A formação militar, transforma um pequeno grupo de pessoas, em uma sociedade funcional. Isso porque, o seu caráter disciplinador, impõe funções e responsabilidades específicas para cada membro da unidade. A liderança da caserna, se estabelece apoiada basicamente em três pilares: a proficiência profissional, o senso moral, os traços de personalidade e as suas atitudes. O Manual de Campanha do Exército Americano, citado por PROCTOR (2010, p. 37), identifica três atributos que um chefe precisa ter: “caráter, presença e capacidade intelectual”. Perceba que mudamos um pouco as palavras, mas o contexto permanece o mesmo. A função de sargento, possui pesados encargos sobre a tomada de decisão. Isso, porque segundo PROCTOR (2010, p. 38), a atual guerra irregular, criou o conceito de “cabo estratégico”. O termo, descreve a situação onde militares de baixo escalão, como um cabo ou sargento, precisam tomar decisões rápidas, com efeitos significativos no nível estratégico, ao invés de apresentar alterações, somente no aspecto tático ou operacional, como era antes. As suas decisões, possuem um caráter fundamental na imagem da corporação e justamente por isso, eles precisam passar por um treinamento voltado para a liderança. Isso significa, que todos os militares, de soldados a generais precisam ter a mesma base de conhecimento circunstancial, para poder tomar decisões corretas, éticas e efetivas.
O requisito básico para ser um bom sargento, é ser um perspicaz reconhecedor do caráter humano, um mestre em motivação e um grande comunicador, alguém que realmente conheça a natureza humana. Para PROCTOR (2010, página 38): “Os sargentos são o conduto de liderança que conecta os comandantes aos soldados”. Os chefes militares, quando chamados às armas em meio aos assombrosos desafios apresentados pela guerra do século XXI, agora mais do que nunca, precisam do desenvolvimento da arte da guerra. Tal fato, nos proporcionou ensejo de demonstrar, que instruções escritas completas, que minudenciam as tarefas dos encarregados, e os meios para realizá-la; são exemplos de tal ordem que, é de acreditar-se, que os auxiliem na consecução dos objetivos institucionais. Isso porque, cada partícipe tem o seu papel muito bem delineado. Quando chamados às armas, em meio aos assombrosos desafios apresentados pela guerra do século XXI, nós enquanto instituição, precisaremos ter a liderança, enraizada em todos os níveis hierárquicos. Por derradeiro, conclui-se que a figura dos sargentos, possui fundamental importância na obra comum, pois, este ator, é o primeiro grau em termos de aproximação da tropa com o comando. REFERÊNCIAS PROCTOR, 1º Sgt Exército dos EUA John W. Desenvolvendo Sargentos Líderes para o Século XXI. Revista Military Review, Fort Leavenworth, Kansas - EUA. Janeiro - Fevereiro, 2010.