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Não foi há muito que nos deu a sensação de o mundo andar mergulhado na "mesmice": todos ouvimos as mesmas músicas, vemos os mesmos filmes e lemos os mesmos livros. Decidimos, então, armar-nos em Marcelo por um dia (ou por umas horas, vá) e fomos ao baú buscar as nossas melhores sugestões culturais para animarem os vossos dias e noites. Se estão num daqueles momentos em que vos apetece mesmo "desligar" do mundo, ouçam as nossas sugestões e partam à aventura (ou à descoberta do comando da televisão, do gira-discos e dos óculos de leitura). Num episódio em que o nível de parvoíce esteve elevadíssimo, prometemos não vos desiludir.
No dia em que a nossa querida mentora, amiga e colega de painel de nome Helena Mendes Pereira comemora mais um aniversário (parabéns, Helena!), convidamos o escultor Pedro Figueiredo para conversar connosco. Neste episódio falamos da alma das esculturas (e da dos artistas também!), das expectativas do público, de um trabalho que não é trabalho e daquilo que andamos cá todos pelo mundo a fazer. Falamos de Amor, sobretudo! Deixem-se deslumbrar pelo Pedro… e pelos nossos macacões!
Precisamos de dar vozes àqueles que têm a capacidade de nos inspirar. Foi também este o propósito da criação deste podcast. Convidamos, então, a Adriana Mano, fundadora da Zouri Vegan Shoes, uma marca de calçado sustentável e 100% português. Conversar com ela foi como um bálsamo de esperança nestes dias agudos que nos assaltam. Queremos agradecer-lhe o ser humano que é e desejar-lhe todo o êxito do mundo. Porque merece e porque é melhor do que a maioria: ousa sonhar e perseguir os seus sonhos. Oiçam tudo do episódio de hoje de ENTRE BRAGA E NOVA IORQUE.
"A tutologia é uma ciência em ascensão, acreditam alguns, como a Virgem, dada a forma como a levam a sério, sem receituário ou plano de estudos ainda conhecido. O país está cheio deles, dos tutólogos: gente que sabe sobre tudo, opina sobre tudo, sem pudores ou restrições. O conhecimento torna-se relativo, subjetivo, ao alcance de qualquer utilizador pouco profundo da wikipédia. É um flagelo, mas decidimos questionar-nos sobre ela, sobre esta nobre ciência oculta, questionando ao mesmo tempo o que é o conhecimento, a inteligência e qual o enquadramento de tudo isto no denominado sucesso. Ponham-se à escuta. É do irreal que, muitas vezes, nasce a mais pura gargalhada." Helena Mendes Pereira
“Roberto, o protagonista do filme interpretado por Tiago Aldeia, é o espelho de muitos de nós que, na emergência de um fim, seja ela qual for, sem que a lado algum tenhamos a sensação de ter chegado no caminho, procura o escape, a anestesia dos vícios do corpo que conotamos com a noite. Roberto regressa a casa, não em busca da casa, mas de si. Braga é o cenário do regresso e é o palco para este extraordinário trabalho de ator. Porque o filme é aquele ator e o lado escuro daquela cidade que em todos os seus planos nos parece soturna e neblinosa, sem o aconchego que lhe conhecemos. Roberto é a ponte entre os lugares e as demais personagens, num filme que não vale pelos diálogos de quotidiano, mas antes pela dedicatória nostálgica que José Oliveira dedica à cidade. Não é um postal, mas é um elogio de mundanidade. É sagaz e inteligente no tempo, que é lento, mas que nos prende. Estamos à espera que aquela personagem não tenha fim, antes recomece. Ilusão de nós mesmos. É um belíssimo trabalho, não de cinema, mas no plano artístico global. É íntimo e perturba-nos porque nós nos vomitamos enquanto nos tentamos combater." É desta forma que Helena Mendes Pereira, membro do nosso podcast, aborda "Os Conselhos da Noite", filme com estreia nacional para 17 de setembro e que é o tema do nosso episódio de hoje. Estivemos à conversa com o realizador e com os atores e, em jeito de antecipação, partilhamos a conversa que, pelo menos para nós, foi um enorme privilégio.
Além de dona de uma voz que nos faz viajar e mergulhar no mais íntimo de nós, a nossa Cati Freitas tem trabalhado as questões da espiritualidade e do autoconhecimento. Neste episódio, por ela moderado, desafiou-nos a pensar as dimensões da espiritualidade, do equilíbrio, questionando o que nos condiciona e liberta. Ouçam.
E se os animais falassem, o que nos diriam? Partindo do tema da crueldade animal e da inconsciência do ser humano, a Ana fala-nos dos direitos dos animais e de como a sociedade ainda os vê. Uma conversa que também teve em conta as culturas que dependem da produção animal e as pessoas que (infelizmente!) consideram que gostar de animais é sinónimo de detestar todas as outras causas que tanto precisam de nós.
Os ouvidos mais atentos (e sabemos que são muitos) vão perceber que neste nosso terceiro episódio parece que a nossa Cândida Pinto está a falar do fundo de um poço. Mas não estava. Só que a equipa que leva a cabo este conteúdo essencial para as vossas vidas faz mesmo tudo, inclusive preparar o "estúdio", editar, etc.. E neste dia, muito em concreto, não ligamos o microfone da Cândida. Ou melhor, não reparamos que estava desligado. Serviu-nos de lição: agora fazemos sempre dez verificações antes de começarmos a gravar. Contudo, pensando bem e considerando o tema deste episódio, moderado pela Flávia Barbosa, sobre questões e questiúnculas da comunicação social e dos media e sobre o seu (suposto) dever pedagógico, até fica um pouco metafórica esta espécie de "mordaça". Não tínhamos pensado nisto na altura mas faz algum sentido. Não acham? Oiçam. Vão gostar.
Partindo do mote pandémico "Como se fosse uma capa da Vogue", Cândida Pinto conduz a equipa pelo mundo da moda e pela forma como habita em cada um de nós. O que expressamos através da forma como nos vestimos? Como é esta difícil relação com o corpo e com a auto-imagem? Não fugimos aos clichés mas libertamo-nos deles quando sabemos quem somos. Escutem-nos! Talvez se encontrem por aqui.
Cinco mulheres com arraiais assentes em Braga (Ana Marques Pinheiro, jornalista e fotógrafa; Cândida Pinto, designer e stylist; Cati Freitas, cantora e compositora; Flávia Barbosa, jornalista; Helena Mendes Pereira, curadora e professora) juntaram-se para, de alguma forma, tentarem mudar o mundo. Como prometido, aqui está o nosso primeiro episódio, em que nos apresentamos, dizemos com que mortos gostávamos de falar e confessamos o que nos tira o sono.
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