A lei prevê que o acolhimento institucional de crianças e adolescentes seja provisório. Na prática, não é o que acontece. Em muitos casos, impossibilitados de retornar para suas famílias de origem, são encaminhadas para o cadastro de adoção. Conforme os anos passam, suas chances de serem adotados diminuem. Quando atingem 18 anos, outra ruptura acontece: precisam sair do abrigo e buscar outras alternativas de vida, mesmo sem qualquer preparo para isso.
Nessa edição do FEAC na escuta, apresentamos o projeto Trilhar. Executado pela Guardinha em parceria com a FEAC, o projeto oferece uma oportunidade para que esses jovens possam desenvolver sua autonomia e independência, com o auxílio de mentores e de uma equipe técnica. Conversamos com a Ana Lídia Puccini, líder do Programa Acolhimento Afetivo, com o Caio Sakamoto, mentor do Trilhar, e com a Rayane Silva Colmenero, uma das jovens participantes do projeto.