F(r)icções | Ensaios de Cinema

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F(r)icções | Ensaios de Cinema episodes

  • 18 | Uma casa, um mundo – Berliner, McElwee e Mekas e olhar micro-histórico sobre o documentário autobiográfico

    Neste episódio, o editor-chefe da F(r)icções, Márcio Andrade, recebe o pesquisador espanhol Efrén Cuevas, uma das principais referências mundiais no estudo do documentário autobiográfico, dos filmes de família e do arquivo doméstico.

    A conversa atravessa a obra de três cineastas fundamentais — Alan Berliner, Ross McElwee e Jonas Mekas — para pensar como a vida íntima, os gestos cotidianos e a memória familiar se transformam em matéria cinematográfica.

    Cuevas revisita o papel das imagens caseiras, o surgimento do filme-diário, a força dos registros pessoais como disputa de sentido histórico e o conceito de “documentário micro-histórico”, que propõe que grandes transformações podem ser percebidas nos pequenos detalhes das vidas comuns.

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    Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade

    Edição - Priscila Nascimento

    Produção - Janaína Guedes

    Coordenação Geral - Márcio Andrade

    Realização - Combo Multimídia

    Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife)

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    Referências

    Cuevas, Efrén y Carlos Muguiro (eds.), El hombre sin la cámara. El cine de Alan Berliner / The Man without the Movie Camera: The Cinema of Alan Berliner, Ediciones Internacionales Universitarias, Madrid, 2002.

    Cuevas, Efrén, “The Immigrant Experience in Jonas Mekas’s Diary Films: A Chronotopic Análisis of Lost, Lost, Lost”, Biography, vol. 29, n. 1, winter 2006, pp. 55-73.

    _____________ (ed.), La casa abierta. El cine doméstico y sus reciclajes contemporáneos, Colección Textos Documenta, Ocho y Medio, Madrid, 2010.

    _____________. Cycles of Life: El cielo gira and Spanish Autobiographical Documentary. In: LEBOW, Alisa (org.). The Cinema of Me: The Self and Subjetivity in First Person Documentary. New York: Columbia University Press, 2012.

    _____________. Home Movies as Personal Archives in Autobiographical Documentaries. Studies in Documentary Film, vol. 17, n. 1, 2013, pp. 17–29

    47 min
  • 17 | Do familiar ao obsceno – Alfabeto Sexual entre a autoficção e imagem pornográfica

    Neste episódio, o editor-chefe da F(r)icções, Márcio Andrade, mergulha na obra e no pensamento de André Medeiros Martins, performer, ator e autoficcionista que investiga o corpo, o desejo e a pornografia como dispositivos de criação.

    Partindo de filmes como “Alfredo não gosta de despedidas” e “Alfabeto Sexual”, discutimos como práticas íntimas, rituais performativos e registros cotidianos transformam-se em narrativas capazes de questionar limites entre documentário, ficção, exposição e fabulação.

    A conversa atravessa temas como nudes, selfies, escrita de si, pornografia online, performance, memória familiar e a potência do corpo como método de pesquisa e invenção artística. Um episódio para quem deseja refletir sobre o íntimo como acontecimento político, estético e existencial.

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    Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade
    Edição - Priscila Nascimento
    Produção - Janaína Guedes
    Coordenação Geral - Márcio Andrade
    Realização - Combo Multimídia
    Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife)

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    Referências

    BRASIL, André. Formas de vida na imagem: daindeterminação à inconstância. In Revista FAMECOS, v. 17, nº 3, set/dez 2010,pp. 190-198.

    SIBILIA, Paula. La espectacularización del yo. Elmonitor de la Educación. Buenos Aires, p.34 - 37, 2008

    ODIN, Roger (org). Le film de famille: usage privé,usage public. Paris: Méridiens Klincksieck, 1995.

    FELDMAN,Ilana. Jogos de cena: Ensaios sobre o documentário brasileiro contemporâneo.Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação daEscola de Comunicação e Artes - ECA, Universidade de São Paulo – USP. SãoPaulo, 2012. 162p.

    SILVA, Mariana Duccini. Ponto de vista a(u)torizado:composições de autoria no documentário brasileiro contemporâneo. Tese(Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola deComunicação e Artes - ECA, Universidade de São Paulo – USP. São Paulo, 2013.239p.

    54 min
  • 16 | Do ser como invenção compartilhada – O real e o fabulado nos filmes de Allan Ribeiro

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista o cineasta Allan Ribeiro, cujos filmes borram as fronteiras entre o documentário e a ficção, o íntimo e o coletivo, a imagem e o gesto.

    A partir de encontros com artistas, performers e personagens reais – como no curta O Clube (2014) ou nos longas Esse amor que nos consome (2012) e Mais do que eu possa me reconhecer (2015) – Allan constrói um cinema em que o autor é também cúmplice e personagem. 

    Conversamos sobre os modos de escrita de si presentes em sua filmografia, atravessando temas como performance, autorrepresentação, envelhecimento, amizade, fabulação e invenção.

    Em destaque, discutimos ainda seus filmes mais recentes O dia da posse (2021), Eu fui assistente de Eduardo Coutinho (2023) e seu projeto sobre a passagem de Madonna pelo Brasil, que colaboram para pensarmos a autoficção como gesto compartilhado de fabulação do real.

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    Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade

    Entrevistado – Allan Ribeiro

    Edição – Priscila Nascimento

    Produção – Janaína Guedes

    Coordenação Geral – Márcio Andrade

    Realização – Combo Multimídia

    Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    36 min
  • 15 | Eus em Série – Das autoficções em I may destroy you, Better Things e outras dramédias contemporâneas

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista o pesquisador João Pedro Pinho, que analisa o fenômeno das séries semiautobiográficas como expressão das novas formas de escrita de si nas narrativas televisivas contemporâneas.

    Em diálogo com obras como I May Destroy You, Better Things, Girls, Louie, Seinfeld e Master of None, a conversa percorre os territórios híbridos da autoficção, explorando as fronteiras entre o vivido e o encenado, o íntimo e o coletivo.

    João propõe o conceito de “semiautobiografias ultrapersonalistas” para descrever um conjunto de produções em que autoras e autores constroem versões ficcionais de si mesmos, tensionando as noções de autoria, identidade e autenticidade.

    A partir de um mapeamento que identificou mais de 90 séries semiautobiográficas produzidas entre 2000 e 2020, João analisa como o gênero da dramédia se tornou um espaço privilegiado para experimentações narrativas, especialmente com o esgarçamento da sitcom tradicional.

    O episódio também reflete sobre a crescente contaminação entre ficção e documentário, apontando para obras como O Ensaio, de Nathan Fielder, e How to with John Wilson, que radicalizam a performatividade do “eu” em contextos não ficcionais, pensando a autoficção como linguagem do risco e da hesitação.

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    Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade

    Entrevistado – João Pedro Pinho

    Edição – Priscila Nascimento

    Produção – Janaína Guedes

    Coordenação Geral – Márcio Andrade

    Realização – Combo Multimídia

    Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    54 min
  • 14 | Deslembrar ou Desesquecer – Dos movimentos do arquivo pessoal às memórias em um corpo coletivo

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista Abiniel Nascimento, artista que compartilha sua trajetória poética e política com os arquivos, a memória e a arte contemporânea.

    A conversa atravessa suas vivências na zona rural de Carpina, onde os álbuns de fotografia da avó serviram como um primeiro campo de fabulação, e alcança seus trabalhos mais recentes, que tensionam os limites do que pode ser considerado documento, história, prova, presença.

    Ao longo do episódio, acompanhamos como sua formação em museologia provocou rupturas e ressignificações: o arquivo, que antes parecia neutro e objetivo, passa a ser questionado em sua função colonial de apagar, domesticar e silenciar.

    Abiniel narra o surgimento de obras como Exercício de Arquivo e Aracá, em que a memória aparece menos como registro e mais como experiência encarnada, gesto performativo, reverberação ancestral. Fabulação, silêncio, apagamento, presença.

    Em diálogo com pensadores como Georges Didi-Huberman, este episódio propõe pensar os arquivos não como repositórios fechados, mas como territórios em disputa, campos de força, imagens que tremem.

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    Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade

    Entrevistado/a – Abiniel Nascimento

    Edição – Priscila Nascimento

    Produção – Janaína Guedes

    Coordenação Geral – Márcio Andrade

    Realização – Combo Multimídia

    Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    36 min
  • 13 | O íntimo é político – Sobre Olga Futemma e as histórias do documentário no Brasil

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade conversa com a pesquisadora Hanna Esperança sobre sua investigação acerca das cineastas brasileiras que, desde os anos 1980, vêm inscrevendo suas histórias pessoais, afetivas e familiares no campo do documentário.

    O ponto de partida é a obra da realizadora nipo-brasileira Olga Futemma, mas a conversa se expande para um olhar crítico sobre os modos de narrar o país a partir da primeira pessoa — um gesto que desestabiliza as lógicas tradicionais do documentário social.

    Entre relatos de pesquisa e atravessamentos pessoais, Hanna narra o percurso que a levou a esse campo: da experiência como realizadora do curta ViajoSola ao mergulho nos filmes e roteiros não filmados de Olga Futemma.

    Com referências a filmes como Meninas de um outro tempo (1983, Maria Inês Villares), Um Passaporte Húngaro (2001, Sandra Kogut), Os dias com ele (2013, Maria Clara Escobar) e os curtas Retratos de Hideko (1981) e Chá Verde e Arroz (1989), ambos de Olga Futemma, o episódio destaca os modos de enunciação construídos por mulheres cineastas e defende o íntimo como ponto de encontro entre disputas políticas e estéticas.

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    Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade

    Entrevistada – Hanna Esperança

    Edição – Priscila Nascimento

    Produção – Janaína Guedes

    Coordenação Geral – Márcio Andrade

    Realização – Combo Multimídia

    Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    44 min
  • 12 | Virgindade, Fim de Tarde e as infâncias LGBTQIAPN+

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista com o cineasta, quadrinista, educador e pesquisador Chico Lacerda, que revisita as múltiplas formas de inscrição da primeira pessoa em suas obras audiovisuais e gráficas.

    Em diálogo com os filmes experimentais de Su Friedrich e com as HQs autobiográficas de Alison Bechdel, Lacerda compartilha suas estratégias para tensionar memórias íntimas e coletivas a partir de uma perspectiva dissidente.

    A conversa gira em torno do curta Virgindade (2015), em que o diretor narra, em voz própria, episódios de sua infância e adolescência ligados à descoberta do desejo homoafetivo, articulando relatos pessoais a imagens documentais da cidade do Recife.

    O episódio também aborda a trilogia em quadrinhos Fim de Tarde, publicada pelo selo O Grito! HQ, na qual Chico se debruça sobre as tensões entre autodescoberta, sexualidade e aceitação familiar, recriando um mesmo universo de lembranças sob outro regime de linguagem.

    Entre reflexões sobre estética, política e linguagem, o episódio destaca o papel das escritas de si como ferramentas de partilha e como práticas que desafiam normas de representação.

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    Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade

    Entrevistado – Chico Lacerda

    Edição – Priscila Nascimento

    Produção – Janaína Guedes

    Coordenação Geral – Márcio Andrade

    Realização – Combo Multimídia

    Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    37 min
  • 11 | Encruzilhadas e Fabulações - Autoetnografias periféricas e as escritas (coletivas) de si

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista a comunicadora, artista, pesquisadora e mãe Luz Mariana Blet, que compartilha sua trajetória marcada pela articulação entre arte, ativismo e pesquisa, com especial atenção às práticas autoetnográficas desenvolvidas em contextos periféricos.

    A partir de sua experiência com o Coletivo Crua, criado em 2013 no Rio de Janeiro, Luz reflete sobre o cinema como escrita de si e de seus territórios, pensando um cinema de rua, de encruzilhada, que nasce do desejo de comunicar e fabular a partir da experiência negra e periférica. 

    O curta Onã, realizado pelo coletivo, torna-se ponto de partida para discutir os atravessamentos entre memória, religiosidade, oralidade e performance como potência estética e política. Já no contexto do doutorado em Antropologia Social (UFSC), Luz participa da criação do Coletivo Panelinha e do filme É Preciso Aprender a Voltar para Casa, que articula performance, ancestralidade e etnografia como formas de narrar o reencontro de um homem negro com sua história e com os objetos de memória da diáspora.

    A conversa percorre os caminhos da escrevivência, da etnoficção e da etnofabulação como gestos que insurgem contra as lógicas hegemônicas de saber e representação.

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    Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade

    Entrevistada – Luz Mariana Blet

    Edição – Priscila Nascimento

    Produção – Janaína Guedes

    Coordenação Geral – Márcio Andrade

    Realização – Combo Multimídia

    Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    38 min
  • 10 | Thyniá e Mar de Dentro - Ou do gesto de rasurar arquivos e reescrever a memória

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade conversa com a artista visual, realizadora e diretora de arte Lia Letícia, que compartilha suas práticas e atravessamentos criativos no campo expandido das imagens de si.

    A conversa parte de sua trajetória marcada por trânsitos entre linguagens (da performance à videoarte, da direção de arte ao cinema experimental) para abordar como seus trabalhos articulam corpo, memória e arquivo como territórios de invenção e disputa.


    A partir dos filmes Thyniá (2019) e Mar de Dentro (2021), Lia Letícia propõe um cinema que tensiona os modos hegemônicos de narrar a história, recombinando imagens de arquivo, textos coloniais, vozes negras e indígenas e experiências racializadas.

    Fabulação, escuta e errância são os princípios de uma linguagem que se recusa ao fechamento e que assume a indisciplina como força política e poética. Sua obra, como discutido no episódio, se aproxima do gesto de cineastas como Rithy Panh e Rodrigo Ribeiro, ao transformar a ausência dos corpos, das vozes, das imagens apagadas em matéria sensível para um cinema de evocação crítica._____________________________


    Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade

    Entrevistada – Lia Letícia

    Edição – Priscila Nascimento

    Produção – Janaína Guedes

    Coordenação Geral – Márcio Andrade

    Realização – Combo Multimídia

    Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    48 min
  • 09 | Arquivos da Ausência – Das rasuras da memória ao ensaio como invenção

    Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade conversa com a pesquisadora e realizadora Carolina Gonçalves sobre as potências criativas da ausência no cinema autobiográfico.

    A partir de sua trajetória entre a prática artística e a pesquisa acadêmica, Carolina compartilha o processo de construção de sua tese de doutorado, que articula memória, luto e imagens de arquivo no filme-ensaio. Em meio à descoberta de um rolo de Super-8 que não revela as imagens esperadas de seu pai falecido, emerge a pergunta que guia sua investigação: o que fazer diante da imagem que falta?


    Ao longo da conversa, discutimos como a linguagem do ensaio permite lidar com fragmentos, lacunas e hesitações, transformando a falta em gesto de criação. Carolina comenta também sua análise de filmes como Histórias que Contamos (2012, Sarah Polley), Coração de Cachorro (2015, Laurie Anderson) e Teatro de Guerra (2018, Lola Arias), refletindo sobre fabulação, subjetividade e os atravessamentos entre ficção, documentário e autobiografia.

    Entre vozes, arquivos e afetos, o episódio propõe o ensaio como um modo de escutar o que ainda não tem forma — e de habitar o intervalo entre o visível e o invisível.

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    Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade

    Entrevistada – Carolina Gonçalves

    Edição – Priscila Nascimento

    Produção – Janaína Guedes

    Coordenação Geral – Márcio Andrade

    Realização – Combo Multimídia

    Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

    42 min

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