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(Versículos 1-4) Paulo dá continuidade na exortação iniciada no capítulo 1, mas agora exorta àqueles que julgam o comportamento dos outros mas não olham para si mesmo. Isso remete a uma citação de Jesus: “—Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, se você não repara na trave que está no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.” Lucas 6:41-42
(Versículos 12-16) Portanto, todos aqueles que pecaram sem Lei, sem Lei perecerão; e todos aqueles que pecaram com Lei, pela Lei serão julgados. Porque não são os que ouvem a Lei que são justos perante Deus, mas os que cumprem a Lei é que são justos. A lei é o guia para manter o ser humano no caminho certo de Deus. Ela não é princípio de salvação, mas te norteia no caminho que Deus requer de você. Quando você recebe o Espírito de Deus, a Lei que antes estava escritas em pedras (Ex 20), agora passa a ser inscrita em seu coração. Suas ações passam a ser administradas por sua consciência pura que é exercida pelo Espírito de Deus que age em nós.
A circuncisão
(Versículos 17-29) É um sinal no corpo do homem que fazia dele separado para Deus, ou seja, Santo. Ser santo é ser separado das coisas do mundo. A circuncisão da carne é sinal físico de compromisso com Deus. O corte do prepúcio no pênis do homem era um sinal externo que todo homem deveria ter, ao oitavo dia de nascimento o menino era separado e cortado o prepúcio. Há muitas razões da parte de Deus em instruir isso aos seus filhos, pois falando biologicamente, este corte no prepúcio garantiria saúde aos homens e mulheres por todo o deserto. Os hebreus desconheciam as bactérias, mas Deus, o criador sabe de todas as coisas. As bactérias ruins seriam eliminadas nos corpos dos hebreus simplesmente pelo fato de terem o prepúcio cortado. Paulo alerta aos Judeus que se apegam a lei e as tradições para olharem atentamente aos seus atos, pois não adiantaria ser circuncidado sendo separado a Deus e desonrar a Ele não cumprindo o que se espera de um filho de Deus. Certamente a circuncisão é útil, se observas a Lei. Mas se é transgressor da Lei, tua circuncisão torna-se incircunciso. Se, portanto, o incircunciso guardar os preceitos da Lei, porventura sua incircuncisão será considerada circuncisão.
A verdadeira circuncisão é aquela feita no interior do ser humano, no coração, segundo o Espírito e não segundo a Letra (Lei).
Acesse os estudos anteriores: Arquivo de Romanos - Estudando a Bíblia - Tanach e Brit Hadashá (estudandoabiblia.org)
Baixe o PDF: Capitulo-2-Carta-aos-Romanos-Estudo-biblico (estudandoabiblia.org)
Capítulo 1 – Carta aos Romanos – Estudo bíblico - Estudando a Bíblia - Tanach e Brit Hadashá (estudandoabiblia.org)
(Versículos 1-8) De acordo com o formulário usado na época, Paulo inicia suas cartas com endereço (nome do remetente e dos destinatários, saudações em forma de votos), seguida por ação de graças e por oração. Paulo adiciona temas em suas cartas e nesta carta aos romanos temos os seguintes temas: a gratuidade da eleição divina, o papel da fé na justificação, a salvação pela morte e ressureição de Cristo, a harmonia entre o Tanach (Antigo Testamento) e a nova aliança (Novo Testamento).
Paulo é chamado de Apóstolo e este significa: Enviado. É um nome de origem judaica e no novo Testamento é aplicado este termo aos doze discípulos escolhidos por Cristo para serem suas testemunhas. Paulo não foi integrado aos doze, mas em nada fica devendo aos doze. Cristo apareceu a ele ressuscitado e o enviou aos Gentios (Pagãos – ou povos da terra) como sua testemunha.
(Versículos 9-17) O propósito de Paulo é levar o Evangelho (boas novas) as nações do mundo. Todo o Antigo Testamento aponta para a salvação do ser humano em se reconciliar com Deus, o criador, toda a criatura, agora através de seu filho. O Evangelho pregado por Paulo traz as nações o entendimento completo das Escrituras do Messias prometido por Deus, falado pela boca de seus profetas. Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo, porque é força de Deus para a salvação de todo aquele que crê, em primeiro lugar do Judeu, mas também do grego. Porque em Jesus, a justiça de Deus se revela da fé para a fé, conforme está escrito: O justo viverá pela fé. (Habacuque 2:4 – A mensagem é esta: Os maus não terão segurança, mas as pessoas corretas viverão por serem fiéis a Deus. ”)
Fé é o ato pelo qual o ser humano se entrega a Deus, que é ao mesmo tempo verdade e bondade, como à fonte única da salvação. Ela se apoia sobre a sua verdade e sua fidelidade a suas promessas (Rm 3:3; 1Ts 5:24; 2Tm 2:13; Hb 10:23; 11:11) e sobre seu poder para realizá-las. Tendo Deus falado através de seu filho, é em Jesus que é preciso crer. É necessário crer também no que os Apóstolos atestam sobre o Cristo ressuscitado. A fé no nome de Jesus Cristo, o Senhor, é a condição indispensável da salvação, não é mera adesão intelectual, mas confiança e obediência a uma verdade de vida que engaja todo o ser na união com Cristo e lhe dá o Espírito. Visto que a fé conta só com Deus, exclui toda autossuficiência e se opõe ao regime da Lei e sua busca vã de uma justiça merecida pelas obras. A verdadeira justiça só se obtém através de Deus, é dom gratuito de Deus, não vem de homens. Ela é acompanhada do batismo de arrependimento e se dá pela confissão aberta e frutifica pelo amor. Assim se corresponde à promessa feita a Abraão (Rm 4).
Primariamente, “persuasão firme”, convicção fundamentada no ouvir. Pistis – palavra Grega sempre usada no NT *(Nova aliança) acerca da fé em Deus ou em Jesus, ou as coisas espirituais. A palavra “fé” é usada com referência à: confiança, fidedignidade, fidelidade, lealdade ao que é crido, o conteúdo da crença, a fé. Os principais elementos da fé em relação com Deus invisível são correspondente à: firme convicção, produzindo um pleno conhecimento da revelação ou da verdade de Deus. É também uma entrega pessoal a Deus.
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A grandeza de Mordecai O rei Xerxes obrigou os moradores do seu reino a fazerem trabalhos forçados. Tudo leva a crer que com as mortes dos inimigos dos judeus, ele perdeu a contribuição de impostos e força braçal em seu reino e usou da força para retomar a economia em seu governo. O judeu Mordecai ocupou o maior cargo no reino de Xerxes, ficando abaixo somente do rei. O livro de Ester relata que Mordecai era estimado por todos e tudo que ele fez, fez pensando no bem de todos, inclusive dos seus irmãos judeus.
Observações: Diferentemente de Hamã que tinha tudo, mas não tinha nada, Mordecai fez um bom trabalho. Ele conquistou um cargo no governo pela lealdade e fidelidade ao Senhor Deus e ao rei Xerxes. Mordecai não precisou forçar as pessoas a gostarem dele e muito menos exigiu que se prostrassem diante dele para adorarem e idolatrarem. Pela humildade conseguiu o que queria e quando recebeu a recompensa de fidelidade ao rei, quando contou sobre os planos dos eunucos que planejavam matar o rei, Mordecai foi recompensado na melhor hora, talvez na hora que precisasse ser reconhecido. Ele não se valeu disso para se mostrar melhor que outros, ele usou disso para ajudar todos os seus irmãos que passariam por problemas futuramente.
Exemplo de vida: Jesus Cristo se esvaziou de si, se tornou um homem, para que pudesse nos mostrar que é possível vivermos uma vida santa e dedicada ao Senhor Deus, nos separando do pecado e das coisas que nos levam a pecar. Quando dedicamos nossas vidas a Deus, paramos de fazer aquilo que mal quer de nós.
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Quando chegou o dia treze do décimo mês, o dia em que deveria ser cumprida a ordem de Hamã, ou seja, o extermínio dos judeus, houve em todas as cidades do reino de Xerxes, onde haviam judeus, uma luta entre aqueles que queriam a raça dos judeus eliminadas, e os próprios judeus lutando por suas vidas. Os judeus tiveram apoio dos oficiais do governo Persa, mataram a espadas mais de quinhentos homens, mataram também os dez filhos de Hamã. A rainha Ester fez outro pedido ao rei, solicitando que fossem pendurados em uma forca os dez filhos de Hamã, além disso, os judeus tiveram permissão de matar mais setenta e cinco mil inimigos em todo o reino da Pérsia. O dia em que Hamã havia promulgado o decreto de extermínio dos judeus, era o dia treze de adar. O livro de Ester relata que no dia quatorze os judeus que viviam fora da capital, descansaram de toda a luta, mas os que viviam na capital Susã, só puderam descansar no dia quinze, e após as lutas e guerras, comemoram com banquetes e festas.
A festa do Purim
Mordecai escreveu tudo que havia acontecido e mandou cartas a todos os judeus que moravam em todas as províncias da Pérsia, na carta ele ordenou que comemorassem todos os anos nos dias quatorze e quinze de adar, a festa do purim, ou seja, a festa da sorte. Pois Hamã havia tirado a sorte para escolher o dia em que mataria todos os judeus no reino persa, mas o mal que Hamã planejou, se virou contra ele, por isso esse dia deverá ser comemorado. Como resultado da carta de Mordecai e de tudo o que os judeus tinham visto e das coisas que aconteceram, eles resolveram que eles mesmos, os seus descendentes e os que se convertessem ao judaísmo seguiriam o costume de comemorar todos os anos esses dois dias de festa.
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Naquele mesmo dia o rei Xerxes deu à rainha Ester a casa e os bens de Hamã. Mordecai foi apresentado como parente da rainha e foi nomeado como administrador. Ester aproveitando o momento se jogou aos pés do rei e pediu para que anulasse o decreto que Hamã havia feito de extermínio geral dos judeus em todo reino. O rei disse que uma ordem dada, não pode ser anulada. Mas, há uma forma de poder consertar isso. Escrevam o que quiserem aos judeus, assinem com meu anel-sinete, selem e enviem por todo o reino. Mordecai mandou chamar os secretários do rei e ditou o decreto que deverá ser lido em todo reino em voz alta e traduzido para todas as línguas faladas no reino de Xerxes. As cartas foram escritas em nome do rei, carimbadas com o anel-sinete e enviadas pelos mensageiros do rei montados a cavalo. Nestas cartas o rei dava autorização aos judeus de todas as províncias, autorização para se defenderem contra qualquer ataque. Se alguém viesse para atacar algum judeu, este deveria ser morto, seja criança, mulher ou velho. A data que Hamã havia acordado para o extermínio dos judeus, era treze do décimo mês (mês de adar). Todos os moradores de Susã ficaram contentes com a promoção de Mordecai a administrador e com o decreto a favor dos judeus. Em todas as cidades e reinos onde foi lida a ordem do rei, os judeus ficaram felizes e se alegravam, comemoravam com festas e banquetes. Além disso, entre os vários povos do reino, muitos se tornaram judeus, pois agora estavam com medo deles.
Comentário:
Adar é o décimo segundo mês do Calendário Judaico.
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Estudo completo: Ester. Capítulo, 7. (estudandoabiblia.org)
Capítulo 7 – Hamã é morto
Durante o banquete, enquanto bebiam e comiam o rei perguntou a Ester qual era o seu pedido. O rei disse para ela pedir o que quisesse, mesmo que seu pedido fosse a metade do seu reino. Ester respondeu dizendo que se valesse da bondade do rei, o seu pedido era que salvassem a vida dela e de seu povo. Ester disse: “o meu povo e eu, que somos judeus fomos vendidos para sermos destruídos e mortos.” Ao ouvir isso, o rei perguntou quem era o homem que estava por detrás disso, e Ester disse que este homem é Hamã! Ele é nosso inimigo, perseguidor e perverso. Cheio de medo, Hamã ficou olhando para o rei e para a rainha. O rei saiu furioso do salão de banquetes e foi para o jardim. Hamã aproveitou o momento para pedir a rainha para que salvasse a vida dele, então se jogou no sofá onde Ester estava para pedir misericórdia, e nesse instante o rei voltava do jardim, quando viu aquela cena onde Hamã estava praticante em cima de Ester, o rei pensou que Hamã fosse desonrar a rainha, então os servidores do rei foram e cobriram a cabeça de Hamã. Um dos servidores comentou ao rei que na casa de Hamã, havia uma forca de uns vinte metros de altura, e que ela seria usada para matar Mordecai, o judeu. Então o rei ordenou que lá fosse enforcado Hamã.
Ester. capítulo, 6. A vitória de Mordecai
Estudo da Bíblia hebraica.
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Capítulo 6 – A vitória de Mordecai
Naquela mesma noite, o rei não conseguiu pegar no sono; então mandou buscar o livro em que se escrevia o que acontecia no reino e ordenou que os seus funcionários lessem para ele. A parte que leram, foi justamente a parte onde contava o que Mordecai tinha feito, ele havia descoberto o plano para matar o rei. Então o rei perguntou se haviam feito homenagens a ele, e disseram que nada havia feito a Mordecai. Nesta mesma hora, Hamã havia entrado no palácio para falar com o rei sobre seu plano de matar Mordecai. O rei não o esperou falar e disse: - Hamã eu quero ter o prazer de prestar homenagem a um homem. Diga-me o que devo fazer por ele? Hamã achou que o rei haveria de honrá-lo então disse: - mande trazer as roupas que o senhor usa e o cavalo que o senhor monta e mande colocar uma coroa real na cabeça do cavalo. Ande pela cidade vestido com as roupas reais e que digam em voz alta o seguinte: - é isso o que o rei faz pelo homem a quem ele quer honrar! O rei gostou do conselho de Hamã e imediatamente mandou que ele fosse até Mordecai e fizesse isso com ele. Hamã fez o que o rei ordenara, e andaram por toda a cidade com Mordecai montado no cavalo do rei, seguindo o que o próprio Hamã havia sugerido que fizesse com o escolhido. Após isso ter acontecido, Mordecai voltou para sua função na entrada do palácio, enquanto Hamã envergonhado e triste, correu para sua casa, escondendo o rosto. Ao chegar contou a esposa e os amigos tudo o que o que tinha acontecido com ele. Naquela mesma noite enquanto eles ainda estavam conversando, os eunucos do rei foram buscar Hamã para o banquete que a rainha Ester havia preparado.
Estudo bíblico do livro de Ester. Capítulo, 5.
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Ester convida o rei e Hamã para um banquete
No terceiro dia de jejum, Ester se vestiu com as suas roupas de rainha, foi e ficou esperando no pátio de dentro do palácio, em frente do salão nobre do rei. O rei estava lá dentro, sentado no trono, e quando viu a rainha Ester esperando lá fora no pátio, teve boa vontade para com ela e estendeu-lhe o seu cetro de ouro. O rei perguntou: – o que está acontecendo rainha Ester? O que você deseja? Peça o que quiser, que eu lhe darei, mesmo que for a metade do meu reino. Ester respondeu que faria um banquete naquele mesmo dia ao rei e queria Hamã como convidado. Foram então, o rei e Hamã ao banquete dado pela rainha Ester. Enquanto estavam na mesa, o rei concedeu outro pedido a Ester, e ela convidou o rei e Hamã para outro banquete que faria no dia seguinte e aí sim, falaria ao rei o que desejava.
O plano de Hamã contra Mordecai
Hamã saiu do banquete feliz da vida. Porém, quando chegou perto da entrada do palácio, ele encontrou Mordecai e ficou furioso, pois ele não se curvou e nem fez qualquer outro sinal de respeito. Hamã se controlou e foi para casa super feliz pelo banquete que teve da rainha Ester. Chegando em casa mandou chamar os amigos e a família e começou a falar das suas riquezas, o número de filhos, das promoções que havia recebido do rei e que ocupava a mais alta posição do reino, acima de todos os outros ministros. Além disso, contou o que havia acontecido, falou que ele foi o único a ser chamado em todo reino para o banquete da rainha, e não somente isso, foi convidado para outro banquete da rainha no dia seguinte. Ao terminar de falar isso, sua feição mudou, pois havia algo para ele que faltava para sua total felicidade. Todos perceberam isso e ele contou: nada do que eu tenho me valerá, enquanto eu continuar vendo aquele judeu Mordecai na entrada do palácio não se sujeitando a minha autoridade. Então sua mulher e todos os seus amigos, deram a seguinte ideia: – mande fazer uma forca de uns vinte metros de altura e amanhã de manhã peça ao rei que mande enforcar Mordecai. Então você poderá ir feliz com o rei para o banquete. Hamã gostou da ideia e mandou construir a forca.
Observações:
E você, quantas vezes esteve na mesma situação de Hamã, tendo tudo e não tendo nada ao mesmo tempo? O não ter nada é ilusório, pois você tem tudo, mas te falta algo. Hamã poderia muito bem se contentar com o que tinha, poderia olhar para o céu e ver que recebeu além do que merecia, mas sua arrogância era maior que sua gratidão. O desejo de ser o maior o acompanhava, não bastava o cargo no governo, ele queria ser o mais respeitado a força. O plano que desejava fazer a qualquer custo, vai ser tornar o seu fim.
Ester. Capítulo, 4. Mordecai pede a ajuda de Ester. Estudo da Bíblia Hebraica
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Capítulo 4 – Mordecai pede a ajuda de Ester
Quando Mordecai soube do que Hamã havia feito, rasgou sua roupa em sinal de tristeza, se vestiu de pano de saco, pôs cinza na cabeça e saiu pela cidade em direção ao palácio, chorando e gritando. Quando chegou ao palácio, não pode entrar, pois não estava vestido com as roupas adequadas. Os judeus por toda a parte no reino de Xerxes estavam tristes, muitos também choraram. Ester soube que Mordecai estava vestido daquela forma e mandou roupas para ele se vestir, mas ele não aceitou. Um dos eunucos foi falar com Mordecai na praça que ficava em frente do palácio e tentar saber da razão de tudo aquilo, e Mordecai contou tudo o que tinha acontecido com ele. Disse também a quantia exata que Hamã tinha prometido depositar pela destruição dos judeus e entregou a ele uma cópia deste decreto. O eunuco levou está cópia a Ester a mando de Mordecai, e junto um pedido para que Ester falasse ao rei para tentar mudar essa situação, mas o rei havia assinado um decreto de que ninguém pudesse importuná-lo e visitá-lo, sem antes ter ele o chamado. Quem descumprisse, seria morto, conforme a lei, a não ser que o rei tocasse a pessoa com seu cetro de ouro. Fazia um mês que Ester não via o rei, e ela estava com medo de ir ao rei sem ele ter chamado. Ester estava com medo de importunar o rei e fazer o pedido para tentar anular o decreto de extermínio dos judeus, então Mordecai voltou a enviar mensagem a Ester através de seu eunuco com estas palavras.
“não pense que, por morar no palácio, só você, entre todos os judeus, escapará da morte. Se você ficar calada numa situação como esta, do céu virão socorro e ajuda para os judeus, e eles serão salvos; porém você morrerá e a família do seu pai desaparecerá. Mas quem sabe? Talvez você tenha sido rainha justamente para ajudar numa situação como esta!”
Ester aceitou as palavras de Mordecai e pediu por meio de Mordecai, que reunisse em todo reino os judeus e convocassem um jejum coletivo por três dias. Além do jejum, todos deveriam orar pela vida de Ester, pois ela iria falar com o rei mesmo sem ter sido chamada, correndo o risco de morte por quebrar uma lei.
Ester – Capítulo, 3. Estudo bíblico do livro de Ester. Bíblia Hebraica
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Hamã faz planos para acabar com os judeus
O tempo passou, e o rei Xerxes colocou Hamã, o amalequita no cargo de primeiro ministro. O rei havia dado ordem para que todos em seu palácio se curvassem e se ajoelhassem diante de Hamã em sinal de respeito, e todos os funcionário começaram a fazer isso, menos Mordecai. Ao verem que Mordecai não se curvava, foram procurar saber. Mordecai explicou que não se curvava, pois era judeu. Se curvar cabia somente a Deus e não aos homens tão postura. Estes homens foram contar isso a Hamã, o amalequita. Hamã ficou tão furioso quando viu que Mordecai não se curvava, que fez planos para matá-lo, e quando soube que ele era judeu, decidiu não somente matá-lo, mas acabar com todos os judeus que havia no reino de Xerxes.
Foi jogada a sorte. Purim para os Judeus.
No ano doze do reinado de Xerxes, Hamã ordenou que tirassem a sorte para decidir qual seria o dia e o mês em que os judeus seriam mortos (chamavam-se isso de Purim). Foi sorteado o dia treze do décimo segundo mês, o mês de Adar. Hamã foi falar com o rei e disse: – Por todas as províncias do seu reino, está espalhado um povo que segue leis diferentes das leis do rei. O pior ó rei, é que eles não obedecem às suas ordens, e por isso não convém que o senhor tolere que eles continuem agindo assim. Se o senhor quiser, assine um decreto ordenando que eles sejam mortos. E eu prometo pagar as despesas do governo referente a este decreto. O rei tirou seu anel-sinete, que servia para carimbar as suas ordens, e o deu a Hamã, o inimigo dos judeus. O rei disse: – fique com seu dinheiro, e essa gente eu entrego nas suas mãos, faça com eles o que quiser. Com a aprovação do rei, Hamã começa a agir em seu plano. No dia treze do primeiro mês, Hamã mandou chamar os secretários do palácio e ditou a ordem. “Matem todos os judeus, sem dó nem piedade num só dia, o dia treze do mês de adar”. Ele ordenou que fosse traduzida para toda língua falada no reino de Xerxes, ela deveria ser lida em voz alta para todos e que se preparassem para este dia, e assim cumpririam o decreto do rei. Enquanto a confusão se espalhava pela cidade, Hamã e o rei se reuniram para beber.
Observações:
Hamã fez isso, pois seu povo havia sido massacrado pelos israelitas no tempo do reinado de Saul, por isso essa rincha com os judeus. Vale lembrar que o rei não sabe que Mordecai é judeu, tempos atrás Mordecai ajudou o rei poupando sua vida, alertando sobre uma trama com seus eunucos. Leia, 1° Samuel 15.
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