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Discussão sobre um tema cada vez mais presente no consultório: o uso de creatina e whey protein por crianças e adolescentes.
A conversa parte de documentos recentes da Sociedade Brasileira de Pediatria e de posicionamentos da International Society of Sports Nutrition para discutir o que é evidência, o que é extrapolação do adulto, o que pode fazer sentido em contextos específicos e o que virou apenas influência de rede social, marketing e “terrorismo fitness”.
Falamos sobre necessidade proteica na infância e adolescência, matriz alimentar, alimentação habitual, suplementação proteica, treinamento resistido, desempenho esportivo, segurança, possíveis indicações clínicas e os cuidados ao transformar suplemento em atalho.
Um episódio para lembrar que, em pediatria, antes de perguntar “pode whey?” ou “pode creatina?”, talvez a melhor pergunta seja: precisa? Se sim: quem?
Apresentador: @felipealves.endocrinoped
Discutidora: @marianasn
Orientadora: @draludmillarachid
Documentos e artigos utilizados:
Sociedade Brasileira de Pediatria. Uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina em crianças e adolescentes: implicações clínicas e nutricionais. Documento científico / nota de alerta. 2026.
Kreider RB, Kalman DS, Antonio J, et al. International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation in exercise, sport, and medicine. Journal of the International Society of Sports Nutrition. 2017;14:18.
DOI: 10.1186/s12970-017-0173-z
Jäger R, Kerksick CM, Campbell BI, et al. International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition. 2017;14:20.
DOI: 10.1186/s12970-017-0177-8
Conversa especial sobre desigualdades, diversidade e cuidado em endocrinologia pediátrica.
A partir de um Scientific Statement da Endocrine Society, discutimos como determinantes sociais, raça/etnia, gênero, orientação sexual, identidade de gênero, acesso ao sistema de saúde e vieses estruturais impactam o diagnóstico, o tratamento e os desfechos de crianças, adolescentes e populações sexualmente e de gênero minorizadas.
Falamos sobre crescimento, puberdade, obesidade, diabetes, saúde óssea, cuidado de pessoas LGBTQIA+ e sobre como a boa endocrinologia precisa enxergar o paciente para além da curva, do exame e do protocolo.
Um episódio sobre ciência, equidade e cuidado, lembrando que reduzir disparidades também é parte da nossa prática clínica.
Apresentador: @felipealves.endocrinoped
Convidada: @jo.mota.a
Artigo base:
Diaz-Thomas AM, Golden SH, Dabelea D, Grimberg A, Magge SN, Safer JD, Shumer DE, Stanford FC. Endocrine Health and Health Care Disparities in the Pediatric and Sexual and Gender Minority Populations: An Endocrine Society Scientific Statement. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2023;108(7):1533–1584.
DOI: 10.1210/clinem/dgad124
Conversa sobre as novas possibilidades terapêuticas no diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes. Passa pelo cenário atual do DM2 pediátrico, a limitação histórica de opções além de metformina e insulina, e o avanço de novas classes como agonistas do receptor de GLP-1, inibidores de SGLT2 e terapias emergentes como a tirzepatida. De forma leve e prática, discutimos mecanismo de ação, evidências disponíveis, idades de uso, benefícios metabólicos, impacto no peso, segurança e como pensar essas medicações dentro da realidade do endocrinologista pediátrico.
Apresentador: @felipealves.endocrinoped
Discutidor: @felipembenini
Artigo base:
14. Children and Adolescents: Standards of Care in Diabetes—2026.
Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1).
DOI: 10.2337/dc26-S014
Neste episódio do EndoPed Journal Club, conversamos sobre a hiperplasia adrenal congênita por deficiência de 21-hidroxilase, revisando desde a base genética e fisiopatológica da doença até suas manifestações clínicas, formas clássicas, rastreamento neonatal, diagnóstico e principais desafios do seguimento na endocrinologia pediátrica.
A discussão parte de um artigo recente que atualiza conceitos importantes sobre o gene CYP21A2, a correlação genótipo-fenótipo e os mecanismos que explicam a deficiência de cortisol, a elevação do ACTH, o excesso androgênico e, nas formas perdedoras de sal, a deficiência mineralocorticoide.
Apresentador: @felipealves.endocrinoped
Discutidor: @pedronunes.ped
Artigo-base: Yang M, White PC. Genetics and Pathophysiology of Classic Congenital Adrenal Hyperplasia Due to 21-Hydroxylase Deficiency. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2025;110(Suppl 1). DOI: 10.1210/clinem/dgae535
Apresentador: @felipealves.endocrinoped
Discutidora: @amandapedrosa.endocrinoped
Artigo-base:
Triple–Hormone-Receptor Agonist Retatrutide for Obesity — A Phase 2 Trial
DOI: 10.1056/NEJMoa2301972
Discussão sobre a retatrutida, um agonista triplo dos receptores de GIP, GLP-1 e glucagon.
A conversa aborda os principais achados do estudo de fase 2 publicado no New England Journal of Medicine, com foco na eficácia para perda de peso, efeitos metabólicos, segurança e perspectivas futuras no tratamento da obesidade.
Um episódio para refletir, de forma crítica e atual, sobre o avanço das novas terapias antiobesidade e seus possíveis impactos na Endocrinologia Pediátrica.
Conversa sobre os avanços mais recentes na biologia do tecido adiposo. Discutimos como o adipócito deixou de ser visto apenas como reservatório energético para assumir papel central na regulação metabólica, inflamatória e endócrina do organismo.
Falamos sobre adipócitos brancos, marrons e bege, plasticidade metabólica, adipocinas, comunicação interorgânica, termogênese, obesidade e as novas fronteiras da pesquisa translacional em endocrinologia pediátrica.
Uma revisão essencial para quem quer entender para onde caminha a endocrinologia metabólica moderna.
🎧 Apresentador: @felipealves.endocrinoped
🎧 Discutidora: @faumattke
Artigo discutido:
Corvera S, Rajan A, Townsend KL, et al. Advances in Adipose Tissue Biology. Endocrine Reviews. 2025. doi:10.1210/endrev/bnaf032
Discussão do uso de esteroides anabolizantes na adolescência e em jovens atletas, seus impactos no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, puberdade, crescimento, fertilidade, saúde cardiovascular, hepática, metabólica e mental. A conversa também aborda pressão estética, dismorfia muscular, práticas inadequadas de controle de peso e o papel do endocrinologista pediátrico na escuta, prevenção, diagnóstico e manejo desses pacientes.
Apresentador: @felipealves.endocrinoped
Discutidor: @lucasotsubo
Artigos utilizados neste episódio:
Apresentador: @felipealves.endocrinopedDiscutidora: @daniellevelosoo
Neste episódio do EndoPed Journal Club, discutimos a abordagem atual da Síndrome de Silver-Russell (SRS), com foco nos desafios diagnósticos e no manejo clínico à luz das evidências mais recentes.
Abordamos o papel do Netchine-Harbison Clinical Scoring System (NH-CSS), suas limitações na identificação de casos atípicos e monogênicos, além das principais etiologias moleculares, incluindo alterações em 11p15 e dissomia uniparental do cromossomo 7. Discutimos também condições com fenótipos sobrepostos, como a Síndrome de Temple, e a importância de uma investigação genética ampliada.
No manejo, destacamos a importância da abordagem multidisciplinar, o uso precoce de hormônio do crescimento (GH) — mesmo na ausência de deficiência —, e o seguimento longitudinal para monitorização de crescimento, puberdade, complicações metabólicas e suporte psicossocial.
Artigo discutido:Kurup U, Lim DBN, Palau H, et al. Approach to the Patient With Suspected Silver-Russell Syndrome. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2024;109(10):e1889–e1901.DOI: https://doi.org/10.1210/clinem/dgae423
Neste episódio do EndoPed Journal Club discutimos o micropênis sob uma perspectiva além da medida, abordando diagnóstico correto, armadilhas clínicas, fisiologia do desenvolvimento peniano e o conceito de saturação dos receptores androgênicos, com base no artigo “Congenital Micropenis: Etiology and Management” publicado no Journal of the Endocrine Society (J Endocr Soc. 2021 Nov 15;6(2):bvab172) DOI: 10.1210/jendso/bvab172, destacando limitações do tratamento hormonal, ausência de benefício com doses suprafisiológicas, papel restrito da cirurgia e a importância de uma abordagem biopsicossocial que evite o falocentrismo e priorize o cuidado integral do paciente
👨⚕️ Apresentador: @felipealves.endocrinoped🗣️ Discutidor: @pedronunes.ped
Neste episódio, discutimos um dos estudos mais completos sobre sequelas tardias após transplante de células-tronco hematopoéticas (TMO) na infância, com impressionantes 25 anos de acompanhamento de uma coorte de sobreviventes.
Abordamos as principais complicações endócrinas e metabólicas, incluindo: disfunção gonadal, fertilidade, crescimento, tireoide, saúde óssea e risco cardiovascular.
Também exploramos desafios práticos do seguimento desses pacientes, como a transição para o cuidado adulto, perda de acompanhamento e a importância de estratégias modernas, incluindo ferramentas digitais, para melhorar o engajamento e a vigilância a longo prazo.
Um episódio essencial para quem acompanha pacientes pós-TMO e quer aprofundar o olhar sobre o cuidado longitudinal em endocrinologia pediátrica.
📚 Artigo discutido:
The Late Effects of Hematopoietic Stem Cell Transplants in Pediatric Patients: A 25-Year Review
DOI: 10.1210/clinem/dgae196
👨⚕️ Apresentador: @felipealves.endocrinoped🗣️ Discutidora: @lorenarabelo.endoped
🎓 Orientadora: Simone Sakura Ito
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