No último dia 15 de fevereiro, uma quantidade extrema de chuva atingiu a cidade de Petrópolis, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, gerando deslizamentos de terra que já causaram pelo menos 183 mortes confirmadas, além de deixar outras 85 pessoas desaparecidas.
Eventos climáticos extremos como as chuvas desproporcionais que caíram em Petrópolis na última semana estão cada vez mais frequentes e intensos no Brasil e no mundo em razão da crise climática. A situação se agrava ainda mais quando uma boa parcela da população habita moradias em situações precárias e áreas de risco, como ocorre nas cidades brasileiras.
“Quando juntamos os eventos climáticos com a vulnerabilidade social é que acontecem as tragédias”, afirma o físico Osvaldo Luiz Leal de Moraes, graduado pela URFGS e atual diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), instituto de pesquisa ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
O Cemaden foi criado no ano de 2011, justamente após uma tragédia similar a essa de Petrópolis ocorrer, também na região serrana do Rio de Janeiro, deixando mais de 900 mortos. Ao Portal Humanista, Osvaldo de Moraes fala sobre as funções básicas do Cemaden no monitoramentos de desastres no país, como ele enxergou a tragédia de Petrópolis, e também sobre o que ainda precisa evoluir nesse sistema no Brasil.
Confira a entrevista completa abaixo: