Em 1 Coríntios 3, Paulo confronta a igreja de Corinto com uma verdade dura, mas necessária: não basta frequentar a igreja, possuir dons espirituais ou afirmar seguir a Cristo; é preciso crescer em maturidade espiritual.
O apóstolo chama aqueles irmãos de “carnais” não porque acreditasse existir uma categoria aceitável de “crente mundano”, mas justamente porque eles estavam vivendo de maneira incoerente com o evangelho que professavam.
Havia ciúmes, divisões, idolatria de líderes e comportamentos moldados pelos padrões humanos. Eles estavam olhando para a igreja, para a vida e até para os ministros com uma mentalidade secularizada.
Paulo mostra que a verdadeira espiritualidade não é medida apenas por emoção, experiências ou linguagem religiosa, mas por uma vida moldada pelo Espírito Santo.
O Espírito não foi derramado sobre a igreja apenas para produzir manifestações exteriores, mas para formar um povo que enxerga o mundo pela ótica de Cristo. Um povo que cresce, amadurece e abandona os padrões da presente era.
O problema não era terem começado como crianças espirituais. Todo cristão começa assim. O problema era permanecerem imaturos.
O crescimento espiritual é uma exigência do Novo Testamento. Quem foi alcançado pela graça é chamado a crescer em santidade, em discernimento e em amor pela verdade.
No fim, Paulo lembra algo glorioso e assustador ao mesmo tempo: a igreja é o templo de Deus. O Espírito habita no meio do seu povo. Por isso, divisões, facções e carnalidade não são coisas pequenas. Deus leva sua igreja a sério.
O evangelho nos chama não apenas a “frequentar” a fé, mas a sermos transformados por ela.
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