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No episódio desta semana, começamos a passar em revista o universo dos filmes de animação sendo, na sua maioria, criações dos estúdios de Walt Disney, mas não só. E como não falar do marco que foi "A Branca de Neve e os Sete Anões", em 1937, uma adaptação aos grandes ecrãs da menina que ameaçou a beleza e o poder de uma Rainha, e bem diferente das histórias ancestrais que teve por base.
Na verdade, muitas das histórias de animação provieram de narrativas tradicionais, em que os papéis de cada personagem, pela sua condição social ou biológica, influenciavam as suas vidas e a forma como se deviam comportar. E foi, efectivamente, a muitas fontes que Walter Elias Disney e a sua equipa foram beber para criar os primeiros filmes de animação que também fizeram parte do nosso imaginário infantil, muitas décadas depois das suas fitas e bobines verem a luz do dia.
Não se esqueçam de seguir o instagram do Geekices do Demo: https://www.instagram.com/geekicesdodemo e de visitar a página da Etsy da Nuts for Paper para verem a linha de merch do Geekices do Demo: http://nutsforpaper.etsy.com.
O Geekices do Demo está de volta, para revisitar o tema das criaturas da noite, com um convidado que... não consegue estar quieto! Com o Rafael Loureiro (https://www.instagram.com/rafaelloureiro.autor | https://www.instagram.com/duelos_de_honra), escritor, professor, storyteller, geek e muito mais... ou seja, multifacetado como um bom velho vampiro, vamos abordar o jogo "Vampire, the Masquerade".
A viagem do Rafael com os vampiros começou com o movimento Gótico e as obras literárias com estes monstros. E, rapidamente, começou a criar as suas histórias e a jogar este RPG, "mundos" que acabou por cruzar enquanto se mantém a máscara. Neste episódio descobrimos a origem deste jogo de tabuleiro que, entretanto, já evoluiu para outras plataformas e formatos, e que integra o universo "World of Darkness".
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Para terminar esta temporada vampírica vamos falar de... pássaros amarelos? Mas tem vampiros, prometemos! Estas personagens outrora sedentas de sangue, passaram a ter faces familiares, por vezes infantis e carinhosas, que nos ensinaram a contar ou que apareciam nos nossos cereais de pequeno almoço.
Os vampiros vieram para ficar e chegaram também a todas as formas entretenimento e diversão, desde novelas, passando pela animação ou pelo merchandise, até aos jogos. De belos a horrendos, de amigáveis a nossos inimigos, os vampiros caminham entre nós, cativando a humanidade com a ideia da imortalidade, enquanto nos fazem pensar que, por vezes, para sempre... é demasiado.
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Séculos de folclore, superstições e crenças transformaram o vampiro num ser de diversas caras. Todavia, independentemente das formas que estes seres usaram para chegar até nós, actualmente são o monstro familiar com o qual nos habituamos a conviver, em grande medida, no pequeno e no grande ecrãs.
Contrariando a ideia por vezes difundida de que os vampiros não podem ser capturados em câmara, a ironia está em que foi através de diversos filmes e séries que, muito provavelmente, que a popularidade destes monstros encontrou o seu expoente máximo. Desde registos mais terríveis e assustadores, aos mais românticos e introspectivos, sem esquecer a comédia, os vampiros continuam a ser um espelho daquilo que todos nós somos, com as nossas dúvidas, os nossos medos e a nossa necessidade de liberdade.
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Como a arte nunca é uma via de um sentido só, os vampiros teriam que nos dar a honra de nos presentear com a sua presença na música. Depois da poesia, seria natural que estas criaturas fossem transpostas para a ópera e, mais tarde, para o teatro e, claro, os musicais, onde encontraram um enorme sucesso e uma recepção incrível por parte do público.
Mas como sabemos, os vampiros têm-se misturado com os humanos, umas vezes de forma subtil, outras bem visível. Tomaram parte em videoclips de músicas icónicas, povoaram bandas sonoras a filmes que lhes são dedicados e, até, inspiraram álbuns ou bandas na estéticas e, bem assim, como uma forma de expressão de arte por si mesma.
Porque, na verdade, eles estão em toda a parte, sempre à espreita para a próxima dentada.
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Depois de Drácula, o seu legado perdurou por séculos até aos dias de hoje, tornando-se indubitavelmente imortal. O vampiro moderno tornou-se no monstro familiar ao qual nos habituámos, mas que continua a demonstrar os medos humanos, como se de um espelho se tratasse.
Mas, da mesma forma que esta criatura foi símbolo revelador da sensualidade e sexualidade tidas como desviantes em determinadas épocas, não é menos verdade que abandonou o véu da obscuridade para acompanhar o seu público. Novas histórias surgiram em que vampiros que não mais se alimentam de seres humanos, que quebram com o padrão heteronormativo ou que tentam manter o equilíbrio entre a sua sobrevivência e ter uma conduta de honra.
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No episódio desta semana falamos sobre o "Dracula", de Bran Stoker, o que nunca é fácil, pois esta obra epistolar do Gótico Vitoriano, editada em 1897, dá pano para mangas. As inspirações do autor deste vampiro aristocrata vão desde contos fantásticos e do paranormal a Vlad Ţepeş, voivode de Valáquia, figura histórica e totalmente real.
E como uma obra do seu tempo, teremos várias mensagens que ecoam desde o séc. XIX até ao dias de hoje. Nesta viagem, extremamente detalhada sobre as paisagens e cultura eslava, trazemos connosco um "estrangeiro" que nos vem demonstrar os monstros que habitam dentro de nós, presos, e apenas esperam por ser acordados.
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