Assim era o rei Jeoaquim, cheio de arrogância e presunção. Deus, no entanto, é perseverante. Continuou insistindo.  Uma nova mensagem foi enviada e, mais uma vez, era muito fácil de ser entendida.
    Deus mandou Jeremias descer até a casa de um oleiro e ver como este fabricava os vasos. A profissão de oleiro é muito antiga. Os primeiros vasos que se tem conhecimento são os vasos neolíticos – vasos muito simples. A cerâmica era grosseira, feita de massa misturada com palha. Com o passar do tempo as técnicas foram sendo aprimoradas. No tempo de Jeremias os oleiros produziam verdadeiras obras de arte.
    Jeremias foi até lá, pois iria receber a mensagem do Senhor para ser transmitida ao seu povo. Ao estar junto do oleiro, observando como ele desempenhava o seu trabalho, percebeu que algo saiu errado. O vaso que estava sendo feito, quebrou-se. Jeremias estava ali para aprender. O que o oleiro iria fazer? Jogaria fora o barro e buscaria um outro? Iria parar de fazer vasos porque um quebrou-se? Não, o oleiro simplesmente pegou o mesmo barro, e começou tudo novamente. Um novo vaso começou a surgir do trabalho perseverante daquele oleiro.
    Jeremias estava atento. O que será que Deus quer me ensinar desse trabalho simples, que estou observando? Após verificar o trabalho por algum tempo daquele oleiro, a mensagem do Senhor foi clara. “Não posso fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? Diz o senhor: como o barro nas mãos do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jeremias 18:6).
    Jeremias tinha mais uma mensagem a dar aos lideres e ao povo. A mensagem não era dirigida a pessoas especificas, mas a todos, de uma forma mais direta. Todo o trato de Deus estava baseado no chamado que fizera a Israel para que dessem testemunho da Sua vontade (Romanos 3:1-2), e para que Israel fosse um instrumento especial de Deus para a salvação do mundo (Genesis 12:1-3; Deuteronômio 4:6-9).
    Deus havia dito ao povo, de uma forma bem clara, que a obediência incondicional era o requisito indispensável para que pudesse conceder favores e torná-los uma benção para os outros (Deuteronômio 28:1-14). Também havia dito que a desobediência traria uma maldição e os descredenciaria como nação escolhida de Deus (Deuteronômio 28:15) Agora Ele estava confirmando, através de Jeremias, o que já havia dito através de Moisés. A desobediência do povo invalidaria as promessas de benção, porém assegura com toda a clareza que se ocorrer um arrependimento sincero, as ameaças também perderiam o efeito (Jeremias 18:7-10).
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  • Uma nação de longe
    As profecias de Jeremias foram, na sua maioria, destinadas aos moradores de Jerusalém. O grande sonho de Deus era impedir que Seu povo fosse para o cativeiro; que eles parassem de andar vivendo perigosamente, em pecado.
    A profecia que vamos estudar hoje é muito triste. Deus está de uma forma muito clara, dizendo o que aconteceria se Israel continuasse caminhada desenfreada. Está em Jeremias 5:15 e 17:  “Ó casa de Israel, trago sobre vós uma nação de longe, diz o Senhor, uma nação antiga e durável, nação cuja a língua ignoras, cuja a fala não entendes… comerão a tua sega e o teu pão, que haviam de comer teus filhos e tuas filhas, comerão as tuas ovelhas e as tuas vacas… as tuas cidades fortificadas, em que confiavas, destruirão a espada”.
    É bom lembrar que Jeremias começou a exercer o dom profético em torno de 627 AC e esta profecia foi feita lá pelo ano de 612 AC. Por quarenta anos Jeremias deveria estar diante da nação como testemunha da verdade e da justiça. O povo estava vivendo a mais profunda apostasia, e o grande desafio era exemplificar na vida e no caráter a adoração do verdadeiro Deus.
    A profecia fala de uma nação de longe, antiga, que não entenderiam a sua língua. Que nação era esta que Jeremias estava profetizando? O único poder que estava assustando o mundo nesta época era o império babilônico. A Assíria, que ficava ao norte de Israel, estava esquecida. Não tinha mais o prestígio e o poder dos anos anteriores. O Egito, ao sul, estava com a sua credibilidade ameaçada. Judá estava confiando nele para se defender, mas a grande verdade é que o Egito não conseguia mais nem defender a si próprio. A única nação que, de fato, era um perigo aos moradores de Jerusalém era Babilônia, os Caldeus, que viviam junto ao rio Eufrates.
    A profecia começa falando para a casa de Israel, mas isto deve ser entendido não para a parte norte que costumeiramente era chamada de Israel, mas a Judá, os únicos representantes de Israel, porque neste período a parte norte já não mais existia como nação.
    Na descrição do profeta, Babilônia era uma nação durável, forte, robusta. Isto já estava indicando que era um povo quase impossível de ser vencido.  Os babilônicos tornaram-se os maiores estrategistas militares. Por serem antigos, foram aos poucos se tornando arrogantes, cruéis e hábeis guerreiros.
    Em 612 AC os caldeus, liderados por Nebopolassar, destruíram a Nínive, e mais tarde, no ano 607 AC,  Nabucodonosor, filho de Nebopolassar, destruiu na batalha de Carquemis, o faraó Neco II do Egito.
    A profecia diz também que a língua seria desconhecida do povo judeu. Esta língua pode ter sido o Aramaico, que nessa época não era uma língua conhecida dos judeus ou poderia ser também a língua babilônica.
    Gostaria de ressaltar mais uma vez: esta profecia foi feita em torno do ano 612 AC. Essa data não pode ser esquecida ao estudarmos esse assunto. Nabucodonosor, após a morte do pai dele, foi coroado rei no dia 6 de setembro de  605, e reinou até o ano de 556 AC. Foi um período brilhante, de grandes conquistas para Babilônia.
    No dia 16 de março de 597 AC, Nabucodonosor invadiu Jerusalém. Destituiu o rei  Jeoaquim, e nomeou um novo rei com a missão de pagar um grande imposto a Babilônia. Zedequias tornou-se o novo rei e os melhores da cidade foram levados cativos. Nesse grupo estavam Daniel e seus três companheiros. No dia 16 de abril, os cativos iniciaram a sua caminhada em direção ao cativeiro. Deixando para trás as suas casas, terras, plantações, parte da família e amigos. A viagem foi longa e cansativa até a capital dos caldeus. A distância mais curta entre Jerusalém e Babilônia é de aproximadamente 500 quilômetros. Tiveram muito tempo para avaliarem o que estava acontecendo e a decisão errada que tomaram.  Acredito sinceramente que tudo ficou para trás, mas não o seu Deus. Deus estava com eles na caminhada. Deus, amigo ouvinte, não é vingativo.
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  • A vara e a panela
    A partir do programa de hoje vamos conhecer algumas das profecias de Jeremias, um dos mais importantes profetas do Antigo Testamento. O seu nome significa “Jeová estabelece”.
    Jeremias nasceu em torno do ano 640 AC e morreu por volta do ano 570 AC. Viveu uma grande parte do seu tempo na cidade rural de Anatote, uma aldeia que ficava aproximadamente a quatro quilômetros a nordeste de Jerusalém, do outro lado do monte das oliveiras. Era filho de uma família sacerdotal (Jeremias 1:1). Seu pai foi Hilquias. Quando ainda era bem jovem recebeu o chamado para ser um profeta. Ao receber esta convocação sentiu-se incapaz diante de tamanha responsabilidade.
    O ministério profético de Jeremias teve início em torno do ano 627 AC, no décimo ano do rei Josias, cerca de 60 anos depois da morte de Isaías. Jeremias foi contemporâneo de Sofonias e Habacuque, na primeira parte da sua vida. Também, nos últimos anos, foi contemporâneo de Daniel. Jeremias é o autor da maior parte do livro, mas a tarefa de redação foi confiada ao seu fiel secretário Baruque (Jeremias 36:4).
    O profeta trabalhou mais de vinte anos tentando persuadir o povo de Judá para que se voltasse para Deus. O ministério de Jeremias abarcou os últimos quarenta anos de existência de Judá como uma nação independente. Outro ponto que merece ser destacado é que nos dias de Jeremias três grandes potências disputavam a supremacia do mundo da época: Assíria, Egito e Babilônia.
    A profecia que vamos estudar hoje está registrada no primeiro capítulo, versos 11 e 13: “Veio a mim a palavra do Senhor: O que é que vês, Jeremias? E eu respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Veio a mim a palavra do Senhor segunda vez: O que é que vês? E eu respondi: Vejo uma panela a ferver, inclinada para o norte”.
    A visão profética de Jeremias trata de dois símbolos. Uma vara de amendoeira e uma panela fervendo. Qual o significado desta visão profética? O que podemos tirar de lições dessa profecia no século 21?
    A pergunta de Deus foi: o que você está vendo? Muitos líderes e liderados religiosos não querem ver o que Deus está lhes mostrando, porque aquilo que estão vendo pode estar indo contra o que pensam ou fazem.
    Muitos hoje em dia, inclusive líderes religiosos, lêem a Bíblia, mas praticam e ensinam o que está de acordo com o que pensam, aquilo que acham certo ou lógico. Esquecem da solene responsabilidade que têm de ensinar todas as doutrinas da Bíblia. Se você é um líder religioso, veja o que Deus está mostrando através da Bíblia, mesmo que isto contradiga as tradições de sua família ou os ensinos de sua própria igreja!
    Jeremias disse: “eu vejo uma vara de amendoeira”. Que significava isto para os habitantes de Judá? Segundo os teólogos, a vara de amendoeira simbolizava a ameaça ao governo de Judá pelo poder Babilônico, representado por Nabucodonosor.
    Como já foi dito, o profeta estava avisando mais uma vez que Israel teria problemas com os seus vizinhos. No tempo de Jeremias, os Caldeus, ou Babilônicos estavam conquistando o mundo. Os Caldeus tinham invadido a capital dos Assírios no ano 612 A.C. Nínive, fora tomada e estava sob outro governo. Sete anos mais tarde, na famosa batalha de Carquêmis, os Egípcios e  os remanescentes assírios, foram destruídos.
    Já a panela fervendo, inclinada para o norte, simbolizava que todas as invasões que Israel sofreria viriam do lado norte.
    Jeremias profetizou isto em torno do ano de 627 AC e a primeira batalha após essa profecia foi lá pelo ano de 605 AC quando os babilônicos derrotaram o Egito e a Assíria em Carquemis; e Daniel e outros judeus foram levados cativos para Babilônia. No ano de 598 AC Babilônia invadiu Jerusalém novamente e não parou por aí. Dez anos depois, em 588 AC, uma nova invasão, agora com um prolongado cerco. Um ano mais tarde, Jeremias, que orientava o povo a render-se aos Babilônicos acabou sendo preso,
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