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Na semana em que estreamos um novo genérico da pianista Joana Gama, recebemos Gisela João, numa fase nova da sua vida, resultante da pior e da melhor notícia que recebeu, há pouco tempo. E que valida o que considera ser o seu propósito: ajudar os outros.
Nasceu em Guimarães e começou o seu percurso na dança. É diretor do Teatro Nacional de São João, no Porto, uma arte que passou a integrar a sua vida. Pensa o palco como um espaço vivo, agregador e de responsabilidade social. A sua gentileza e disponibilidade para os outros reflete-se muitas vezes na forma como se emociona a ver a arte que o rodeia.
Aos 70 anos de idade e 50 de carreira, vê cada vez mais pessoas de todas as idades cantarem as suas músicas. No palco, é uma diplomata, que renasceu com uma nova geração de músicos e compositores que a admiram, acarinham e querem trabalhar com ela.
Começou na música com um violino. Em Nova Iorque, teria ele doze anos, teve curiosidade por uma bateria, que os pais trariam para Lisboa. Já estudava piano, nessa altura. Formou-se em Antropologia, viveu em Londres, onde estudou engenharia de som. Hoje, divide-se entre Alvito, no Alentejo, e a capital. E celebramos neste programa o seu novo disco, Crónicas do Monte Zeus.
Mariana Abranches Pinto foi, durante 20 anos, arquiteta paisagista.
Foi a sua formação como educadora de infância que espoletou o gosto pelos livros. Em 2007, abriu a livraria Papa-Livros, no Porto. Também autora, é comissária do festival Escritaria, em Penafiel, programadora cultural do Onomatopeia, em Valongo, e do festival Em Nome da Terra, na aldeia de Melo, Gouveia.
Faz televisão há quatro décadas e conquista o público com a sua espontaneidade e humor. Precisa de cultura como do ar para respirar e tem uma mão para o doce. É no Alentejo, longe da adrenalina do trabalho, que encontra paz.
É o primeiro designer de moda a trabalhar com as Marchas de Lisboa, uma das últimas tradições lisboetas que ainda se mantém. Natural de Anadia, formou-se em Pintura e não escolheu a moda, diz que foi a moda que o escolheu a ele. Uma inevitabilidade quando, aos 7 anos, já resgatava roupa em casa, para a mãe e para a irmã.
Poesia, contos, prosa poética, ensaios, crónicas, textos para teatro e argumentos são os meios da escrita onde se move. Escrita que usa também para um ativismo muito urgente e necessário. Dá aulas, é atriz e encenadora.
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