Neste episódio, o economista Antonio Lanzana comenta sobre o enfraquecimento da economia brasileira, em descompasso com a recuperação mundial. O copresidente do Conselho de Economia Empresarial e Política (CEEP) destaca as revisões para baixo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 e 2022 e os impactos do aumento da taxa de juros sobre os níveis de emprego e de atividade. Além disso, Lanzana salienta que, embora a inflação esteja alta em diversas partes do mundo, o caso brasileiro é mais grave. Inclusive, de acordo com ele, dificilmente o Banco Central (BC) conseguirá trazer a inflação para dentro da banda superior da meta no ano que vem. Fatores como câmbio desvalorizado, encarecimento da energia elétrica e quadro fiscal desfavorável devem prejudicar os esforços da autoridade monetária no controle da alta dos preços.No segundo bloco, o cientista político e sociólogo Paulo Delgado discorre sobre o tabuleiro eleitoral de 2022. A filiação de Sergio Moro, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, ao Podemos reacende o debate sobre as possibilidades da chamada “terceira via” emplacar. Segundo Delgado, até aqui, a eleição tem candidatos previsíveis, mas desfecho bastante incerto. Delgado, também copresidente do CEEP, ressalta o papel que as redes sociais terão na próxima eleição, tendo em vista a alta receptividade dos brasileiros a estas plataformas. Neste sentido, ele comenta sobre o grau de influência das campanhas nas ruas e das exposições dos candidatos à imprensa tradicional.No terceiro bloco, o economista André Sacconato avalia as condições atuais da economia dos Estados Unidos, destacando a inflação elevada (6,2% em 12 meses até outubro) e o mercado de trabalho aquecido, ao mesmo tempo que o governo de Joe Biden segue ampliando os gastos públicos. Com isso, Sacconato analisa se há contradição na atual política econômica norte-americana e se problemas estão sendo empurrados para gerações futuras.Ademais, o economista comenta sobre as pretensões de Xi Jinping na China. O atual presidente chinês escreveu uma resolução sobre o Partido Comunista, posicionando-o como um dos grandes líderes do país, ao lado de Mao Tsé-Tung e Den Xiaoping. Uma China do culto à personalidade e do poder centralizador se avizinha.Conheça:https://lab.fecomercio.com.br/https://lab.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-empresarial-e-politica/