Estamos vivendo uma mudança tectônica no mercado de tecnologia. Um novo relatório da McKinsey aponta que a era do SaaS tradicional (cobrança por usuário/assento) está evoluindo para algo muito mais complexo e valioso: o modelo AI-Centric.
Não se trata apenas de adicionar um chatbot ao seu produto. É uma redefinição de como o software é construído, vendido e precificado.
Aqui estão os 3 insights cruciais do relatório e como eles aterrissam no mercado brasileiro:
1. De Ferramenta para Agente (Agentic AI) Estamos migrando da IA Generativa para a IA Agêntica. O software deixa de ser uma ferramenta que o humano opera para se tornar um agente que executa fluxos de trabalho inteiros de forma autônoma. 📉 Onde dói: Modelos de negócio baseados em vender “mais licenças para mais usuários” vão sofrer, pois a IA reduz a necessidade de humanos operando o software.
2. A Ascensão do “Service-as-Software” Em vez de vender a “picareta”, as empresas venderão o “ouro extraído”. O relatório destaca o Service-as-Software: a entrega do resultado final (plataforma + agentes + expertise). 🇧🇷 Paralelo Brasil: Temos uma cultura fortíssima de serviços e BPO. Para o Brasil, isso é uma oportunidade de ouro. Empresas de software locais podem parar de competir apenas por features e passar a vender a resolução completa de dores burocráticas (fiscal, jurídico, RH) usando agentes de IA, substituindo serviços manuais ineficientes.
3. O Desafio da Precificação (SaaS vs. Consumo) Com a IA introduzindo custos variáveis de computação, o modelo de precificação está mudando de “per-seat” para baseado em consumo (outcome/usage). O número de empresas de software adotando esse modelo dobrou entre 2015 e 2024. 🇧🇷 Paralelo Brasil: Aqui mora o desafio cultural. O CFO brasileiro ama a previsibilidade do custo fixo mensal (a clássica assinatura). A transição para pagar por “resultado/consumo” exigirá uma reeducação do mercado corporativo nacional, focando em ROI claro e não apenas em acesso.
O novo perfil profissional: Forward Deployed Engineers Para fazer isso funcionar, o relatório cita a necessidade de engenheiros implantados na linha de frente com o cliente. No Brasil, onde o relacionamento é rei, as empresas que oferecerem essa camada consultiva técnica para garantir que a IA gere valor real sairão na frente.
A mensagem é clara: tornar-se “AI-Centric” não é opcional para quem quer sobreviver à próxima década.
E você, como vê a maturidade das empresas brasileiras para pagar por “resultado” em vez de licenças fixas?
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