Manuel Bandeira, em seu poema "Noite Morta", nos lembra que, de algum lugar da estrada do passado, chega uma procissão de sombras que nos acompanham e constituem a nossa história. E são justamente essas sombras que permitem visitar o passado de acordo com nosso olhar. E o olhar dos modernistas, esse olhar que tira as coisas do lugar, que mexe no passado e propõe um novo presente é o tema da dissertação de mestrado de Rebecca Marques Menezes, com quem conversamos hoje sobre Sombras modernistas: os guias de Ouro Preto e a invenção do barroco mineiro, defendida no Programa de Pós-graduação em Letras - Estudos da Linguagem, da UFOP.