Amanhã, Gilberto Mendes (1922-2015) completaria 100 anos. Para muitos especialistas, jamais houve alguém no mundo da música mais livre e guiado pelo prazer de compor do que ele. Aberto a todos os sons, da música de cinema dos anos 1930/40 à música popular, Mendes é detentor de um olhar bonito pelo Brasil musical. Foi compositor, professor universitário e dias antes de nos deixar, havia colocado na pauta de seus trabalhos, por exemplo, as primeiras notas de uma releitura do clássico popular Lábios que beijei, de Orlando Silva.