A historiadora especialista na História da escravidão e das Relações raciais nas Américas, Ynaê Lopes dos Santos, espera que reabertura do Museu do Ipiranga, marcada para esta terça-feira, 6, em São Paulo, “traga a pluralidade e a complexidade do saber histórico” sobre o 7 de setembro. Em entrevista à Rádio Eldorado, Santos explica que a simplificação da transferência do conhecimento está relacionada a um projeto político que faz com que a população não entenda que sua própria história é feita de conflitos e combates. “É interessante para parte da oligarquia, atual inclusive, que a gente continue acreditando que a história do Brasil é feita por esses 10, 15 homens brancos de sempre. Isso é fundamental para repensar as escolhas museológicas e não é só trazer novos personagens, mas privilegiar outras formas de contar a história do país”, justifica.
Ynaê Lopes dos Santos, que também é consultora da minissérie Independências, que estreia na quarta , 7, na TV Cultura, ressaltou a importância da princesa Maria Leopoldina, que, de fato, anunciou a Independência do Brasil.
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