
Sign up to save your podcasts
Or


A empresa familiar, por menor que seja, precisa de uma estrutura profissional mínima, sem a qual ela, a empresa, não sobrevive e, muito menos, se desenvolve e proporciona resultados e orgulho para a família que a ela empresta seu nome e aplica sua pré-disposição, ação, vontade e determinação para deixar um legado.
O que deve valer, sempre, para o aceite da entrada de um familiar na gestão ou operação da empresa é a sua competência, ou seja, o somatório de seus conhecimentos, suas habilidades e suas atitudes...
A proximidade física, relacional e emocional entre os três subsistemas (família, empresa e gestão), que se interseccionam nas empresas familiares, pode, sim, eventualmente, abalar o que se chama de ‘princípios básicos’ ou ‘pilares’ da governança, relacionados neste episódio...
A profissionalização de uma empresa, por menor que esta seja, a partir dos pressupostos da governança, inclui a oficialização de um organograma, em cuja base, se encontram as três grandes áreas que sustentam uma organização com fins lucrativos: a comercial, a de operação e a de administração e finanças.
Voltando ‘aos tempos’ em que um ‘fio do bigode’ valia mais que um papel escrito, o sobrenome comum entre a empresa e a família empresária, significava emblematicamente um importante aval aos produtos e serviços prestados por esta empresa familiar.
A família que tem um negócio em comum, precisa evitar ser meramente ‘dona de uma empresa familiar’. Deve, sim, se manter, sempre, como uma ‘família empresária’, contribuindo efetivamente para a manutenção ou, bem melhor, para o crescimento e desenvolvimento do patrimônio, a partir da análise contínua das características do negócio, dos riscos envolvidos e dos objetivos de longo prazo, estes muito mais empresariais que estritamente familiares.
Ser representante de uma família em um negócio familiar, efetivamente, é um privilégio e uma situação pessoal e profissional que requer maturidade, preparo pessoal, técnico e gerencial deste membro da família.
O modelo de gestão governança, evita a mistura de assuntos da família com assuntos do negócio, reduzindo em muito as fontes de atrito familiares que possam expor, publicamente, a família e, pior, fazer com que o mercado e os parceiros comerciais passem a questionar a autoridade e a competência da família na gestão da empresa familiar.
Através do que se chama ‘governança’, definido como um modelo de gestão que envolve e respeita todos os stake holders, isto é, todos os envolvidos no negócio, passa a existir um novo jeito de acompanhar os negócios da família, sem se estar na gestão. Isto é possível através da constituição de um Conselho Consultivo, formado por sócios e profissionais independentes, e de um Conselho de Família, constituído exclusivamente por familiares consanguíneos, participantes ativos ou não na operação da empresa familiar.
É aconselhável que a Família Empresarial adote um modelo profissional de gestão, para isso é necessário dar o primeiro passo adotando o modelo de Gestão Colegiada.
From the publisher's feed