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O influenciador digital Esmael Nzuzi dos Santos Gabriel, aos 30 anos, traça um caminho único de sucesso na divulgação da cultura africana através das redes sociais. Nascido em Angola e radicado no Brasil há uma década, Esmael é uma figura multifacetada: palestrante, criador de conteúdos digitais, ator e, acima de tudo, um apaixonado pelas suas raízes.
Originário do Bairro Rocha Pinto (Bairro Huambo) no município da Maianga, em Luanda, Esmael encontrou em terras brasileiras a oportunidade de expressar a sua paixão (e saudade) por África de uma forma inovadora. A morar na cidade de Criciúma, Santa Catarina, Esmael estabeleceu-se como um embaixador cultural, fundando o canal de YouTube "África do Jeito que Nunca Viu".
Já se passaram cinco meses desde que a LVL Squad lançou o seu primeiro LP, TrapCulture, com a participação de vários nomes da label e convidados. A BANTUMEN sentou-se com e Seaan Tiller e Still G, para perceber como têm corrido estes meses de promoção do álbum e o que estão a planear para um futuro próximo.
O título do álbum é óbvio em relação à sonoridade que o projeto apresenta e junta várias vozes jovens da nova geração do rap com sangue angolano que têm “dado o litro” pelo game. Segundo Seaan Tiller, o big boss da label, o LP começou a ser trabalhado numa altura em que o grupo ainda não estava preparado para apresentar um trabalho coeso e de qualidade. “Desde o início que tínhamos o projeto em mente, mas preferimos lançar primeiro os artistas, sendo que alguns já faziam música antes da label existir. As pessoas não tinham essa noção e então tínhamos essa intenção, inclusive, incluir projetos a solo também”, explicou.
Com um total de 13 faixas e mais de 20 nomes a assinar o projeto, Seaan indica que a gestão nem sempre foi fácil. “Não foi um processo muito fácil porque são várias vozes que estão em Portugal, Reino Unido e Angola. Por outro lado, foi um trabalho fácil porque todos estávamos focados”.
Já Still G, o artista mais experiente da label, contou que gravar as suas duas músicas, “Horus” e “Jungle Roots”, não foi estressante porque vive na mesma cidade que Seaan Tiller no Reino Unido. “Gravei no meu estúdio e no estúdio do Young Max. Foi expontâneo e fácil”, disse Still.
Raquel R. Machaqueiro é antropóloga, autora e uma das líderes do Slave Wrecks, uma rede internacional de investigadores e instituições do Museu da História Afro-Americana, que utiliza a arqueologia marítima, a pesquisa histórica e o estudo de navios negreiros para aprofundar e desmistificar as ramificações do comércio transatlântico de pessoas africanas escravizadas. O projeto deu aso também a uma formação - Histórias Difíceis e Legados Difíceis -, a acontecer em julho, na Fundação Calouste Gulbenkian, para professores, mediadores de museus e outros profissionais da área educativa na abordagem desse período obscuro da História portuguesa, em específico, e europeia, em geral.
Nesta entrevista conduzida por Lea Komba, Raquel Machaqueiro falou sobre a necessidade de se reestruturar o modo como a história da exploração do continente africano é ensinada no sistema educacional português e sobre como a sociedade portuguesa é ainda afetada por preconceitos enraizados na memória coletiva.
Estivemos à conversa com o trio Throes + The Shine, formado pelo angolano Mob Dedaldino e pelos portugueses Igor Domingues e Marco Castro, uma banda em atividade desde 2011.
Esta banda luso-angolana, sediada no Porto, Portugal, desde a sua formação tem oferecido uma mistura vibrante de música de dança com influências globais, como provam os diferentes discos que lançaram que contam com novas perspetivas sobre a fusão cultural de influências africanas, latinas e ocidentais. Com mais de uma década de experiência, os Throes + The Shine realizaram centenas de espetáculos e colaboraram com diversos artistas. A banda é conhecida pela sua energia contagiante que caracteriza as suas atuações ao vivo, que misturam kuduro com rock e outros estilos para criar um som único.
Em termos de currículo, falar de Leopoldina Fekayamale, é enumerar um sem número de coisas. A angolana, do Namibe, é professora e co-fundadora da biblioteca comunitária Mbanje do Livro, membro do coletivo Ondjango Feminista, faz parte do Conselho Consultivo do Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, e frequenta atualmente o mestrado em Mitos Contemporâneos: Literaturas, Artes e Culturas na Universidade Nova de Lisboa.
Participantes:
SOBRE NÓS:
Alê Garcia é o primeiro convidado desta nova ronda de conversas no âmbito da PowerList 100. Nascido nas raízes culturais profundas da Restinga, um bairro periférico de Porto Alegre (Brasil), Alê Garcia é um nome que ecoa não apenas nas ruas que o viram crescer, mas em todo o Brasil. Mais do que um homem de palavras, Garcia é um mosaico vivo de talentos que entrelaçam-se para narrar, celebrar e elevar a cultura negra. Aos 44 anos, o autor, criador de conteúdo e publicitário, mantém uma perspetiva jovial e dinâmica, sempre à procura de evoluir e expandir os seus horizontes.
Em conversa com Eddie Pipocas, Alê partilhou as suas experiências e visões no que toca à representatividade negra em diversas esferas sociais e culturais no contexto brasileiro. O criativo e fundador, juntamente com Gilvana Viana, da Casa Black – um hub de cultura negra e inovação – reflete sobre a necessidade de reconhecer e valorizar cada conquista, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Garcia enfatiza a ideia de que o sucesso deve ser medido pela excelência e pela capacidade de superar obstáculos, uma noção que ressoa nas suas palavras e na sua própria trajetória.
Participantes:
Os irmãos Cila e Graciano Damásio, conhecidos artisticamente como Damásio Brothers, lançaram o seu mais recente single "Mundo", uma música que prepara o terreno para os apaixonados celebrarem em grande o Dia de São Valentim.
Numa entrevista conduzida por Bruno Dinis, Cila e Graciano falaram sobre as metas que definiram alcançar com este single, como também sobre o peso que o apelido Damásio carrega e as oportunidades nos diferentes mercados lusófonos.
Participantes:
Graciano Damásio [@gracianodamasio]
No dia 8 de fevereiro, próximo sábado, os Acácia Maior vão subir ao palco do Lux Frágil, em Lisboa, para uma noite memorável de apresentação de Cimbron Celeste, o álbum de estreia da dupla.
A cantora Josslyn lançou há dias a sua nova música, “Txiga na Mim”, que inicia a sua jornada de lançamentos de 2024 e começa a alinhar o seu caminho em direção ao seu tão aguardado segundo álbum.
A artista está numa nova fase da sua carreira, com a versatilidade e inovação a ditarem o tom. Numa conversa com criador de conteúdos digitais Bruno Dinis, Josslyn partilhou os contornos destes novos caminhos que está a traçar e o seu mergulho profundo no mundo da representação, que culmina numa formação intensiva na prestigiada escola inglesa The Reel Scene, em Londres.
Participantes:
Edição:
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Imbuído de uma vontade de experimentar algo mais direto e genuíno no ambiente dos pequenos negócios, Nuno Baio, jovem angolano de 36 anos, deixou o cargo de gestor numa empresa financeira para criar a sua própria startup, a Kubeta. Em menos de dois anos de existência, a Kubeta destacou-se ao conquistar em outubro o primeiro lugar no maior concurso de startups em Angola, o "Unitel GO Challenge", vencendo outras nove startups na categoria de "Ideia Mais Inovadora". Este concurso rendeu-lhe um prémio de quatro milhões de kwanzas (cerca de 4.300 euros), um ano de mentoria na incubadora UNITEL GO, acesso à aceleradora UNITEL, cinco computadores portáteis, um ano de telecomunicações grátis e divulgação nos canais de media UNITEL e parceiros.
Participantes do dia:
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